«Living, Restos do vento & 65»

sábado, 22 de abril de 2023

Já há algum tempo que não trazia um "Cinestreias" mas não tem sido fácil ver filmes recentes. Além da minha capacidade de concentração andar fraca, a minha disponibilidade para ir ao cinema é reduzida. De qualquer modo, consegui ver 3 filmes recentes e hoje trago-vos a minha opinião.


realizado por  OLIVER HERMANUS   protagonizado por  BILL NIGHY, AIMEE LEE WOOD, ALEX SHARP

1953. Uma Londres despedaçada pela II Guerra Mundial tenta ainda recuperar. Williams, um experiente funcionário público, é uma engrenagem impotente dentro da burocracia da cidade. Enterrado sob papelada no escritório, solitário em casa, há muito sente a sua vida vazia e sem sentido. De repente, um diagnóstico médico obriga-o a fazer um balanço e sentir que viveu a vida antes que ela termine.


Viver estreou em Fevereiro deste ano nas salas de cinema portuguesas e era um dos filmes que eu queria muito ver em 2023. Foi um dos filmes dos Óscares que me escapou na altura (Bill Nighy estava nomeado para Melhor Actor) mas felizmente lá o consegui ver recentemente.
Este é considerado um remake do clássico japonês de Kurosawa "Ikiru" (1952), um filme que está na minha lista de filmes a ver há anos. Quem ficou responsável pelo argumento foi o escritor Kazuo Ishiguro, do qual já li um livro que adorei; como tal, tinha confiança que a adaptação seria boa.
Este é um daqueles filmes mais intímos e pequenos, com um atmosfera melancólica e tranquila ao mesmo tempo. A actuação de Bill Nighy é realmente muito boa; de forma discreta e controlada consegue transmitir emoções fortes e distintas (emocionei-me bastante quando ele cantou!). Gostei também muito da fotografia e como é retratada a Londres dos anos 50. 🌟🌟🌟🌟


realizado por  TIAGO GUEDES  protagonizado por  ALBANO JERÓNIMO, NUNO LOPES, ISABEL ABREU, GONÇALO WADDINGTON, JOÃO PEDRO VAZ

Uma tradição pagã numa vila do interior de Portugal deixa traços dolorosos num grupo de jovens adolescentes. 25 anos depois, ao reencontrarem-se, o passado ressurge e a tragédia instala-se.


Restos do vento estreou em Portugal em Setembro do ano passado mas só o consegui ver agora através da plataforma da HBO. É uma produção nacional que despertou a minha atenção pelo elenco de luxo e por ser realizado pelo mesmo realizador de A herdade (opinião do filme aqui).
Algo que estou a gostar nos filmes deste realizador é o facto destes retratarem bem Portugal (a sua alma e costumes) sem deixarem de ter um enredo interessante e ao nível de produções internacionais. Este é um drama sobre violência física e mental e sobre a masculinidade tóxica que, de certo modo, continua a ser incentivada por algumas tradições antiquadas e em alguns ambientes.
A sua maior falha é a sua previsibilidade mas compensa pelo final extremamente impactante e emotivo. De destacar as interpretações de Albano Jerónimo e Nuno Lopes.
Concluindo, não me deslumbrou mas convenceu-me a continuar a apostar no realizador. Ainda tenho de ver a série Gloria! 🌟🌟🌟


realizado por  SCOTT BECK, BRYAN WOODS   protagonizado por  ADAM DRIVER, ARIANA GREENBLATT

O astronauta Mills despenha-se num planeta misterioso. Depressa percebe que está de facto na Terra, mas que recuou 65 milhões de anos no passado. Com apenas uma hipótese de resgate, une-se a outra sobrevivente, a pequena Koa, para cruzar um terreno desconhecido e repleto de perigosas criaturas pré-históricas. 


65 estreou no passado mês de Março e decidi vê-lo sem saber muito sobre ele. Tudo o que sabia era que tinha o Adam Driver e dinossauros...isso era o suficiente para mim. Este é um filme de acção e ficção científica que me entreteve mas que podia ter sido mais entusiasmante e apelativo.
Visualmente achei bastante interessante. Gostei do design dos dinossauros (alguns com algumas alterações que me fizeram sentido) e do aspecto da Natureza que os rodeava. Já a interação entre as duas personagens principais - o astronauta Mills e a pequena Koa - não me convenceram. O facto de eles não falarem a mesma língua fez com que o filme se tornasse um pouco aborrecido e menos intrigante. O filme precisava de outras personagens ou de outra maneira de explorar o ambiente que as envolvia.
O ritmo é rápido e vê-se bastante bem mas acaba por não ser memorável nem se tornar num daqueles filmes que revemos constantemente para nos distrairmos. Acho que a premissa era bastante original e podia ter sido melhor explorada. 🌟🌟 1/2



E vocês?

Viram algum destes filmes?
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Causa própria (2022)

terça-feira, 18 de abril de 2023


Hoje venho falar-vos de uma série que foi a minha companhia durante os meus períodos de amamentação nocturnos nos últimos tempos. Chama-se Causa própria e é uma produção nacional que está disponível na RTP Play e na HBO.


A nossa protagonista é Ana (Margarida Vila-Nova), uma juíza numa pequena cidade, onde julga os mais variados tipos de processos. Um dia, um jovem aparece morto num jardim e um grupo de estudantes é apontado como possível culpado. No entanto, o caso complica-se quando a família de Ana se vê envolvida. Ao mesmo tempo que acompanhamos o envolvimento de Ana no processo, seguimos também a investigação que é liderada pelo Inspector Mário (Nuno Lopes).


Esta série foi uma agradável surpresa! Tem bastante qualidade, o que é ainda mais admirável tendo em conta que é uma produção portuguesa. É da mesma produtora - Arquipélago filmes - que a série Sul que vi recentemente (opinião aqui), partilhando até alguns dos mesmos actores. No entanto, esta conseguiu corrigir alguns dos problemas que essa outra série apresentava (o ritmo e falta de coesão de alguns elementos) e melhorar então a qualidade do produto final. 


Temos aqui uma série policial e um drama judicial bastante intrigante e com um mistério que prende facilmente a atenção. As personagens são interessantes e as interpretações bastante competentes, incluindo as do elenco mais jovem. Achei especialmente engraçado ver o julgamento de um crime através dos procedimentos jurídicos nacionais e não recorrendo à típica americanização.



Há também que elogiar a qualidade técnica da série, tanto a nível de realização como de fotografia.

Está disponível uma temporada com 7 episódios. Pelo que investiguei, tudo indica que vamos ter segunda temporada, o que me agrada porque quero que alguns pontos sejam melhor explicados. No entanto, se a série acabasse por aqui não ficaria com uma sensação de insatisfação porque o final é fechado o suficiente. 


Super recomendo a série e fico muito feliz se a ficção nacional seguir este rumo! 🌟🌟🌟🌟1/2



E vocês? Já viram esta série?

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Cineclássicos | The testament of Dr. Mabuse (1933)

sábado, 15 de abril de 2023


Já há bastantes anos que procuro investir em filmes clássicos, filmes mais antigos que valem a pena ver. Tenho apostado em vários projectos (incluindo o podcast Refúgio nos clássicos) e desafios de modo a incentivar este meu gosto. Uma das parceiras que tive ao longo destes anos foi a Chris do Diário da Chris (ex: Pipocas | Óscares | Acção) e ambas achámos que estava na altura de retomar a nossa colaboração nesta área.


Assim, decidimos que uma vez por mês vamos ver um filme clássico à nossa escolha que pertença a um determinado ano. Para Abril, tínhamos de ver um filme de 1933, um filme que faça 90 anos em 2023. Eu acabei por escolher o filme alemão  The testament of Dr. Mabuse.


Na altura, quando escolhi este filme não sabia que este é uma sequela de um filme mudo do mesmo realizador - Dr. Mabuse, the gambler (1922). Então, esse filme conclui com o aprisionamento num asilo do inteligente criminoso Dr. Mabuse, que fica louco no final, e este filme dá seguimento à história. Rumores surgiram que um bando de criminosos está novamente operacional, cometendo crimes que são estranhamente familiares ao modus operandi do antigo criminoso. Mas como é isso possível se ele está preso? Cabe ao Inspector Lohmann descobrir.


Este é um filme muito metafórico e com um objectivo político claro - ser uma alegoria anti-nazi. Pouco antes deste filme começar a ser produzido, os nazis tinham começado a ter um papel forte na política alemã e, claramente, Lang revela aqui uma forte preocupação com a ascensão de Hitler ao poder, construindo vários paralelismos na história entre a realidade e a ficção. Por exemplo, temos no filme um líder carismático e astuto que não está interessado em dinheiro mas sim em semear caos e medo. 



No entanto, se o filme convence pelo seu aspecto simbólico, acabou por não me convencer tanto em termos da estrutura da narrativa porque falha ao não procurar manter mistério nenhum. Ao contrário do Inspector, nós sabemos quase imediatamente quem está por detrás deste novo bando de criminosos, o que acaba por tirar alguma tensão e interesse ao filme. Além disso, a presença do Dr. Mabuse é mais de natureza espiritual o que não me agradou tanto (apesar de reconhecer o valor desta opção).

De qualquer modo, tecnicamente é um filme muito interessante e sólido tendo em conta a época, especialmente a nível de edição e "efeitos especiais".



Já tinha visto outros filmes do realizador que me agradaram bastante - M e Metropolis - e este acabou por não me arrebatar tanto. Talvez tenha partido para o filme com as expectativas demasiado altas. De qualquer modo, foi um filme que gostei de ver, especialmente tendo em conta o seu valor histórico. Claro que este foi um filme banido pelos nazis na Alemanha e acabou por ter de estrear noutros países europeus. 🌟🌟🌟





Podem ver que filme de 1933 a Chris escolheu aqui!


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«The bloody chamber» & «As coisas que perdemos no fogo»

terça-feira, 11 de abril de 2023


Estou de volta com mais algumas "opiniões perdidas". Desta vez, trago a opinião de dois livros de contos, um lido em 2018 e outro em 2020. Ambos têm toques de fantasia e horror.


The bloody chamber é um livro constituído por 10 contos, todos eles reimaginações de contos de fadas bastante conhecidos, tais como, O capuchinho vermelho e A Bela e o Monstro. São contos de tamanho diversificado, variando desde aqueles com apenas uma folha até aqueles com cerca de 20, mas todos eles são versões mais negras e sexualizadas do que os originais.

Esta foi a primeira obra que li de Angela Carter e, claramente, um dos destaques deste livro para mim foi a sua escrita sensual, sofisticada e rica. De uma forma muitas vezes metafórica e descritiva, ela apresenta histórias focadas em protagonistas fortes e temáticas muito femininas...histórias sobre sexualidade, violência, despertar sexual, balanço do poder no casamento, objectificação feminina, etc... Sem dúvida, que nos seus contos há um forte contraste entre a sociedade repressiva e tradicional, típica dos contos de fadas, e as protagonistas oprimidas que procuram libertação e uma identidade pessoal.
No entanto, como é frequente com as antologias, acabei por não adorar todos os contos presentes e isso acabou por afectar a classificação final. Acredito que todos eles possuem significados mais profundos do que parece à primeira vista (e leitura) mas realmente alguns acabaram por não me marcar e arrebatar durante a leitura. De seguida, comento brevemente cada um dos contos apresentados:
  • The bloody chamber (inspirado no conto "Barba azul"): este é o maior conto do livro e o meu preferido sem dúvida; explora temáticas como a objectificação da mulher e o papel da virgindade; é o conto com mais tensão e com um dos desfechos mais satisfatórios;
  • The courtship of Mr. Lyon (inspirado no conto "A bela e o monstro"): um dos dois contos inspirados na "A bela e o monstro" e o meu preferido dos dois; é um dos contos que faz um melhor uso do realismo mágico, misturando um cenário mais moderno com elementos mais fantásticos;
  • The tiger's bride (inspirado no conto "A bela e o monstro"): um conto mais focado na bestialidade e no poder da metamorfose do que o primeiro; confesso que, apesar de ter compreendido muito do simbolismo oculto, achei-o demasiado metafórico;
  • Puss-in-boots (inspirado no conto "O gato das botas"): o conto mais leve do livro; este foi também um dos meus preferidos pois conseguiu misturar bem elementos fantásticos e simbólicos, e oscilar bem entre um tom mais cómico e um tom mais negro;
  • The Earl-King (inspirado na figura folclórica "Erlking"): um conto muito focado na relação entre sexualidade e violência, já explorada também nalguns contos anteriores; apesar de não ser dos mais marcantes gostei particularmente do desfecho;
  • The snow child (inspirado no conto com o mesmo nome): o conto mais pequenino do livro, com apenas uma folha; apesar de curto consegue ser um conto intenso, condensando muitas das temáticas dos contos anteriores;
  • The lady of the house of love (inspirado nas histórias de vampiros da Roménia e a peça de rádio "Vampirella"): outro dos meus contos preferidos; aqui é a nossa heroína, uma vampira, que é o "monstro" e há claramente uma reversão de papéis que tornou mais interessante a exploração das temáticas; um conto muito marcado por decadência e corrupção;
  • The werewolfThe company of wolves e Wolf-Alice (inspirados no conto "O capuchinho vermelho"): curiosamente, alguns dos contos mais famosos da escritora foram os que menos me impressionaram (The company of wolves tem uma adaptação cinematográfica também famosa);

Concluindo, apesar de não ter adorado todos os contos, fiquei com vontade de ler mais obras da escritora. Recomendo para quem gosta de narrativas com uma forte perspectiva feminista e de realismo mágico. 🌟🌟🌟



Mariana Enriquez é uma escritora contemporânea da Argentina que me despertou a atenção pelas suas comparações a Shirley Jackson, uma escritora que aprecio bastante.
No Natal de 2021, acabei por receber este seu livro e achei, na altura, que, apesar de ser provavelmente um livro um pouco negro demais para um início de ano, nada como começar 2022 com a descoberta de um novo autor. E a experiência revelou-se positiva!
As coisas que perdemos no fogo é uma obra que reúne 12 contos desconcertantes com cerca de 15 páginas cada. São narrativas sinistras e algo grotescas que inquietam mais pela forma como a escritora encontra o macabro e o terror em situações sérias e familiares do quotidiano da Argentina, tais como, na pobreza, violência, droga, prostituição, corrupção, etc...
São notórias as influências clássicas de Poe, Stephen King, irmãs Bronte, entre outras, mas a autora consegue adaptá-las a um mundo e problemáticas mais actuais e tornar as histórias suas com uma voz muito própria. Os contos são intensos e atmosféricos, de leitura acessível e viciante, que perturbam não só pelas imagens sombrias que evocam mas também pelas críticas sociais e reflexões que se escondem nas entrelinhas.
Recomendo sobretudo o O rapaz sujo (foca-se na pobreza extrema de um bairro e a indiferença de uma mulher), A casa da aldeia (conto casa abandonada) e Sob a água negra (debruça-se sobre corrupção e poluição de uma favela, com toques lovecraftianos).
Talvez o ponto mais negativo do livro seja que a maioria dos contos acaba com um final em aberto, final este que em alguns casos me pareceu adequado mas que noutros me deixou insatisfeita.
Um livro forte que daria uma discussão interessante num clube de leitura e uma autora a repetir! É importante referir que a escritora não poupa nas descrições dos pormenores mais grotescos logo nao será  um livro para todos. Não é subtil como Shirley Jackson. 🌟🌟🌟🌟



E vocês? Já leram algum destes livros?

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5 filmes preferidos para ver na Páscoa

sexta-feira, 7 de abril de 2023


Hoje trago-vos a lista dos meus filmes favoritos para ver na Páscoa. Não são necessariamente os melhores filmes mas são aqueles que mais me marcaram e que eu revejo mais frequentemente nesta época festiva.

Aqui fica a minha lista, por ordem cronológica, com alguns breves comentários:



Um musical que conta com uma dupla muito talentosa que só contracenou junto neste filme: Judy Garland e Fred Astaire. Um musical divertido e animado que conquista pela voz de Judy Garland e pela dança de Astaire. É uma boa opção para ver na Páscoa uma vez que o desfile de Páscoa e essa época festiva são bastante importantes no desenrolar da acção. [imdb]


Filme clássico bíblico que é presença obrigatória na televisão nesta época festiva. Com efeitos datados mas impressionantes para a época, cenários opulentos e duas grandes figuras do cinema como protagonistas: Charlton Heston e Yul Brynner. [imdb]


Para mim, este filme será sempre o meu favorito para esta época. Aliás, este é um dos meus filmes favoritos de sempre. Ben-Hur foi o primeiro filme de sempre a ganhar 11 Óscares da Academia numa altura em que só existiam 12 categorias! Apesar do filme não se focar na vida de Jesus Cristo, Ele cruza o caminho da personagem principal em dois momentos importantes da acção (assistimos no final à cena do Seu calvário e crucificação) e exerce um forte impacto em Ben-Hur. Algo curioso no filme é que nunca vemos Cristo de frente, Ele é sempre filmado de trás. Um filme épico com um pouco de temática religiosa que recomendo muito. [imdb]


Sem dúvida que este é um dos meus filmes musicais preferidos de todos os tempos. É uma boa alternativa para quem quer ver um filme de temática religiosa mas não tem tempo para um filme épico e gosta de musicais. Adoro o timbre "roqueiro" do actor que interpreta Jesus Cristo e a  espectacular voz do actor que interpreta Judas. [imdb]


A mesma história do filme "Os dez mandamentos" mas numa versão animada. Gosto muito de como mostram a amizade entre os irmãos e as motivações de ambos. Musical com uma excelente banda sonora! [imdb]


E vocês? 
Qual o vosso filme preferido para 
ver na Páscoa?


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Janeiro a Março 2023

terça-feira, 4 de abril de 2023

O primeiro trimestre de 2023 foi marcado por muitas mudanças e emoções! Janeiro foi praticamente o meu último mês grávida, em Fevereiro foi o nascimento da minha estrelinha e Março simbolizou o início desta nova etapa: a maternidade. Apesar da maioria do meu tempo ser dedicado a desfrutar da bebé B. e a tentar manter a casa organizada, também tenho tentado não deixar de fazer algumas das actividades que gosto: ler, ver filmes e séries. Ainda não fui totalmente bem sucedida mas vamos lá pouco a pouco. Apesar das dificuldades, estou a adorar ser MÃE e realmente nunca imaginei que fosse sentir um amor tão profundo e uma ligação tão forte (não é apenas um cliché). 



BEBÉ B.
+ Ainda não decidi quão a fundo quero abordar o meu dia-a-dia como mãe aqui neste meu cantinho. Sei que quero registar algumas observações e não colocar nenhumas fotos da cara da bebé B. mas mais que isso ainda não sei. O tempo o dirá!
+ O meu parto foi longo! Chegaram as 42 semanas de gestação e a estrelinha não dava sinais de que queria sair do quentinho (compreensível visto que foram dias de muito frio!). Como tal, tiveram que induzir o parto...após 2 dias de indução e 26 horas de trabalho de parto (a dilatação nunca mais estava completa!) a minha menina veio ao mundo saudável! É indescritível esse momento e o que senti quando a colocaram nos meus braços <3
+ O primeiro mês foi complicado. Além de eu estar fraca ao início (tive de levar transfusão de sangue e ferro endovenoso), não tinha muito leite materno para oferecer, e, como tal, ela começou a perder peso e chorava muito com a fome (tadinha!). Felizmente, começamos a fazer suplementação com fórmula e tudo começou a correr bem melhor.
+ Apesar de ainda ter muito que aprender e ter dúvidas todos os dias, sinto que ela está agora muito melhor. Tem ganho peso, dorme relativamente bem e é uma bebé bem-disposta.



BALANÇO DO TRIMESTRE
consegui ler 5 livros em cerca de 2 meses - o clássico de aventura O prisioneiro de Zenda, o romance gótico O décimo terceiro conto, o clássico francês Eugénie Grandet, Thérése Desqueyroux para o meu projecto de ler livros de escritores vencedores do Nobel, e Passing,  um clássico do renascimento do Harlem. Ando a ler 2 - Bolo negro de Charmaine Wilkerson e o clássico How green was my valley. Estou bastante satisfeita visto que o meu ritmo de leitura tem sido lento e a minha disponibilidade baixa.
+ Janeiro foi um mês repleto de filmes. Aproveitei o último mês de gravidez para ver os filmes nomeados para os Óscares e ainda consegui ver bastantes (lista completa aqui). Desde o nascimento da estrelinha que os filmes andam meio abandonados mas quero ver se começo a investir mais neles, especialmente os clássicos.
+ quanto às séries, estas têm realmente estado mais presentes na minha vida desde a maternidade porque, juntamente com os podcasts, têm sido a minha companhia durante os momentos de amamentação. Nestes 3 meses vi Black Bird, Slow horses, Sul, We own this city e The Offer.
+ quanto a compras literárias fiz uma única encomenda em Janeiro ao Book Depository para chegar por volta da altura do parto. Comprei 5 livros em inglês, a maioria de autores que já conheço: A passage to India de E.M. Forster, Cousin Bette de Balzac, Jude the obscure de Thomas Hardy, The go-between de L.P. Hartley e A month in the country de J.L. Carr.
+ ando a tentar ouvir mais podcasts de livros e filmes. São uma óptima companhia para as minhas noites de amamentação. Alguma sugestão?
+ para não deixar o blogue ao abandono decidi criar a rubrica Opiniões perdidas, através da qual recupero opiniões antigas de livros e filmes que nunca cheguei a partilhar. Sinto que foi uma boa ideia e ainda tenho mais umas quantas para publicar.



O QUE PASSOU POR AQUI NESTE TRIMESTRE...

+ opinião do livro e filme Passing
+ opinião da minissérie The offer
+ opiniões perdidas de filmes: Ma vie de courgette, Tout en haute du monde



Como foi o vosso trimestre?
Que podcasts me sugerem? 
Quanto mais obscuros e menos populares melhor!

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