Hoje venho falar das últimas estreias de 2018 que vi no final do ano passado. Nenhum destes filmes estreou cá em Portugal mas foram muito elogiados lá fora por isso tinha curiosidade em vê-los. Apesar de não ter amado nenhum deles, todos eles são bons filmes que recomendo.


Kayla, uma jovem introvertida de 13 anos, tenta sobreviver à última semana do seu último ano do ensino básico antes de começar o ensino secundário.
Eighth grade foi uma grande surpresa para mim. À partida, o enredo não parece realmente muito entusiasmante mas este filme acaba por nos conquistar pela abordagem realística e autêntica do que é ser adolescente nos dias de hoje. Ao longo da história, nós vamos acompanhando a Kayla, uma rapariga insegura e introvertida, à medida que ela vai enfrentando os últimos dias do ensino básico. É um retrato honesto e cândido das dificuldades de ser adolescente, especialmente em termos de relacionamentos, numa era tão marcada pelas redes sociais. É muito fácil nos relacionarmos com esta personagem e nos revermos nalgumas das situações pelas quais ela passa, que são apresentadas com muita sensibilidade e empatia.
O argumento e a realização ficaram a cargo de Bo Burnham, um comediante/músico que começou a sua carreira no Youtube, e que eu confesso que não conhecia. Este foi o primeiro filme que realizou e foi uma óptima estreia. Recomendo. 🌟🌟🌟🌟
O argumento e a realização ficaram a cargo de Bo Burnham, um comediante/músico que começou a sua carreira no Youtube, e que eu confesso que não conhecia. Este foi o primeiro filme que realizou e foi uma óptima estreia. Recomendo. 🌟🌟🌟🌟
Num futuro próximo, quando a tecnologia controla quase todos os aspectos da vida, um tecnofóbico sofre um assalto que vitimiza a sua esposa e o deixa paralizado. Para vingar a sua esposa, ele vai recorrer a um implante experimental de um chip com uma inteligência artificial chamada Stem.
Upgrade é um filme de acção com alguns toques de ficção científica, terror e thriller. Não é um filme propriamente inovador em termos de história e ideias, mas conseguiu manter-me sempre interessada e entretida. O ritmo é fluido e o ambiente construído, recorrendo sobretudo a tons escuros e neons, é enigmático e futurístico. A história está bem construída e o desenlace não desilude. No entanto, o ponto forte do filme são as suas cenas de luta...coreografias bem executadas, com uma boa dose de gore e em que os movimentos corporais do protagonista estão desajustados da sua expressão facial reflectindo assim bem o descontrolo da personagem sobre o corpo. Neste último aspecto, há que se elogiar também a interpretação de Logan Marshall-Green. Concluindo, recomendo o filme para quem gosta da mistura de acção com ficção científica. 🌟🌟🌟1/2
Will e a sua filha adolescente, Tom, viveram felizes e indetectados pelas autoridades durante anos numa vasta reserva na fronteira de Portland, nos EUA. Após um encontro inesperado, eles são retirados do acampamento e colocados sob a responsabilidade do serviço social. Will e Tom tentam voltar ao mundo selvagem enquanto são forçados a lidar com desejos diferentes.
Leave no trace é um filme indie da mesma realizadora do filme Winter's bone, um filme de 2010 com Jennifer Lawrence que eu gostei bastante. Apesar da história ser diferente, o tom e atmosfera de ambos os filmes são parecidos. Tal como o outro, este é um filme coming of age sobre laços familiares e sobre pessoas que não se encaixam nos padrões típicos da sociedade actual.
Para além da autêntica relação pai-filha, algo que eu gostei bastante foi o facto do pai ser um veterano de guerra com stress pós-traumático, e do filme retratar, subtilmente, como esta doença impactou a sua vida (e a da sua filha) e as escolhas que tomou e vai tomando ao longo do filme. Nota-se a sua dificuldade de inclusão na sociedade e a sua incapacidade em ultrapassar aquilo que viveu. Ao que parece, é frequente este estilo de vida "off the grid" entre veteranos e eu achei curioso porque não sabia. É um filme tocante e sensível, com óptimas interpretações, visualmente bonito e que, para mim, só peca pelo seu ritmo que, por vezes, é demasiado lento. 🌟🌟🌟1/2
Para além da autêntica relação pai-filha, algo que eu gostei bastante foi o facto do pai ser um veterano de guerra com stress pós-traumático, e do filme retratar, subtilmente, como esta doença impactou a sua vida (e a da sua filha) e as escolhas que tomou e vai tomando ao longo do filme. Nota-se a sua dificuldade de inclusão na sociedade e a sua incapacidade em ultrapassar aquilo que viveu. Ao que parece, é frequente este estilo de vida "off the grid" entre veteranos e eu achei curioso porque não sabia. É um filme tocante e sensível, com óptimas interpretações, visualmente bonito e que, para mim, só peca pelo seu ritmo que, por vezes, é demasiado lento. 🌟🌟🌟1/2
E vocês?
Já viram algum destes filmes?






