OSCARS 2020 | As minhas previsões e escolhas

domingo, 9 de fevereiro de 2020

Hoje é, finalmente, a grande noite dos Óscares e confesso que estou curiosa para saber quais serão os grandes vencedores da noite e encerrar esta temporada cinematográfica. Ao longo dos últimos meses acabei por ver muitos dos filmes nomeados e, como tal, resolvi aventurar-me e prever os vencedores das várias categorias. Aqui ficam as minhas previsões e quais são os filmes que eu gostava que ganhassem.


Este ano consegui ver os 9 nomeados! Podem consultar as minhas opiniões na barra lateral e saber o que achei de cada um. Por mim, qualquer um destes filmes podia ganhar e eu não me importava...excepto o "Once upon a time in...Hollywood". Acho que a corrida vai ser entre o "1917", que tem estado em alta ultimamente, e o "Parasite", que muita gente adora. 
Gostava que ganhasse: 1917 (não é o meu preferido mas acho que é um filme que se destaca)
Vai ganhar: Parasite (acho que vai ser a surpresa da noite; um palpite arriscado da minha parte)


Por mim, qualquer um destes nomeados podia ganhar, excepto o Leonardo DiCaprio, que eu não me importava.  
Gostava que ganhasseAdam Driver (o meu preferido <3; uma interpretação que é mais do que uma imitação ou um papel mais chamativo)
Vai ganhar: Joaquin Phoenix (se não ganhar vou ficar extremamente surpreendida)


Por mim, qualquer uma destas nomeadas podia ganhar que eu não me importava. Todas óptimas interpretações mas nenhuma me maravilhou.
Vai ganhar: Renée Zellweger (acho que não lhe escapa; não deixa de ser triste pensar que ela vai ganhar um Óscar por interpretar Judy Garland que, infelizmente, nunca recebeu nenhum)


Gostava que ganhasseJoe Pesci (um papel bem diferente dos habituais dele e que me surpreendeu)
Vai ganhar: Brad Pitt (o único que não queria que ganhasse; acho que vai receber um Óscar por uma prestação em que é ele a ser ele)


Desde que a Scarlett Johansson não ganhe por este papel, fico feliz!.  
Gostava que ganhasseFlorence Pugh (adorei-a!)
Vai ganhar: Laura Dern (e será bem entregue!)


Gostava que ganhasse e vai ganharSam Mendes (o plano contínuo vai triunfar!)


Gostava que ganhasse e vai ganharRoger Deakins (gostei muito do trabalho destes 5 nomeados mas 1917 é impressionante visualmente)


Todos são fantásticos nomeados! 1917 ganhou o BAFTA, Once upon a time in Hollywood ganhou Critics' Choice Awards e Art Directors Guild (época), e Parasite ganhou Art Directors Guild (contemporâneo). Está renhido!
Gostava que ganhasse: Parasite (não adorei o filme mas acho que é fantástico em termos de cenários)
Vai ganhar: Once upon a time in...Hollywood (a nostalgia vai vencer)


Esta categoria também está recheada de bons nomeados! Little Women ganhou o BAFTA e Jojo Rabbit ganhou prémio do Costume Guild. Será entre estes dois.
Gostava que ganhasseJoker 
Vai ganhar: Little Women (parece-me mais o estilo da Academia)


Gostava que ganhasse e vai ganharBombshell (excelente uso de material prostético)


Gostava que ganhasse e vai ganhar1917 (The Irishman pode ser uma surpresa)


Gostava que ganhasse e vai ganharFord v Ferrari (é entre este e o Parasite)


Gostava que ganhasseLittle Women (acho que ainda é possível que ganhe como prémio de consolação para Greta Gerwig)
Vai ganhar: Jojo Rabbit (ganhou o BAFTA)


Gostava que ganhasseMarriage Story (amava que este ganhasse <3)
Vai ganhar: Parasite (Once upon a time in Hollywood é  outro capaz de ganhar)


 Gostava que ganhasseFord v Ferrari 
Vai ganhar: 1917 


Gostava que ganhasseAd Astra ou Ford v Ferrari
Vai ganhar: 1917


Gostava que ganhasse e vai ganharI'm gonna love me again (já que Rocketman foi erradamente ignorado em outras categorias, espero que pelo menos ganhe este Óscar; gosto também da canção do Harriet)


Gostava que ganhasse e vai ganharJoker 


Infelizmente, ainda só vi 2 destes filmes. A maioria dos outros só vai estrear nas salas portuguesas agora em Fevereiro.
Gostava que ganhassePain and glory
Vai ganhar: Parasite


Gostava que ganhasse e vai ganharKlaus (os americanos adoram Toy Story logo não é impossível que ganhe; no entanto, acho que o facto do Klaus estar na Netflix torna-o mais acessível e apelativo; também não me importava que o I lost my body ganhasse)


Gostava que ganhasseFor Sama (não vi nenhum deles logo escolho este pela temática e críticas positivas)
Vai ganhar: American Factory (eles vão querer premiar os Obama, que estão ligados à produção deste filme)


Vai ganhar: Learning to skateboard in a war zone (if you're a girl) (não vi nenhum; escolho este pelas críticas e temática; se não ganhar esse, o prémio vai para Life overtakes me)


Gostava que ganhasse e vai ganharHair Love (ainda só vi esta mas adorei-a, super fofa)


Gostava que ganhasseBrotherhood (ainda não vi nenhuma mas ouvi boas críticas desta curta, que é bonita e artística)
Vai ganhar: The Neighbors' window 



E vocês? Quais são as vossas apostas? 
Vão ver a cerimónia?



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«Little Women», «Jojo Rabbit» & «1917»

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Hoje trago as opiniões de 3 filmes que estrearam cá em Janeiro e que são candidatos ao Óscar de Melhor Filme. São três filmes bastante diferentes uns dos outros, mas todos eles fortes candidatos e filmes que gostei muito de ver.


realizado por  GRETA GERWIG   protagonizado por  SAIORSE RONAN, FLORENCE PUGH, EMMA WATSON, LAURA DERN

As "Mulherzinhas" desta história são a intempestiva Jo, a conservadora Meg, a frágil Beth e a romântica Amy, que Marmee, a mãe, fica com a responsabilidade de educar quando o marido parte para combater na Guerra Civil Americana. A apoiá-la na educação das filhas, Marmee tem a seu lado a tia March. As duas vão acompanhando a passagem de cada uma delas para a vida adulta, fazendo com que entendam o verdadeiro significado de amor, virtude e emancipação.


Mulherzinhas é mais uma adaptação cinematográfica do livro com o mesmo nome de Louisa May Alcott. Apesar de não ser, de todo, um dos meus clássicos preferidos, é uma história que acarinho e gosto bastante da adaptação de 1994. Como tal, estava curiosa para ver esta nova interpretação.
Em primeiro lugar, tenho de reconhecer o mérito de Greta Gerwig por ter conseguido tornar esta adaptação numa versão distinta das várias que saíram ao longo dos anos. Apesar de ser uma obra relativamente fiel ao material de origem, é um filme que soa diferente e mais moderno do que as anteriores adaptações. Isto deve-se ao facto da história não ser contada de uma forma linear, algo que estranhei ao início mas que depois gostei, à sensibilidade moderna do argumento e ao final que foi mais de encontro ao desejo original de Louisa May Alcott.
De uma forma geral, gostei bastante de todas as interpretações excepto a do Timothée Chalamet, que não me convenceu de todo enquanto Laurie. Por outro lado, amei a interpretação da Florence Pugh que trouxe muita humanidade e autenticidade à personagem da Amy. Ela é uma actriz que raramente desilude!
Não acho que seja um filme totalmente fiel à essência e temáticas do livro, visto que esse se foca mais em lições de vida do que em mensagens feministas, mas conseguiu captar bem a ternura e energia na relação entre as irmãs March e as suas várias personalidades. É um filme que se destaca também pela sua banda sonora, fotografia e guarda-roupa.
É uma adaptação que revitaliza a história original sem sacrificar muito o espírito clássico. 🌟🌟🌟🌟



realizado por  TAIKA WAITITI   protagonizado por  ROMAN GRIFFIN DAVIS, THOMASIN MCKENZIE, SCARLETT JOHANSSON

Jojo Rabbit é um menino que vive durante a Segunda Guerra Mundial e tem como amigo imaginário, uma versão etnicamente imprecisa de Adolf Hitler, que inflama as ingénuas crenças patrióticas do menino. No entanto, tudo muda quando Jojo conhece uma menina que desafia esses pontos de vista e o obriga a enfrentar a realidade.


Jojo Rabbit é um filme satírico anti-nazi ousado que não me conquistou totalmente mas que me arrancou bastantes gargalhadas.
Sem dúvida, que foi um risco enorme apostar numa comédia sobre um capítulo tão negro da nossa História e, para mim, o filme nem sempre conseguiu equilibrar bem o drama com o humor. Curiosamente, acho que funcionou muito melhor nas partes cómicas do que nas partes dramáticas. É um filme irreverente, preenchido com vários momentos absurdos, piadas abundantes e um humor cáustico que ridiculariza a Alemanha nazi da altura. E é, no fundo, esta ridicularização que vai servir de crítica à absurdidade das ideias nazis de ódio e discriminação.
No entanto, pessoalmente, não gostei nada da personagem e interpretação da Scarlett Johansson. Percebo perfeitamente o seu papel e quão essencial ela é para a história enquanto símbolo moral e de esperança, mas soou-me sempre forçada, irresponsável e patética. Sei que estou na minoria mas antipatizei profundamente com essa personagem (e nem sei bem explicar porquê). E acho que é por esse motivo que o filme não me conquistou em termos emocionais. A história desta personagem serve como um importante veículo da mensagem positiva de tolerância e amor do filme, mas esta acabou por nunca me impactar emocionalmente como deveria.
Esteticamente é um filme interessante, com uma fotografia apelativa e um design de produção encantador, que lembra um pouco os filmes de Wes Anderson. Quero também destacar a fantástica interpretação do jovem Roman Griffin Davis que é, no fundo, a alma deste filme! Adorei as suas várias interacções bizarras com o seu amigo imaginário...Adolf Hitler!
Concluindo, este é um filme extremamente divertido e único, que procura, através das caricaturas das suas personagens, ridicularizar os ideais nazis. Se gostam de filmes satíricos, vale a pena experimentar. 🌟🌟🌟1/2



realizado por  SAM MENDES   protagonizado por  GEORGE MACKAY, DEAN-CHARLES CHAPMAN, COLIN FIRTH

No auge da Primeira Grande Guerra, dois soldados britânicos, Schofield e Blake, recebem uma missão aparentemente impossível. Numa corrida contra o tempo, têm de atravessar o território inimigo e entregar uma mensagem que impedirá um ataque letal contra centenas de soldados, entre eles o irmão de Blake.


1917 era o filme que mais me despertava a atenção de todos os nomeados para o Melhor Filme. Em primeiro lugar, pelas excelentes críticas que tem recebido desde que estreou. Além disso, é um filme sobre a I Guerra Mundial que é um conflito que é muito menos explorado nos cinemas em comparação com a II Guerra Mundial. Tenho de confessar que este foi um filme que me deslumbrou em termos técnicos mas do qual esperava mais em termos de enredo.
Começando pelo positivo, este é um filme que é rodado praticamente todo num único aparente plano-sequência, que acompanha de forma bastante próxima os protagonistas ao longo das suas peripécias e obstáculos, o que tornou a experiência de visualização bastante mais imersiva e tensa. Foi um filme que me transportou facilmente para os vários cenários da guerra e que me provocou ansiedade e inquietação ao longo da história. Para além da brilhante realização, que balança com eficácia os momentos mais introspectivos com os mais frenéticos, há que louvar também a maravilhosa fotografia de Roger Deakins e os cenários que recriam com muita autenticidade as trincheiras, os campos de batalha e as cidades destruídas.
No entanto, o maior problema do filme é que acaba por soar mais como um filme de acção do que um filme dramático de guerra. A caracterização das personagens é mínima, existem várias incongruências no desenvolvimento do enredo e muitas das dificuldades são resolvidas de forma demasiado conveniente no decorrer da narrativa. Tudo acaba por soar muito corrido o que lhe retira um pouco do impacto emocional e dimensão da tragédia humana.
Mesmo assim, é um filme impressionante que vale imenso a pena ver nos cinemas, especialmente pela sua grandiosidade técnica. 🌟🌟🌟🌟



E vocês?
Já viram algum destes filmes?

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«Once upon a time in...Hollywood», «Ford v Ferrari» & «Bombshell»

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Hoje continuo com as opiniões de filmes nomeados para os Óscares! Dois deles foram filmes que estrearam em 2019 nas salas de cinema portuguesas: Once upon a time...in Hollywood em Agosto e Ford v Ferrari em Novembro. Bombshell estreou em Portugal no mês passado e foi o único filme dos 3 que vi já neste ano.


realizado por  QUENTIN TARANTINO   protagonizado por  LEONARDO DICAPRIO, BRAD PITT, MARGOT ROBBIE

Los Angeles, fevereiro de 1969. Rick Dalton, estrela da série televisiva "Bounty Law", nos anos 50, confessa ao seu melhor amigo e duplo, Cliff Booth, o receio de que a sua carreira possa ter acabado. Enquanto isso, a atriz Sharon Tate e o seu marido, o realizador Roman Polanski, passam a ser vizinhos de Dalton...



Era uma vez em...Hollywood foi um filme nunca me soou apelativo mas que decidi ver no final do ano passado por causa de todas as boas críticas e prémios que recebeu. Sou sincera...eu não sou uma grande fã dos filmes de Tarantino e este, infelizmente, não foi excepção.
Achei o filme demasiado longo e entediante e nunca me senti envolvida no enredo. É uma história sem rumo, que nunca me soou interessante nem me entreteve. As interpretações do Leonardo DiCaprio e Brad Pitt são boas mas vão de encontro ao seu estilo habitual. Sinceramente, não gostei nada de como a Sharon Tate foi retratada e do final exagerado do filme.
Reconheço o mérito do filme como uma homenagem aos anos 60 mas essa não é, de todo, uma década que eu aprecie muito em termos de estética, cultura e filmes. Como tal, não senti qualquer tipo de ligação emotiva ou sentimento de nostalgia ao ver o filme, o que acredito que prejudicou a minha apreciação. Sem dúvida, que é um filme excelente em termos de design de produção e guarda-roupa!
Vale a pena pela recriação da era e química entre Leonardo DiCaprio e Brad Pitt mas pouco mais do que isso. Sei que estou na minoria mas foi o que senti. 🌟🌟



realizado por  JAMES MANGOLD   protagonizado por  MATT DAMON, CHRISTIAN BALE, JOSH LUCAS

EUA, década de 1960. Com a Ferrari a ganhar protagonismo do ramo automobilístico pelo "glamour" dos seus veículos e pelas excelentes prestações em corridas, a Ford percebe que tem de recriar a imagem da marca e mostrar a força dos seus automóveis. Para isso, Henry Ford II contrata o designer Carroll Shelby para criar uma equipa que esteja disposta a entrar em competição. É assim que surge o engenheiro e piloto Ken Miles que, apesar de um estilo próprio e pouco consensual, estará ao volante do GT40, a nova criação da Ford. O trabalho conjunto daquela equipa vai transformar a edição de 1966 da clássica corrida das 24 Horas de Le Mans – realizada anualmente no Circuit de la Sarthe (França)  –, num momento inesquecível para a modalidade e para todos os que ali se encontram.



Le Mans '66: O Duelo foi um filme que fui ver ao cinema no final do ano passado e que me surpreendeu pela positiva. Eu não sou de todo uma aficcionada de carros e corridas de automóveis, mas gosto sempre de conhecer os bastidores de eventos e empresas.
Esta é uma história que tem por base factos reais e que é contada de uma forma um pouco convencional mas mesmo assim inspiradora. Apesar de ser um pouco longo (2h30 de duração), senti-me sempre envolvida na história e conectada com as personagens principais. Matt Damon e Christian Bale estão excelentes nas suas interpretações e consegui compreender e empatizar com as duas personalidades diferentes destas personagens. Pensava que o filme iria ser demasiado pró-Ford, visto que esta é uma produção americana, mas felizmente a caracterização das duas companhias não foi muito enviezada e apresentou algumas nuances.
James Mangold é um realizador que é, geralmente para mim, sinónimo de qualidade e aqui não desapontou. Conseguiu conferir muita energia às corridas e retratar com muita fidelidade a atmosfera do mundo das corridas e da época histórica. É um filme extremamente bem editado, com óptimos efeitos especiais e som, que nos fazem sentir como se estivessemos também por detrás do volante.
Concluindo, este é um filme feel good, com uma boa dose de adrenalina e humor, protagonizada por personagens fortes e fantasticamente interpretadas. 🌟🌟🌟🌟



realizado por  JAY ROACH   protagonizado por  CHARLIZE THERON, NICOLE KIDMAN, MARGOT ROBBIE

Um grupo de mulheres decide denunciar, Roger Ailes, o presidente da Fox News, por assédio sexual, e enfrentar a atmosfera tóxica gerada no ambiente profissional.



Bombshell - o escândalo foi mais um filme que eu decidi ver por causa de ter recebido várias nomeações para os Óscares.
Sem dúvida, que este é um filme que se destaca pelas óptimas interpretações. Charlize Theron está fantástica e irreconhecível enquanto Megyn Kelly (expressões, gestos e até voz!) e Margot Robbie confere muita vulnerabilidade e empatia à sua personagem, que funciona como um compósito de várias mulheres que foram assediadas pelo Roger Aisles. Confesso que, por outro lado, a Nicole Kidman não me convenceu no seu papel. Em termos de maquilhagem e caracterização, o filme está também de parabéns e creio que o Óscar não lhe escapa.
No entanto, acho que o filme é prejudicado pelas suas escolhas de tom, edição e bizarras técnicas de narrativa. A história soa pouco coesa, à medida que saltamos entre as perspectivas das três mulheres,  e acho que lhe falta um pouco de sensibilidade na abordagem das questões de assédio sexual.
Se realmente querem saber mais sobre o caso de assédio sexual que derrubou o CEO da Fox News, Roger Ailes, recomendo antes que vejam a série The loudest voice (opinião aqui) porque acaba por explorar melhor a história de Gretchen Carlson (Nicole Kidman), a primeira mulher a reportá-lo, que aí é interpretada pela Naomi Watts.
Não acho que seja um mau filme mas, para mim, não se tornou muito memorável. 🌟🌟🌟




E vocês?
Já viram algum destes filmes?


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«Toy Story 4» & «J'ai perdu mon corps»

domingo, 2 de fevereiro de 2020

Hoje venho partilhar a minha opinião acerca de 2 filmes de animação que estão nomeados para os Óscares e que eu vi no mês de Janeiro. Toy Story 4 estreou nas salas de cinema portuguesas no ano passado e J'ai perdu mon corps está disponível na Netflix.


Woody sempre sentiu confiança quanto ao seu lugar no mundo: tomar conta da sua criança, quer fosse Andy, ou Bonnie. Mas, quando Forky, o novo boneco favorito criado por Bonnie se declara como lixo, Woody assume a responsabilidade de mostrar a Forky porque se deve considerar um brinquedo. 
E quando Bonnie leva todo o grupo para uma viagem com a família, Woody acaba num inesperado desvio, que inclui um encontro com uma amiga há muito desaparecida, Bo Peep. Depois de anos sozinha, o espírito aventureiro de Bo e a vida na estrada contrastam com o seu delicado exterior de porcelana. Woody e Bo percebem que são de mundos diferentes quando se trata da vida de um brinquedo, mas depressa descobrem que essa é a menor das suas preocupações.



Toy Story 4 foi um filme que não me entusiasmou muito quando foi anunciado. Apesar de gostar dos 3 filmes desta saga da Pixar, não sou uma fã acérrima deles e, acima de tudo, não gosto da ideia de lançar continuamente sequelas e não investir em novas ideias. Como tal, este foi um filme que acabei por não ver nos cinemas apesar das boas críticas. Com a nomeação para os Óscares, achei então que lhe devia dar uma oportunidade e tenho de admitir que foi um filme que me agradou.
É um filme com uma história apelativa e que se enquadra tematicamente bem na saga. Foca-se no valor da aprendizagem e evolução constante, e no poder positivo da mudança. Realça a importância da empatia e de enfrentar os nossos fracassos com resiliência e coragem. Não é o filme mais subtil na sua mensagem feminista mas não foi das vezes que me incomodou mais (talvez por ser um filme mais direccionado para crianças).
De uma forma geral, consegue usar bem todas as personagens introduzidas noutros filmes e acrescentar ainda algumas novas personagens interessantes. O destaque vai para a reintrodução da Betty, com uma personalidade mais forte e independente, e a sua relação com o Woody. Acho que, em certos momentos, tornaram a personagem um pouco autoritária e insensível demais mas, de modo geral, gostei dela. Gostei especialmente da "vilã" - Gabby Gabby -, do seu rumo e motivações. Uma vilã mais complexa que me agradou bastante. Outras adições que me conquistaram foram o Duke e o Sporky (pensava que este me ia irritar) que são, no fundo, as personagens mais engraçadas. Por outro lado, Bunny e Ducky pareciam meio deslocados e acho que não tiveram muita piada.
Acho que aquilo que senti mais falta no filme foi a fantástica amizade e ligação entre o Woody e o Buzz...gostava que tivessem interagido mais e que o Buzz não tivesse ficado tanto em segundo plano.
Concluindo, este é um filme divertido, que entretém bastante, e uma boa adição à saga. A qualidade da animação em si é fantástica. 🌟🌟🌟🌟


Este é um filme que conta a história de uma mão amputada que percorre as ruas de Paris à procura do seu dono e de Naoufel, um jovem solitário, que se apaixona. Divide-se essencialmente em três narrativas que vão decorrendo em paralelo: a infância do jovem, que, em preto e branco, reflecte o relacionamento deste com os seus pais que morreram; a vida adulta, em cores, mostrando como é lidar com as sensações de amor e de solidão; e a mão, que procura o rapaz em uma longa jornada cheia de desafios.


J'ai perdu mon corps, I lost my body em inglês, é um filme francês de animação direccionado para um público adulto. É um filme invulgar e poético, com um toque de realismo mágico, que retrata a dificuldade de perdermos alguém de quem gostamos e seguirmos em frente com a nossa vida. É um filme sobre desilusões, rejeições e sonhos perdidos. O seu tom é, muitas vezes, triste e melancólico mas acho que o seu final aberto é, essencialmente, de esperança. Inicialmente, soou-me um pouco anti-climático mas, após reflexão, penso que este é bastante sensível e adequado.
Confesso que gostei muito mais da narrativa do jovem em comparação com a narrativa da mão, mas ambas as partes apresentaram momentos tocantes. Em termos de creatividade, há que louvar as sequências da jornada da mão decepada. Tecnicamente, a animação é simples mas encantadora e cuidada.
Este foi um filme que me surpreendeu pela positiva e que eu recomendo muito para quem gosta de filmes de animação mais introspectivos e menos convencionais. 🌟🌟🌟🌟



E vocês?
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Janeiro 2020

sábado, 1 de fevereiro de 2020

O primeiro mês do ano passou a correr. Janeiro foi um mês de reorganizações, traçar novos rumos e objectivos. Acho que também consegui manter algumas das rotinas positivas do final do ano passado e, como tal, vi bastantes filmes e consegui ler alguns livros. Apesar de não ter sido extremamente regular, consegui trazer bastantes opiniões de livros e filmes aqui para o meu cantinho, o que me deixa muito feliz. Aquilo que menos gostei neste mês foi essencialmente a CHUVA que me  tem desanimado e perturbado imenso. Vamos lá então aos meus destaques do mês!


BALANÇO DO MÊS
+ consegui ler 3 livros o que, para mim, foi super positivo! O clássico do mês foi A letra Escarlate que já tem opinião aqui no blogue. Li também O jogador do Dostoievski para o desafio #lerdostoievski (opinião aqui) e A morgadinha dos canaviais para o desafio #12meses12portugueses (opinião em breve!).
+ foi mais um mês recheado de filmes (lista completa aqui). Desta vez, Janeiro girou essencialmente em torno dos filmes dos Óscares uma vez que neste ano a cerimónia é já no início de Fevereiro. Podem consultar a lista completa de filmes dos Óscares com opinião já aqui no blogue na barra lateral! Vi também muitos filmes de 2019, quero ver se em Fevereiro vejo mais clássicos.
+ o meu filme preferido do mês foi The Thin Red Line, um filme que estava para ver há séculos e que finalmente vi! Contem com a opinião em Fevereiro.
+ um documentário que me acompanhou o mês inteiro foi The Vietnam War da Netflix. Uma série com 10 episódios que recomendo muito. Opinião em breve!
+ quanto a séries, andei mais virada para a fantasia: vi The Mandalorian, The Witcher e Castlevania.
+ quanto a compras literárias portei-me bem! Comprei apenas as 4 novelas do Sherlock Holmes nas edições da Penguin English Library. Estavam em promoção na FNAC e paguei 12 euros pelas 4!


OS DESTAQUES DO MÊS
+ andei completamente viciada na banda sonora do The Mandalorian!! Oiçam-na aqui!
+ descobri um novo booktuber que estou a gostar muito de acompanhar: Bookish Islander. Espreitem-no aqui!
+ amei o primeiro trailer do anúncio da temporada All Stars do programa Australian Survivor. Muito épico! Disponível aqui.
+ Saiu o último vídeo da série "Hogwarts" do canal literário Trota Libros. Nesta série, ele recomendou livros para leitores de cada uma das casas de Hogwarts. Excelentes recomendações - lista de reprodução aqui!
+ andei também viciada no primeiro single - Por ti - da Marta Sango, uma das concorrentes da Operácion triunfo 2018. Feeling muito anos 80, que faz o meu estilo. Oiçam-no aqui!


O QUE PASSOU POR AQUI EM JANEIRO...
+ apresentação dos 12 filmes para a edição deste ano do meu projecto #moviebucketlist2020
+ lista dos meus planos e objectivos para 2020
+ opinião do livro, filme e série TV Tess of the D'Urbervilles
+ opinião do livro A letra escarlate de Nathaniel Hawthorne
+ opiniões dos filmes Judy, Harriet & Richard Jewell
+ opiniões dos filmes The Two Popes & Dolemite is my name
+ opiniões dos filmes The Report, Dark waters & Just mercy
+ recomendei 4 livros clássicos russos curtos #quatroaquarta




Como foi o vosso mês?


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