O Prisioneiro de Zenda

quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

 

Hoje trago a opinião da minha primeira leitura de 2023 - O Prisioneiro de Zenda de Anthony Hope - juntamente com a opinião de uma das suas adaptações para o cinema, o filme com o mesmo nome de 1937.



- livro -

Publicado em 1894, este livro conta-nos a história de Rudolf Rassendyl, um aristocrata ruivo inglês, que decide visitar a Ruritânia nas vésperas da coroação do novo rei, um familiar afastado, muitíssimo parecido com ele. Na noite anterior à cerimónia, o meio-irmão do herdeiro rapta-o, levando a que Rudolf assuma a identidade do rei para evitar um golpe de estado. Porém, aquilo que à partida parecia papel para uma noite só, acaba por se tornar num complicado enredo repleto de perigo e complicações.



Esta foi uma leitura super acessível e descontraída, daquelas que se lêem quase de uma só vez. É um típico clássico de aventuras, que reúne tudo o que é esperado no género: luta de espadachins, intriga, amor, honra, traições, vilões carismáticos e heróis altruístas.

É um livro curto e despretensioso, com algumas passagens mais datadas e personagens algo estereotipadas, mas que mesmo assim me surpreendeu com algumas reviravoltas e desenvolvimentos no enredo, incluindo o seu final.



Manteve-me sempre entretida e essa é a sua mais valia. 🌟🌟🌟🌟

Este livro ficou conhecido por ter dado origem ao romance ruritano, que se caracteriza pela acção decorrer num país europeu fictício e o enredo ser repleto de aventura, romance e conflitos de honra.


- adaptação -

Esta é uma história que já foi adaptada para o cinema inúmeras vezes, desde a altura do cinema mudo.  Inicialmente, tinha pensado ver a adaptação de 1952 porque conta com a participação de Deborah Kerr, uma actriz que gosto bastante, mas depois optei pela de 1932 que é considerada por muitos cinéfilos a melhor versão. A verdade é que não me decepcionei.

O prisioneiro do castelo de Zenda conta com as interpretações de Ronald Colman, Madeleine Carroll, Douglas Fairbanks Jr., Raymond Massey, Mary Astor e David Niven. A realização ficou a cargo de John Cromwell. Foi nomeado para 2 Óscares da Academia: melhor Banda Sonora e melhor Design de Produção.


Esta é uma adaptação bastante fiel ao livro original, tanto em termos de enredo como do espírito da obra. Rudolf é um protagonista divertido e Colman consegue transmitir bem a sua personalidade encantadora e destemida. Já no livro, a outra personagem que se destaca é a do vilão Rupert e também aqui Douglas Fairbanks Jr. brilhou enquanto o charmoso, sagaz e oportunista espadachim. A luta de esgrima final entre os dois é bastante climática e bem executada.
Tal como no livro, as personagens femininas são menos exploradas mas gostei do facto de terem dado mais algum protagonismo à personagem de Mary Astor ao tornarem-na responsável por criar o plano de resgate do rei.


Os cenários e a belíssima fotografia a preto e branco ajudam a dar um toque mais grandioso à história, bem adequado ao ambiente de realeza. De realçar também a boa execução das cenas em que temos o rei e Rudolf na mesma cena, ambos interpretados por Colman.
Tal como o livro, é um filme que prima pelo humor, bom ritmo e aventura e que se vê bastante bem. Recebe menos meia estrela apenas porque existiram alguns pontos da história original que eu gostava que tivessem sido melhor explorados . 🌟🌟🌟1/2


E vocês? Já leram o livro?
Ou viram alguma das adaptações?