Hoje trago a opinião da minha primeira leitura de 2023 - O Prisioneiro de Zenda de Anthony Hope - juntamente com a opinião de uma das suas adaptações para o cinema, o filme com o mesmo nome de 1937.
Publicado em 1894, este livro conta-nos a história de Rudolf Rassendyl, um aristocrata ruivo inglês, que decide visitar a Ruritânia nas vésperas da coroação do novo rei, um familiar afastado, muitíssimo parecido com ele. Na noite anterior à cerimónia, o meio-irmão do herdeiro rapta-o, levando a que Rudolf assuma a identidade do rei para evitar um golpe de estado. Porém, aquilo que à partida parecia papel para uma noite só, acaba por se tornar num complicado enredo repleto de perigo e complicações.
Esta foi uma leitura super acessível e descontraída, daquelas que se lêem quase de uma só vez. É um típico clássico de aventuras, que reúne tudo o que é esperado no género: luta de espadachins, intriga, amor, honra, traições, vilões carismáticos e heróis altruístas.
É um livro curto e despretensioso, com algumas passagens mais datadas e personagens algo estereotipadas, mas que mesmo assim me surpreendeu com algumas reviravoltas e desenvolvimentos no enredo, incluindo o seu final.
Manteve-me sempre entretida e essa é a sua mais valia. 🌟🌟🌟🌟
Este livro ficou conhecido por ter dado origem ao romance ruritano, que se caracteriza pela acção decorrer num país europeu fictício e o enredo ser repleto de aventura, romance e conflitos de honra.
Esta é uma história que já foi adaptada para o cinema inúmeras vezes, desde a altura do cinema mudo. Inicialmente, tinha pensado ver a adaptação de 1952 porque conta com a participação de Deborah Kerr, uma actriz que gosto bastante, mas depois optei pela de 1932 que é considerada por muitos cinéfilos a melhor versão. A verdade é que não me decepcionei.





