Hoje venho partilhar a minha opinião acerca de 2 filmes de animação que estão nomeados para os Óscares e que eu vi no mês de Janeiro. Toy Story 4 estreou nas salas de cinema portuguesas no ano passado e J'ai perdu mon corps está disponível na Netflix.
Woody sempre sentiu confiança quanto ao seu lugar no mundo: tomar conta da sua criança, quer fosse Andy, ou Bonnie. Mas, quando Forky, o novo boneco favorito criado por Bonnie se declara como lixo, Woody assume a responsabilidade de mostrar a Forky porque se deve considerar um brinquedo.
E quando Bonnie leva todo o grupo para uma viagem com a família, Woody acaba num inesperado desvio, que inclui um encontro com uma amiga há muito desaparecida, Bo Peep. Depois de anos sozinha, o espírito aventureiro de Bo e a vida na estrada contrastam com o seu delicado exterior de porcelana. Woody e Bo percebem que são de mundos diferentes quando se trata da vida de um brinquedo, mas depressa descobrem que essa é a menor das suas preocupações.
Toy Story 4 foi um filme que não me entusiasmou muito quando foi anunciado. Apesar de gostar dos 3 filmes desta saga da Pixar, não sou uma fã acérrima deles e, acima de tudo, não gosto da ideia de lançar continuamente sequelas e não investir em novas ideias. Como tal, este foi um filme que acabei por não ver nos cinemas apesar das boas críticas. Com a nomeação para os Óscares, achei então que lhe devia dar uma oportunidade e tenho de admitir que foi um filme que me agradou.
É um filme com uma história apelativa e que se enquadra tematicamente bem na saga. Foca-se no valor da aprendizagem e evolução constante, e no poder positivo da mudança. Realça a importância da empatia e de enfrentar os nossos fracassos com resiliência e coragem. Não é o filme mais subtil na sua mensagem feminista mas não foi das vezes que me incomodou mais (talvez por ser um filme mais direccionado para crianças).
De uma forma geral, consegue usar bem todas as personagens introduzidas noutros filmes e acrescentar ainda algumas novas personagens interessantes. O destaque vai para a reintrodução da Betty, com uma personalidade mais forte e independente, e a sua relação com o Woody. Acho que, em certos momentos, tornaram a personagem um pouco autoritária e insensível demais mas, de modo geral, gostei dela. Gostei especialmente da "vilã" - Gabby Gabby -, do seu rumo e motivações. Uma vilã mais complexa que me agradou bastante. Outras adições que me conquistaram foram o Duke e o Sporky (pensava que este me ia irritar) que são, no fundo, as personagens mais engraçadas. Por outro lado, Bunny e Ducky pareciam meio deslocados e acho que não tiveram muita piada.
Acho que aquilo que senti mais falta no filme foi a fantástica amizade e ligação entre o Woody e o Buzz...gostava que tivessem interagido mais e que o Buzz não tivesse ficado tanto em segundo plano.
Concluindo, este é um filme divertido, que entretém bastante, e uma boa adição à saga. A qualidade da animação em si é fantástica. 🌟🌟🌟🌟
Este é um filme que conta a história de uma mão amputada que percorre as ruas de Paris à procura do seu dono e de Naoufel, um jovem solitário, que se apaixona. Divide-se essencialmente em três narrativas que vão decorrendo em paralelo: a infância do jovem, que, em preto e branco, reflecte o relacionamento deste com os seus pais que morreram; a vida adulta, em cores, mostrando como é lidar com as sensações de amor e de solidão; e a mão, que procura o rapaz em uma longa jornada cheia de desafios.
J'ai perdu mon corps, I lost my body em inglês, é um filme francês de animação direccionado para um público adulto. É um filme invulgar e poético, com um toque de realismo mágico, que retrata a dificuldade de perdermos alguém de quem gostamos e seguirmos em frente com a nossa vida. É um filme sobre desilusões, rejeições e sonhos perdidos. O seu tom é, muitas vezes, triste e melancólico mas acho que o seu final aberto é, essencialmente, de esperança. Inicialmente, soou-me um pouco anti-climático mas, após reflexão, penso que este é bastante sensível e adequado.
Confesso que gostei muito mais da narrativa do jovem em comparação com a narrativa da mão, mas ambas as partes apresentaram momentos tocantes. Em termos de creatividade, há que louvar as sequências da jornada da mão decepada. Tecnicamente, a animação é simples mas encantadora e cuidada.
Confesso que gostei muito mais da narrativa do jovem em comparação com a narrativa da mão, mas ambas as partes apresentaram momentos tocantes. Em termos de creatividade, há que louvar as sequências da jornada da mão decepada. Tecnicamente, a animação é simples mas encantadora e cuidada.
Este foi um filme que me surpreendeu pela positiva e que eu recomendo muito para quem gosta de filmes de animação mais introspectivos e menos convencionais. 🌟🌟🌟🌟
E vocês?
Já viram algum destes filmes?





