Hoje trago as opiniões de 3 filmes que estrearam cá em Janeiro e que são candidatos ao Óscar de Melhor Filme. São três filmes bastante diferentes uns dos outros, mas todos eles fortes candidatos e filmes que gostei muito de ver.
realizado por GRETA GERWIG protagonizado por SAIORSE RONAN, FLORENCE PUGH, EMMA WATSON, LAURA DERN
As "Mulherzinhas" desta história são a intempestiva Jo, a conservadora Meg, a frágil Beth e a romântica Amy, que Marmee, a mãe, fica com a responsabilidade de educar quando o marido parte para combater na Guerra Civil Americana. A apoiá-la na educação das filhas, Marmee tem a seu lado a tia March. As duas vão acompanhando a passagem de cada uma delas para a vida adulta, fazendo com que entendam o verdadeiro significado de amor, virtude e emancipação.
Mulherzinhas é mais uma adaptação cinematográfica do livro com o mesmo nome de Louisa May Alcott. Apesar de não ser, de todo, um dos meus clássicos preferidos, é uma história que acarinho e gosto bastante da adaptação de 1994. Como tal, estava curiosa para ver esta nova interpretação.
Em primeiro lugar, tenho de reconhecer o mérito de Greta Gerwig por ter conseguido tornar esta adaptação numa versão distinta das várias que saíram ao longo dos anos. Apesar de ser uma obra relativamente fiel ao material de origem, é um filme que soa diferente e mais moderno do que as anteriores adaptações. Isto deve-se ao facto da história não ser contada de uma forma linear, algo que estranhei ao início mas que depois gostei, à sensibilidade moderna do argumento e ao final que foi mais de encontro ao desejo original de Louisa May Alcott.
De uma forma geral, gostei bastante de todas as interpretações excepto a do Timothée Chalamet, que não me convenceu de todo enquanto Laurie. Por outro lado, amei a interpretação da Florence Pugh que trouxe muita humanidade e autenticidade à personagem da Amy. Ela é uma actriz que raramente desilude!
Não acho que seja um filme totalmente fiel à essência e temáticas do livro, visto que esse se foca mais em lições de vida do que em mensagens feministas, mas conseguiu captar bem a ternura e energia na relação entre as irmãs March e as suas várias personalidades. É um filme que se destaca também pela sua banda sonora, fotografia e guarda-roupa.
É uma adaptação que revitaliza a história original sem sacrificar muito o espírito clássico. 🌟🌟🌟🌟
Mulherzinhas é mais uma adaptação cinematográfica do livro com o mesmo nome de Louisa May Alcott. Apesar de não ser, de todo, um dos meus clássicos preferidos, é uma história que acarinho e gosto bastante da adaptação de 1994. Como tal, estava curiosa para ver esta nova interpretação.
Em primeiro lugar, tenho de reconhecer o mérito de Greta Gerwig por ter conseguido tornar esta adaptação numa versão distinta das várias que saíram ao longo dos anos. Apesar de ser uma obra relativamente fiel ao material de origem, é um filme que soa diferente e mais moderno do que as anteriores adaptações. Isto deve-se ao facto da história não ser contada de uma forma linear, algo que estranhei ao início mas que depois gostei, à sensibilidade moderna do argumento e ao final que foi mais de encontro ao desejo original de Louisa May Alcott.
De uma forma geral, gostei bastante de todas as interpretações excepto a do Timothée Chalamet, que não me convenceu de todo enquanto Laurie. Por outro lado, amei a interpretação da Florence Pugh que trouxe muita humanidade e autenticidade à personagem da Amy. Ela é uma actriz que raramente desilude!
Não acho que seja um filme totalmente fiel à essência e temáticas do livro, visto que esse se foca mais em lições de vida do que em mensagens feministas, mas conseguiu captar bem a ternura e energia na relação entre as irmãs March e as suas várias personalidades. É um filme que se destaca também pela sua banda sonora, fotografia e guarda-roupa.
É uma adaptação que revitaliza a história original sem sacrificar muito o espírito clássico. 🌟🌟🌟🌟
realizado por TAIKA WAITITI protagonizado por ROMAN GRIFFIN DAVIS, THOMASIN MCKENZIE, SCARLETT JOHANSSON
Jojo Rabbit é um menino que vive durante a Segunda Guerra Mundial e tem como amigo imaginário, uma versão etnicamente imprecisa de Adolf Hitler, que inflama as ingénuas crenças patrióticas do menino. No entanto, tudo muda quando Jojo conhece uma menina que desafia esses pontos de vista e o obriga a enfrentar a realidade.
Jojo Rabbit é um filme satírico anti-nazi ousado que não me conquistou totalmente mas que me arrancou bastantes gargalhadas.
Sem dúvida, que foi um risco enorme apostar numa comédia sobre um capítulo tão negro da nossa História e, para mim, o filme nem sempre conseguiu equilibrar bem o drama com o humor. Curiosamente, acho que funcionou muito melhor nas partes cómicas do que nas partes dramáticas. É um filme irreverente, preenchido com vários momentos absurdos, piadas abundantes e um humor cáustico que ridiculariza a Alemanha nazi da altura. E é, no fundo, esta ridicularização que vai servir de crítica à absurdidade das ideias nazis de ódio e discriminação.
No entanto, pessoalmente, não gostei nada da personagem e interpretação da Scarlett Johansson. Percebo perfeitamente o seu papel e quão essencial ela é para a história enquanto símbolo moral e de esperança, mas soou-me sempre forçada, irresponsável e patética. Sei que estou na minoria mas antipatizei profundamente com essa personagem (e nem sei bem explicar porquê). E acho que é por esse motivo que o filme não me conquistou em termos emocionais. A história desta personagem serve como um importante veículo da mensagem positiva de tolerância e amor do filme, mas esta acabou por nunca me impactar emocionalmente como deveria.
Esteticamente é um filme interessante, com uma fotografia apelativa e um design de produção encantador, que lembra um pouco os filmes de Wes Anderson. Quero também destacar a fantástica interpretação do jovem Roman Griffin Davis que é, no fundo, a alma deste filme! Adorei as suas várias interacções bizarras com o seu amigo imaginário...Adolf Hitler!
Concluindo, este é um filme extremamente divertido e único, que procura, através das caricaturas das suas personagens, ridicularizar os ideais nazis. Se gostam de filmes satíricos, vale a pena experimentar. 🌟🌟🌟1/2
Jojo Rabbit é um filme satírico anti-nazi ousado que não me conquistou totalmente mas que me arrancou bastantes gargalhadas.
Sem dúvida, que foi um risco enorme apostar numa comédia sobre um capítulo tão negro da nossa História e, para mim, o filme nem sempre conseguiu equilibrar bem o drama com o humor. Curiosamente, acho que funcionou muito melhor nas partes cómicas do que nas partes dramáticas. É um filme irreverente, preenchido com vários momentos absurdos, piadas abundantes e um humor cáustico que ridiculariza a Alemanha nazi da altura. E é, no fundo, esta ridicularização que vai servir de crítica à absurdidade das ideias nazis de ódio e discriminação.
No entanto, pessoalmente, não gostei nada da personagem e interpretação da Scarlett Johansson. Percebo perfeitamente o seu papel e quão essencial ela é para a história enquanto símbolo moral e de esperança, mas soou-me sempre forçada, irresponsável e patética. Sei que estou na minoria mas antipatizei profundamente com essa personagem (e nem sei bem explicar porquê). E acho que é por esse motivo que o filme não me conquistou em termos emocionais. A história desta personagem serve como um importante veículo da mensagem positiva de tolerância e amor do filme, mas esta acabou por nunca me impactar emocionalmente como deveria.
Esteticamente é um filme interessante, com uma fotografia apelativa e um design de produção encantador, que lembra um pouco os filmes de Wes Anderson. Quero também destacar a fantástica interpretação do jovem Roman Griffin Davis que é, no fundo, a alma deste filme! Adorei as suas várias interacções bizarras com o seu amigo imaginário...Adolf Hitler!
Concluindo, este é um filme extremamente divertido e único, que procura, através das caricaturas das suas personagens, ridicularizar os ideais nazis. Se gostam de filmes satíricos, vale a pena experimentar. 🌟🌟🌟1/2
realizado por SAM MENDES protagonizado por GEORGE MACKAY, DEAN-CHARLES CHAPMAN, COLIN FIRTH
No auge da Primeira Grande Guerra, dois soldados britânicos, Schofield e Blake, recebem uma missão aparentemente impossível. Numa corrida contra o tempo, têm de atravessar o território inimigo e entregar uma mensagem que impedirá um ataque letal contra centenas de soldados, entre eles o irmão de Blake.
1917 era o filme que mais me despertava a atenção de todos os nomeados para o Melhor Filme. Em primeiro lugar, pelas excelentes críticas que tem recebido desde que estreou. Além disso, é um filme sobre a I Guerra Mundial que é um conflito que é muito menos explorado nos cinemas em comparação com a II Guerra Mundial. Tenho de confessar que este foi um filme que me deslumbrou em termos técnicos mas do qual esperava mais em termos de enredo.
Começando pelo positivo, este é um filme que é rodado praticamente todo num único aparente plano-sequência, que acompanha de forma bastante próxima os protagonistas ao longo das suas peripécias e obstáculos, o que tornou a experiência de visualização bastante mais imersiva e tensa. Foi um filme que me transportou facilmente para os vários cenários da guerra e que me provocou ansiedade e inquietação ao longo da história. Para além da brilhante realização, que balança com eficácia os momentos mais introspectivos com os mais frenéticos, há que louvar também a maravilhosa fotografia de Roger Deakins e os cenários que recriam com muita autenticidade as trincheiras, os campos de batalha e as cidades destruídas.
No entanto, o maior problema do filme é que acaba por soar mais como um filme de acção do que um filme dramático de guerra. A caracterização das personagens é mínima, existem várias incongruências no desenvolvimento do enredo e muitas das dificuldades são resolvidas de forma demasiado conveniente no decorrer da narrativa. Tudo acaba por soar muito corrido o que lhe retira um pouco do impacto emocional e dimensão da tragédia humana.
Mesmo assim, é um filme impressionante que vale imenso a pena ver nos cinemas, especialmente pela sua grandiosidade técnica. 🌟🌟🌟🌟
1917 era o filme que mais me despertava a atenção de todos os nomeados para o Melhor Filme. Em primeiro lugar, pelas excelentes críticas que tem recebido desde que estreou. Além disso, é um filme sobre a I Guerra Mundial que é um conflito que é muito menos explorado nos cinemas em comparação com a II Guerra Mundial. Tenho de confessar que este foi um filme que me deslumbrou em termos técnicos mas do qual esperava mais em termos de enredo.
Começando pelo positivo, este é um filme que é rodado praticamente todo num único aparente plano-sequência, que acompanha de forma bastante próxima os protagonistas ao longo das suas peripécias e obstáculos, o que tornou a experiência de visualização bastante mais imersiva e tensa. Foi um filme que me transportou facilmente para os vários cenários da guerra e que me provocou ansiedade e inquietação ao longo da história. Para além da brilhante realização, que balança com eficácia os momentos mais introspectivos com os mais frenéticos, há que louvar também a maravilhosa fotografia de Roger Deakins e os cenários que recriam com muita autenticidade as trincheiras, os campos de batalha e as cidades destruídas.
No entanto, o maior problema do filme é que acaba por soar mais como um filme de acção do que um filme dramático de guerra. A caracterização das personagens é mínima, existem várias incongruências no desenvolvimento do enredo e muitas das dificuldades são resolvidas de forma demasiado conveniente no decorrer da narrativa. Tudo acaba por soar muito corrido o que lhe retira um pouco do impacto emocional e dimensão da tragédia humana.
Mesmo assim, é um filme impressionante que vale imenso a pena ver nos cinemas, especialmente pela sua grandiosidade técnica. 🌟🌟🌟🌟
E vocês?







