«The Report», «Dark Waters» & «Just Mercy»

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Hoje trago mais umas opiniões de filmes que vi em Janeiro e que recomendo bastante. Dois deles estrearam nas salas de cinema portuguesas este mês - Dark waters e Just Mercy - e outro é uma produção original da Amazon - The Report.



realizado por  SCOTT Z. BURNS   protagonizado por  ADAM DRIVER, ANNETTE BENING, JON HAMM

O idealista Daniel J. Jones é encarregado pela chefe, a senadora Dianne Feinstein, de liderar uma investigação do Programa de Detenção e Interrogatório da CIA, criado após o 11 de setembro. A busca incansável da verdade por Jones leva a descobertas explosivas que descobrem até que ponto a principal agência de inteligência do país destruiu provas, subverteu a lei e ocultou um brutal segredo do público americano.


The Report é uma produção original da Amazon que se encontra disponível através da Amazon Prime. É um filme inspirado em factos reais, que conta a jornada de investigação aos métodos de tortura da CIA no pós 11 de setembro.
Sei que muitas pessoas vão achar este filme entediante, uma vez que tem um ritmo algo lento, mas este faz totalmente o meu estilo. É um drama jornalístico bastante informativo e realístico, que dispensa as típicas dramatizações à Hollywood. Foca-se nos procedimentos da investigação interna que decorreu durante sete anos e que levou à formulação do dito relatório do título, intercalando-os com flashbacks das revelações que vão sendo descobertas. Retrata os bastidores políticos dos EUA e um pouco da relação entre os seus vários elementos (Congresso, FBI, CIA, etc..) no pós 11 de Setembro. Acima de tudo, gostei do filme não ser a típica perspectiva heróica e patriótica dos EUA.
No entanto, o filme não seria tão bom se não fosse a sóbria e convincente interpretação do Adam Driver. De destacar, também a interpretação de Annette Bening.
É um filme que recomendo muito para quem gosta de um filme mais didáctico que usa a linguagem cinematográfica como um meio acessível de informação. 🌟🌟🌟🌟



realizado por  TODD HAYNES   protagonizado por  MARK RUFFALO, ANNE HATHAWAY, TIM ROBBINS

Rob Bilott defende grandes empresas em processos ambientais e acaba de ganhar estatuto de sócio num prestigiado escritório de advogados em Cincinnati, em grande parte devido ao seu trabalho na defesa de alguns dos maiores nomes da indústria petroquímica.
Quando Wilbur Tennant e o seu irmão Jim, dois pequenos agricultores da Virgínia Ocidental, lhe pedem ajuda para investigar a fábrica de produtos químicos local por, supostamente, matar os seus animais, ele hesita, explicando que representa empresas químicas e não os que delas se queixam. No entanto, Rob fixa-se em algo da história dos irmãos, especialmente quando percebe que, em criança, costumava passar os verões numa quinta das redondezas.
Quando se desloca à àrea em questão, aquilo com que Rob se depara tem pouco a ver com as suas memórias - há algo debaixo do solo deste recanto de Hill Country. Os Tennants acreditam que aquilo que a DuPont despeja nos aterros poluiu o riacho do seu terreno e destruiu um rebanho com quase 200 bovinos. Ainda assim, muitos dos seus vizinhos apegam-se à ideia de que a empresa continua a tomar conta deles, como sempre.
Apoiado pelo seu supervisor no escritório, Tom Terp, Bilott usa os profundos conhecimentos que possui sobre o funcionamento das empresas de produtos químicos e formaliza uma queixa a fim de descobrir exatamente o que está a acontecer em Parkersburg.


Dark Waters - a verdade envenenada é um filme inspirado em factos reais, que se baseou no artigo da The New York Times Magazine - "O advogado que se tornou o pior pesadelo da DuPont" de Nathaniel Rich - e que narra a cruzada de um homem que procurou justiça para uma comunidade exposta a toxinas durante décadas.
Tal como o "The Report", este é um filme com uma narrativa lenta que se foca bastante nos procedimentos da investigação e nas influências lobistas e políticas no caso. No entanto, este tem também uma vertente mais humana pois preocupa-se em mostrar o desgaste e esforço pessoal do advogado, que investiu (praticamente sozinho) mais de uma década da sua vida neste caso, e em mostrar as consequências nefastas para a saúde humana e ambiente provocadas pelas acções da DuPont.
Um filme-denúncia que tenta não ser sensacionalista mas que não deixa de chocar pela impunidade  das accções cometidas pela DuPont, um titã da indústria química, e a magnitude das suas consequências.
As interpretações são sólidas, com a excepção da Anna Hathaway que me pareceu meio deslocada. A realização está a cargo de Todd Haynes que é mais conhecido por ter realizado "Carol" e "I'm not there".
Concuindo, é um filme sóbrio, não particularmente vibrante em termos técnicos, mas que conquista pela verdade que expõe. 🌟🌟🌟🌟



realizado por  DESTIN DANIEL CRETTON   protagonizado por  MICHAEL B. JORDAN, JAMIE FOXX, BRIE LARSON

Quando conclui a licenciatura em Harvard, Bryan Stevenson recebe várias propostas de emprego. No entanto, decide ir para o Alabama defender quem foi condenado à morte por crimes que nunca cometeu, ou nunca teve representação adequada. Um dos seus primeiros casos é o de Walter McMillian, condenado à morte em 1987 pelo assassinato de uma jovem de 18 anos, apesar das provas apontarem para a sua inocência.
Nos anos seguintes, Bryan envolve-se num labirinto de racismo e manobras legais e políticas, enquanto luta por Walter e por outros na mesma situação.


Tudo pela justiça foi um filme que estreou em Portugal em Janeiro e que eu fui ver, sem muitas expectativas, e que me surpreendeu.
Este é mais um filme inspirado em factos reais e que tem por base o livro de memórias de Bryan Stevenson - Just Mercy: A Story of Justice. É um drama judicial, que se mantém bastante fiel aos acontecimentos reais, e que gira sobretudo em torno da luta de um advogado para libertar um homem inocente que foi condenado à pena de morte. Apesar da história decorrer nos anos 80/90 é um filme que soa ainda bastante actual. Realça preconceitos raciais e económicos na aplicação da justiça e é também uma importante denúncia à insensatez (eu diria mesmo estupidez) da pena de morte.
Serve também como uma importante e humilde homenagem ao advogado Bryan Stevenson que continua a desenvolver, nos dias de hoje, um trabalho activista e de luta contra os problemas de injustiça e desigualdades, através da organização não lucrativa de justiça social que fundou -  "Equal Justice Initiative".
As interpretações são, na sua maioria, sólidas e gostei especialmente das prestações de Michael B. Jordan e Rob Morgan. Jamie Foxx tem sido o mais elogiado pela crítica mas não achei a sua interpretação particularmente impressionante.
Talvez seja um filme um pouco convencional em termos de estrutura e guião mas sobressai pela sua autenticidade e paixão pela temática. É um filme que tem alguns momentos emotivos e que eu recomendo pela sua mensagem poderosa de busca pela verdadeira justiça e compaixão. 🌟🌟🌟🌟




E vocês?
Já viram algum destes filmes?

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Netflix | The Two Popes & Dolemite is my name

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Hoje venho então partilhar convosco a minha opinião de dois filmes de 2019 que são produções originais da Netflix. Ambos são filmes que não me marcaram muito mas que eu gostei de ver e recomendo. Dolemite is my name foi lançado em Outubro e The two popes estreou em Dezembro.


realizado por  FERNANDO MEIRELLES    protagonizado por  ANTHONY HOPKINS, JONATHAN PRYCE

Dois Papas é um filme inspirado em factos reais. Frustrado com a direção da igreja, o Cardeal Bergoglio pede ao Papa Bento XVI para se reformar em 2012. Em vez disso, confrontado com escândalos e dúvidas, o introspectivo Papa Bento XVI consulta o seu crítico mais duro - e futuro sucessor - para revelar um segredo que iria pôr em causa as fundações da Igreja Católica.
Atrás das paredes do Vaticano, inicia-se uma luta entre tradição e progresso, culpa e perdão, enquanto os dois homens - tão diferentes entre si - confrontam elementos do passado e procuram algo em comum de forma a estabelecerem um futuro de esperança para milhares de milhões de fiéis em todo o mundo.


Este foi um filme que eu vi no final do ano passado e que em Dezembro andava nas bocas do mundo. Confesso que foi um filme que não me impressionou tanto quanto a outras pessoas.
Sem dúvida que o melhor do filme são as interpretações do duo principal. Anthony Hopkins e Jonathan Pryce são verdadeiramente espantosos e carregam o filme às costas. O filme está também de parabéns pela belíssima fotografia, impecável guarda-roupa e magníficos cenários, especialmente a Capela Sistina que foi construída de raiz para o filme.
Gostei do facto de tentarem dar uma maior complexidade a estes dois homens. Ao longo dos anos, o Papa Francisco foi sempre visto como o benévolo e o Papa Bento XVI como o antipático e, como tal, gostei que nos mostrassem outras facetas dos dois. Gostava que tivessem sido ainda mais transparentes e menos tendenciosos na caracterização de ambos mas creio que isso já seria pedir demais. Além disso, não consegui deixar de me sentir manipulada, o tempo todo, por esta falsa amizade entre os dois.
É um filme envolvente, que tem alguns diálogos mais marcantes e momentos mais inspiradores, mas que eu recomendo mais pelos valores de produção e interpretações. 🌟🌟🌟



realizado por  CRAIG BREWER    protagonizado por  EDDIE MURPHY, KEEGAN MICHAEL-KEY, MIKE EPPS

Chamem-me Dolemite é um filme que decorre nos anos 70, em Los Angeles. Acompanhamos o humorista Rudy Ray Moore que se torna famoso com Dolemite, o seu alter ego, mas que coloca tudo em risco ao tentar chegar ao grande ecrã.


Este foi um filme que, inicialmente, não me chamou muito a atenção uma vez que nunca tinha ouvido falar de Dolemite ou Rudy Moore. No entanto, fiquei curiosa quando comecei a ouvir que este era o regresso à boa forma de Eddie Murphy. Vi-o, finalmente, no início deste ano e este é realmente um filme e um papel perfeito para a personalidade magnética e expansiva do actor.
Este é um filme que me lembra muito o The Disaster Artist de 2017. Também este retrata a criação de um filme, que foi um projecto de amor de um artista peculiar, e que se viria a tornar num filme de culto. No entanto, desta vez, temos um filme que se insere na cultura "blaxploitation", o que lhe confere desde logo uma dimensão diferente.
No entanto, este é, acima de tudo, um filme biográfico sobre Rudy Ray Moore, um pioneiro do stand-up comedy e do rap, que luta para passar de um cantor fracassado a um comediante de grande sucesso. É um filme divertido e extravagante mas é também uma história inspiradora de tenacidade e perseverança. Conquista sobretudo pela presença carismática e explosiva de Eddie Murphy e as interpretações de alguns dos actores secundários. Peca pela estrutura formulaica e algum do humor mais crasso que nem sempre me impressionou, sobretudo no início do filme.
Destaca-se também pelos maravilhosos e coloridos figurinos, que nos transportam facilmente para os anos 70 e para a cultura "blaxploitation". Na minha opinião, este filme devia ter recebido uma nomeação para o Óscar de Melhor Guarda-Roupa.
Concluindo, este é um filme que entretém bastante e que vale a pena ver nem que seja pela interpretação do Eddie Murphy. 🌟🌟🌟1/2



E vocês? Já viram estes filmes?


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Clássicos Russos curtos

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Hoje dou início a uma nova rubrica aqui no blogue. Todas as quartas espero trazer-vos 4 recomendações dentro de várias temáticas. Conto abranger tanto livros, como filmes e séries. Para começar, resolvi recomendar-vos 4 livros clássicos russos curtos. A maioria dos clássicos russos interessantes tendem a ser calhamaços, o que acaba por afastar algumas pessoas deste tipo de literatura. No entanto, existem alguns livros mais curtinhos que eu acho que são ideais para quem se quer estrear na literatura clássica russa.

A Morte de Ivan Iliitch, Lev Tolstoi (1886) 
Editora: Relógio D' Água | Páginas: 120

Como o próprio nome indica este livro conta-nos a história da morte de Ivan Iliitch. Esta tem início com o velório de Iliitch, onde vamos ter acesso às reacções de várias personagens ligadas ao protagonista. Depois, a história foca-se em Iliitch, narrando como foi a sua vida, a sua doença e, no final, a sua morte.
Este foi um livro que eu li de uma assentada só há cerca de 5 anos atrás. Lembro-me que, desde o início, a escrita e os pensamentos presentes na novela me prenderam e não consegui pousar o livro. Não sou a maior fã de contos e novelas porque sinto sempre que as histórias e as mensagens nunca são bem desenvolvidas mas isso não se verifica em "A morte de Ivan Illitch" que é profundo e bem estruturado. 
Apesar de viciante, esta não é uma leitura leve e fácil. Existiram diversas passagens nas quais me senti sufocada, angustiada e emociada. Sou sincera convosco, eu não lido muito bem com a temática da morte, e ler um livro em que acompanhamos o protagonista enquanto ele vai morrendo teve um grande impacto em mim. Mesmo assim, é um livro que acaba por ter uma mensagem positiva pois leva-nos a repensar na nossa vida e a dar mais valor às coisas importantes.




O Jogador, Dostoievski (1866)
Editora: Relógio D' Água | Páginas: 173

Este foi um livro que li neste mês de Janeiro e que vale a pena recomendar. O livro foi escrito em apenas um mês e é baseado nas próprias experiências do autor. Talvez por isso soe tão autêntico.
Nesta história, o tema principal é, como o próprio nome indica, o jogo. Esta decorre no séc. XIX, na cidade alemã de Roletenburgo, na qual acompanhamos o Alexéi Ivanivich, um jovem preceptor de 24 anos. Este faz parte do séquito de um general russo aí instalado que se encontra à espera de uma herança que parece nunca mais chegar. Enquanto espera, Alexéi desenvolve um vício pelo jogo a dinheiro no casino da cidade e tenta, ao mesmo tempo, lidar com a sua paixão louca por Polina.
Esta é uma fantástica e intensa exploração do poder destrutivo do jogo e do próprio poder de autodestruição e degradação do ser humano. Retrata a ruína e a decadência de quem se afunda no vício do jogo, sempre com muito humor e ironia. As personagens soam bastante reais e o autor consegue transmitir com mestria a montanha russa de emoções pelas quais elas passam: euforia, melancolia, angústia, frustação, loucura e ambição. As duas personagens mais marcantes são o Alexéi e a Avó que retratam na perfeição a compulsão do vício do jogo...o êxtase da vitória, a esperança sufocante de voltar a ganhar e o desespero da derrota.
É um livro bastante viciante, com um ritmo frenético, e a escrita do autor é bastante acessível. Um bom ponto de partida para quem quer conhecer o estilo do Dostoievski, mas ainda não se quer aventurar no Crime e Castigo.



Pais e Filhos, Ivan Turguéniev (1862) 
Editora: Relógio D' Água | Páginas: 256

O livro tem início com o jovem Arkádi que, após completar a sua formação na universidade, volta à propriedade da família e leva consigo um amigo, Bazarov. Bazarov é um niilista (termo popularizado através deste livro), isto é, não reconhece qualquer tipo de autoridade e não aceita nenhum princípio sem provas. Estas ideias vão colidir com os valores conservadores da família aristocrata de Arkádi e, pouco a pouco, os conflitos e antagonismo vão evoluindo.
Este livro foi publicado no início de 1860, numa altura em que a Rússia estava a passar por diversas mudanças, nomeadamente, o fim da servidão dos mujiques (camponeses russos). Este é um tema que está bastante presente no livro e gostei bastante de como o autor conseguiu retratar a Rússia da altura, com os seus desafios e contrastes. Foi um livro com o qual aprendi bastante.
Este representa também os conflitos que existem naturalmente entre pais e filhos, bem como, os conflitos e dificuldades de comunicação entre a nova geração liberal de 1840 e a geração da "velha ordem", da Rússia feudal. Existem capítulos bastante interessantes, com debates bastante provocadores e conflitos interiores que nos aproximam das personagens. Além disso, a escrita de Turguéniev é muito boa.
Este é um livro que recomendo para quem gosta de livros que nos fazem pensar e que conseguem retratar bem os conflitos de uma determinada época histórica.



Contos de São Petersburgo, Nikolai Gogol (1836-1841) 
Editora: Assírio & Alvim | Páginas: 70 a 90

Para finalizar, não vos quero recomendar um livro mas sim uma série de contos que estão disponíveis individualmente ou na forma de colectânea. No O Capote acompanhamos um homem pobre que poupa, com grande sacrifício, para o seu próximo agasalho que vai ser fabricado pelo seu alfaiate. No entanto, esta compra vai ter consequências desastrosas. No O Retrato um jovem e talentoso pintor descobre num quadro sombrio e peculiar uma grande quantia de dinheiro que lhe transforma a vida. No O Nariz, provavelmente o mais famoso dos três, um homem acorda e descobre que o seu nariz fugiu. Envergonhado, procura o nariz que deambula sozinho pela cidade.
Todos eles são contos satíricos e bizarros, que misturam realidade com fantasia, e que estão repletos de humor, ironia e absurdo. Neles as personagens são confrontadas com situações invulgares ou irrisórias que alteram a sua vida de forma surreal e que elas tentam enfrentar com dignidade, evitando ceder à loucura. São contos viciantes e de fácil leitura que recomendo. O meu preferido é O Capote mas todos eles valem a pena. O Retrato é o mais convencional dos três.





E vocês? Já leram algum destes livros?
Que clássicos russos curtos me recomendam?


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«Judy», «Richard Jewell» e «Harriet»

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Hoje trago mais umas opiniões de filmes dos Óscares. Venho falar de 3 filmes que vi em Janeiro e que têm no seu elenco uma actriz - principal ou secundária - que está nomeada para um Óscar. Todos eles são também filmes baseados em pessoas ou factos reais.


realizado por  RUPERT GOOLD   protagonizado por  RENÉE ZELLWEGER, JESSIE BUCKLEY, FINN WITTROCK

Em 1968, Judy Garland chega a Londres para uma série de concertos. Passaram 30 anos desde foi lançada para o estrelato no filme "O Feiticeiro de Oz". Está cansada, assombrada por memórias de uma infância perdida para Hollywood, agarrada ao desejo de voltar para junto dos filhos, mas determinada a nunca desapontar os fãs.



Judy foi um filme que estreou em Portugal no Outubro do ano passado e que eu só tive oportunidade de ver recentemente. Sou uma fã de Judy Garland, especialmente enquanto cantora, e confesso que estava um pouco reticente em relação a este filme visto que não foi apoiado pela família e é baseado numa peça que inicialmente não era sobre a actriz. Apesar de não ser realmente um filme arrebatador, é de louvar a interpretação da Renée Zellweger e a preocupação em mostrar o impacto negativo da pressão do estúdio no desenvolvimento da actriz.
Em primeiro lugar, tenho de referir que a história não foi novidade para mim. Eu já conhecia o que Judy Garland tinha sofrido às mãos dos estúdios de Hollywood e a sua luta com o alcoolismo, especialmente no final da sua vida. Como tal, acho que me senti menos impressionada com o enredo e o facto de alternar entre o passado e presente também não me convenceu. Acho que a vida dela foi muito rica e senti que este argumento não lhe fez justiça.
Quanto às interpretações, gostei bastante da interpretação da Renée Zellweger mas não acho que tenha sido uma imitação brilhante da Judy Garland. É de louvar a atenção aos gestos e tiques da actriz, principalmente nas actuações musicais, mas soou-me mais a caricatura em alguns momentos. Confesso que vi mais de Liza Minelli do que Judy Garland. No entanto, gostei de a ouvir a cantar (apesar de não estar ao nível vocal da Judy Garland) e gostei também da escolha da actriz que interpretou a Judy em jovem. De destacar também o guarda-roupa!
Apesar de tudo, gostei do filme e recomendo. Não acredito que seja um retrato totalmente fiel da actriz mas sim uma interpretação artística que se foca mais no seu declínio e que é bem sucedida ao transmitir a turbulência interior da Judy Garland mas não a magnitude do seu talento. 🌟🌟🌟
Se sentem curiosidade para saber mais sobre a Judy Garland ou querem recomendações de filmes da actriz recomendo que oiçam o episódio 3 do meu podcast "Cineclássicos & Café" que foi dedicado a ela.



realizado por  CLINT EASTWOOD   protagonizado por  PAUL WALTER HAUSER, SAM ROCKWELL, KATHY BATES

"Há uma bomba no Parque Centennial. Têm trinta minutos." Richard Jewell apresenta-se pela primeira vez ao mundo como o segurança que localiza a bomba e salva inúmeras vidas no atentado de 1996, durante os Jogos Olímpicos em Atlanta.
Em poucos dias, no entanto, Jewell torna-se o suspeito número um do FBI. Difamado pela imprensa e pelo público, a sua vida depressa se transforma num pesadelo. Quando contrata o advogado Watson Bryant, Jewell expressa convictamente a sua inocência. Contudo, Bryant vê-se em desvantagem para limpar e proteger o nome do seu cliente, enquanto tenta combater os poderes combinados do FBI, dos investigadores estaduais da Georgia e do departamento de polícia de Atlanta.


O Caso de Richard Jewell foi um filme que estreou em Janeiro e que inicialmente não me tinha chamado muito a atenção. Não conhecia o caso real e Clint Eastwood ultimamente não tem produzido grandes filmes. Talvez por ir com as expectativas em baixo, acabei por gostar bastante deste filme.
Para mim, aquilo que mais eleva este filme são as suas interpretações. O trio principal do Sam Rockwell, Kathy Bates e o novato Paul Walter Hauser estão fantásticos e conferem uma maior humanidade a esta história de injustiça. Para mim, a nomeação de Kathy Bates é justíssima e, provavelmente, não devia ter sido a única nomeada.
É um filme controverso (na minha opinião mais pela política do realizador do que pela história em si) mas que, para mim, consegiu mostrar bem os perigos dos estereótipos e o de culpar imediatamente alguém só porque encaixa num perfil. Vale a pena também pela sua crítica dura aos meios de comunicação sensacionalistas. De facto, é pela representação da jornalista, interpretada por Olivia Wilde, que muitos criticam o filme...na minha visão, realmente, pareceu-me uma caracterização demasiado redutora da jornalista mas que não deixa de ter o seu fundo de verdade. Apesar de tudo, acho que esta é a maior falha do filme uma vez que vilifica demasiado a personagem e acabou por soar menos credível.
Mesmo assim, gostei do tom realista e incisivo do filme e acho que, acima de tudo, é preciso termos sempre uma visão crítica das situações e não acusar sem investigar a fundo.
Concluindo, este é um filme baseado em factos reais sóbrio e comovente ao mesmo tempo, que vale a pena pela denúncia do fácil julgamento em praça pública, quando a presunção de inocência devia estar acima de tudo, e pelo retrato do impacto dos circos mediáticos na vida das pessoas comuns.
🌟🌟🌟🌟



realizado por  KASI LEMMONS   protagonizado por  CYNTHIA ERIVO, LESLIE ODOM JR., JOE ALWYN

A história de Harriet Tubman, activista política que, durante a Guerra Civil americana, ajudou centenas de escravos a fugirem do sul dos Estados Unidos, depois dela mesma ter escapado da escravidão em 1849. As suas acções contribuíram fortemente para que a história tomasse um novo rumo.


Harriet foi um filme que saiu o ano passado nos EUA e que nunca chegou a estrear em Portugal. Era um filme que eu tinha muita curiosidade em ver porque sabia que Harriet Tubman tinha sido uma importante figura no movimento abolicionista da escravatura nos EUA. Infelizmente, o filme desiludiu-me um pouco e sinto que a sua vida tão rica e interessante merecia um filme melhor.
O filme aborda muitos anos da vida da Harriet e é de louvar o facto de ter conseguido abordar tantos eventos da vida desta figura de uma forma concisa mas apelativa. Gostei de acompanhar a viagem física da personagem mas senti que não retrataram tão bem a sua jornada psicológica e emocional. No entanto, acho que o maior pecado deste filme é o de ser bastante genérico e demasiado linear.
Confesso que também não apreciei muito o tom místico do filme, isto é, o modo como eles decidiram retratar a forte fé cristã de Harriet.
É uma interpretação sólida de Cynthia Erivo apesar de não ter ficado uma das minhas preferidas dela.
Mesmo assim, é um filme biográfico sólido e inspirador que recomendo se quiserem conhecer melhor o percurso desta importante figura histórica.
🌟🌟🌟



E vocês?
Já viram algum destes filmes?

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A Letra Escarlate, Nathaniel Hawthorne

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Queria começar o ano de 2020 com um clássico curto e que eu tivesse numa edição em português, para me sentir mais motivada na leitura, e este era um que eu tinha debaixo de olho na minha estante há já algum tempo. Sempre ouvi críticas muito negativas de leitores americanos que tiveram de ler este livro na escola e, como tal, sempre estive um pouco de pé atrás com ele. No entanto, após ter lido outro livro do autor há uns 3 anos atrás - The House of seven gables - e ter adorado, lá me decidi a comprar o The Scarlet Letter. Como já referi, esta foi então a minha primeira leitura do ano e foi uma experiência positiva que valeu a pena.


The Scarlet Letter, A Letra Escarlate ou A Letra Encarnada em português, foi escrito por Nathaniel Hawthorne e publicado em 1850 nos Estados Unidos da América. É um livro histórico que decorre na colónia puritana de Boston, na Baía de Massachusetts, durante os anos de 1642 a 1649. A sua protagonista é Hester Prynne, uma mulher que é declarada culpada por adultério e condenada a usar a letra "A" bordada nas roupas como castigo pelo seu crime. Ao longo do livro, conhecemos as consequências da sua infidelidade e acompanhamos Hester à medida que ela procura encontrar um lugar para si e para a sua filha, fruto do adultério, no seio desse ambiente hostil.


A Letra Escarlate é um livro que funciona, acima de tudo, como uma crítica ao puritanismo e aos seus costumes conservadores que, não eram nada mais do que preconceituosos e hipócritas. É uma história que não se foca muito em eventos mas sim no desenvolvimento psicológico das personagens que vivem, na sua maioria, atormentadas por erros do passado. O autor explorou, nesta obra, sentimentos de culpa, cinismo e cobardia, e teceu comentários sobre a alma, a natureza do pecado, a condição humana e o modo de pensar da época.
Acho que este é também um livro feminista, repleto de simbolismo. Hester, a nossa heroína, é uma mulher forte e benevolente que não procura redenção e que floresce no meio da comunidade corrompida e cínica que a rodeia. Não sente arrependimento por ter cedido à paixão pelo homem que amava e consegue tornar os símbolos do seu pecado - a letra A e a filha - nas suas maiores fontes de força. A sua filha Pearl é uma criança peculiar, que confere um tom quase de fábula à história, e gostei muito da exploração da ligação entre a mãe e a filha. Por outro lado, os dois homens importantes da história - o seu marido e o pai da sua filha - simbolizam rancor, ciúme, duplicidade, vergonha e fraqueza.
Não é uma leitura fácil porque a escrita de Hawthorne está repleta de floreados e divagações, mas é esta escrita cuidada que aliada à densidade psicológica da narrativa o distingue de outros livros do género. É um livro que exige concentração e que é, em certos momentos um pouco mais enfadonho, mas foi, para mim, uma leitura recompensadora. No entanto, percebo completamente que este não seja um livro muito apelativo para os jovens ou pessoas pouco habituadas a ler clássicos.


Uma das críticas que li foi que o livro era previsível. Pessoalmente, não considero que o autor quisesse esconder quem é o pai da pequena Pearl; acho que é óbvio, desde o início, quem ele é e acho que essa era a intenção do autor pois torna os vários conflitos internos e interacções entre personagens ainda mais interessantes.
É importante mencionar também o longo prefácio, que não está ligado directamente à história (podem saltá-lo), mas que eu gostei de ler porque nele Hawthorne reflectiu sobre a sua ligação especial a Salem, a sua cidade natal. Muito interessante! A minha edição da Relógia d' Água conta uma tradução de Fernando Pessoa, o que tornou o livro duplamente apelativo.
Concluindo, esta foi uma óptima primeira leitura do ano que me conquistou pelo seu rico retrato psicológico e análise do impacto da hipocrisia do conservadorismo religioso. A escrita de Hawthorne não é para todos mas eu fiquei com vontade de ler mais obras do autor. 🌟🌟🌟🌟



E vocês? Já leram este livro ou outro do autor?
Qual foi a vossa primeira leitura do ano?



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Tess of the D'Urbervilles

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Hoje trago finalmente a opinião de um dos meus livros favoritos de 2019: Tess of the D'Urbervilles de Thomas Hardy. Este é o segundo livro que leio do autor e, mais uma vez, foi um livro que me conquistou pelas suas personagens e atmosfera. Falo também de duas das suas adaptações: o filme de 1979 e a minissérie da BBC de 2008.


- livro -

Tess of the D' UrbervillesTess dos Urbervilles em Portugal, foi publicado pela primeira vez em 1891 e é o segundo livro que leio do escritor victoriano Thomas Hardy. O primeiro foi o Longe da multidão/Far from the madding crowd, que li há cerca de 4 anos atrás. Apesar desta não ter sido uma leitura fácil, foi uma leitura marcante que me deixou com vontade de explorar mais a obra de Hardy. Quase cinco anos mais tarde, acabei por pegar no Tess, um livro que confirmou o meu gosto pelo estilo do autor.
Este é um livro que decorre no séc. XIX, mais precisamente durante a Depressão de 1870s no sul rural de Inglaterra, na zona fictícia de Wessex. A nossa protagonista é a Tess, uma jovem com 16 anos e a filha mais velha de um casal de camponeses pobre e com muitos filhos. Convencidos de que possuem sangue nobre, já que o seu apelido "Durbeyfield" é uma corrupção do nome "d'Urberville" - o apelido de uma extinta casa nobre normanda -, os pais empurram a filha para a casa de uma suposta parente mais afortunada, onde esta encontra trabalho e abrigo. No entanto, aí vai encontrar também Alec, um homem sem escrúpulos que a vai perseguir e abusar sexualmente, deixando-a assim desonrada e de volta à casa dos pais poucos meses depois. Ao longo do livro, vamos acompanhando então vários eventos da vida de Tess à medida que ela procura ultrapassar a dolorosa experiência que sofreu e seguir em frente com a sua vida, apesar das críticas e consequências desastrosas.


Em primeiro lugar, tenho de referir que este é, sem dúvida, um livro trágico e dramático, muito marcado pelo pessimismo que caracteriza as obras do autor. É triste e melancólico e, é inevitável, não sentirmos pena da Tess que é vítima de tanta tragédia e azar. Mesmo assim, acho que o escritor não criou apenas uma personagem passiva e sofredora. Para mim, Tess é uma mulher complexa, uma jovem ingénua e determinada, que conquista pela sua resiliência e vontade de não abdicar dos seus princípios mas que, ao mesmo tempo, é prejudicada pela sua teimosia, seu orgulho e sentimento (errado) de culpa.
Mais uma vez, as personagens de Thomas Hardy brilham e soam muito autênticas e imperfeitas. A sua caracterização de personagens é sublime e existiram vários momentos que me partiram o coração.
No entanto, aquilo que mais gostei no livro foi a forma como ele expõe a hipocrisia e dualidade de critérios com que a sociedade julgava as mulheres, questionando a moralidade victoriana e o seu ideal de uma mulher virtuosa. É um livro com reflexões bastante feministas e que retrata uma realidade que, infelizmente, não se alterou assim tanto. De realçar também que Hardy descreve a violação da Tess de uma forma bastante subtil, uma vez que, provavelmente, não podia ser mais explícito na época, mas mesmo assim é uma passagem impactante e que revela muita sensibilidade do autor.
É também um livro repleto de simbolismo, muito dele associado à natureza e religião, e aborda vários outros aspectos, tais como, os efeitos negativos da industrialização, o poder da reputação, a amizade entre mulheres e o poder do Destino.


Mais uma vez, o ponto mais negativo do livro é o seu ritmo e as suas descrições, por vezes, um pouco extensas. No entanto, neste livro o estilo naturalista do escritor cativou-me mais e foram raros os momentos em que senti a lentidão do livro.
Concluindo, este é um livro depressivo e fatalista, que retrata a difícil situação de uma mulher, que se encontra totalmente desamparada quando confrontada com a moral implacável da sociedade. Não é uma leitura fácil mas recomendo muito.
O livro encontra-se traduzido em Portugal e existe, pelo menos, uma edição da Relógio d'Água. 🌟🌟🌟🌟1/2



- adaptações -

Esta história já foi adaptada, inúmeras vezes, para o cinema, teatro e televisão. Eu resolvi ver duas das mais famosas: a série da BBC de 2008 e o filme de 1979 realizado por Polanski. Ficou por ver o filme para TV de 1998, protagonizado por Justine Waddell, que dizem que é também muito bom. Fica para outra oportunidade.

A série é protagonizada por Gemma Arterton enquanto Tess e conta ainda com Eddie Redmayne, Hans Matheson, Ruth Jones, entre outros. O argumento é da autoria de David Nicholls e é uma série composta por 4 episódios de 1 hora cada.


Eu gostei muito desta adaptação televisiva. De uma forma geral, é bastante fiel ao enredo original tanto em termos de história como de ambiente. Há temas que não são explorados tanto como deveriam ser mas, de uma forma geral, captura bem a essência do livro. Visualmente, é também uma série muito bonita.
Adorei a Gemma enquanto Tess pois conseguiu transmitir a força interna e a dor da personagem. É muito fácil torcer por ela. Não adorei a caracterização do Angel pois tornaram-no numa personagem mais simpatética e inocente do que é no livro. Percebo porque escolheram o Eddie Redmayne mas este não me convenceu a 100%.
Mesmo não sendo uma adaptação perfeita, é uma óptima série que recomendo. 🌟🌟🌟🌟


O filme é protagonizado por Nastassja Kinski enquanto Tess e conta com as interpretações de Peter Firth, Leigh Lawson, Sylvia Coleridge, entre outros. Foi realizado por Roman Polanski.


Este filme é considerado por muitos um clássico do cinema. Confesso que me desiludiu um pouco e acho que teria gostado mais dele se não tivesse lido o livro primeiro.
Em termos de história, o enredo do filme até segue bem os eventos do livro mas acho que, no fundo, acaba por não transmitir bem os temas e simbolismo do mesmo. A atmosfera é hipnótica mas, de certo modo, vazia de sentido.
No entanto, para mim, o pior problema é a caracterização da Tess e a sua relação com o Alec. A Tess do livro é teimosa, inteligente e lutadora que vai amadurecendo ao longo do tempo, enquanto que a Tess do filme é demasiado submissa e fraca. Sei que muitos adoram a Nastassja Kinski como Tess mas ela não me convenceu de todo. Achei-a demasiado passiva e desprovida de emoção.
Aqui ela cede facilmente a tudo enquanto que no livro ela é levada sempre ao desespero antes de desistir e isso é visível, sobretudo, na cena do abuso sexual. Detestei essa cena aqui! Também achei fraca a caracterização dos dois homens na vida de Tess.
Este é também um filme longo, com um ritmo algo calmo e lento, o que o tornou entediante em certos momentos. No entanto, tenho de realçar que visualmente este é realmente um filme maravilhoso! É um filme delicado, com paisagens soberbas e um guarda-roupa impressionante. Vale a pena ver nem que seja por esses aspectos.
Concluindo, é um filme competente, sobretudo em aspectos técnicos, mas que não me convenceu enquanto adaptação.
Foi realizado pelo Polanski em homenagem à sua mulher, Sharon Tate, que tinha sido assassinada uma década antes e que admirava a obra de Hardy e tinha sempre sonhado em interpretar o papel de Tess. No entanto, não deixa de ser desconfortável pensar nos paralelismos entre a história do filme e a vida pessoal do Polanski. 🌟🌟🌟



E vocês? Já leram o livro?
Ou viram alguma das adaptações?

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Balanço final da maratona natalícia

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Agora que já passou o entusiasmo e confusão do início do ano, chegou a altura de fazer um balanço final da maratona natalícia que promovi em Dezembro - #mcinexmas. Pessoalmente, acho que a maratona foi um sucesso porque consegui completar as 8 categorias e fui interagindo com várias pessoas. Desde já, o meu muito obrigado aqueles que participaram ou foram, simplesmente, comentando as minhas escolhas de filmes. É, sem dúvida, uma experiência a repetir e espero, para a próxima, conseguir ser ainda mais interactiva.

Gostei muito deste filme! A animação é lindíssima e conseguiu adaptar de forma original e encantadora os vários elementos do mito do Pai Natal. É um filme aconchegante que combina bem com uma manta e uma bebida quente. Apesar do final um pouco apressado e algumas escolhas musicais, é um filme óptimo para a quadra natalícia.


A série foi sempre um grande guilty pleasure e o filme funcionou como uma continuação, como mais um episódio. Gostei de rever as personagens e de seguir as suas histórias. Recomendo o filme se são fãs da série. Opinião completa aqui!


Este foi o único filme clássico que vi. Este é um filme que é composto essencialmente por 2 partes. Na primeira parte, temos um estilo mais noir, no qual acompanhamos um detective que começa a não suportar o isolamento do seu trabalho e começa a tornar-se violento e abusivo nos seus métodos de investigação. A segunda parte decorre num espaço rural, em pleno Inverno, onde o detective é enviado em trabalho e conhece uma mulher cega que lhe muda a vida. O filme nem sempre funcionou em termos de estrutura e ritmo, mas gostei muito dos termos abordados - o balanço entre a alienação e a dependência de pessoas. Gostei, especialmente, da segunda parte pelos seus momentos dramáticos, personagem feminina introduzida e paisagens rurais repletas de neve.


Um dos filmes que entrou no meu top dos melhores de 2019. Funciona como uma ode às avós e mistura bem drama com comédia. É um filme bonito e autêntico que retrata diferentes perspectivas em relação à morte e família. Opinião completa aqui!


Visualmente, este é um filme lindíssimo! É um filme que mistura realidade e fantasia, que alterna entre o que está a decorrer num hospital do ponto de vista de uma criança e a história que um dos pacientes lhe está a contar. Foi um filme que vi para o #moviebucketlist2019 e, em breve, podem contar com uma opinião completa. Confesso que estava à espera de mais mas, mesmo assim, gostei muito e recomendo.


Outro filme que entrou para o meu top de filmes do ano! É um filme longo mas nunca me senti entediada. É um filme extremamente bem realizado e com óptimas interpretações. Um filme de gangsters mais intimista e melancólico que recomendo. Opinião completa aqui!


Visualmente, este é um filme lindíssimo! A animação dos filmes Laika é sempre impressionante. No entanto, não gostei muito nem da história nem do humor. Também nunca senti grande empatia pelas personagens. Um filme que queria ter gostado mais mas que, mesmo assim, vale a pena pela qualidade da animação. 


Este foi o último filme que vi. Pedi no instagram que me recomendassem filmes e das várias sugestões escolhi este. Foi um filme que gostei mas não adorei. Vale sobretudo a pena pelas maravilhosas interpretações do duo principal, que são totalmente convincentes nos seus papéis. Gostei muito de algumas das reflexões e questões abordadas mas nunca consegui deixar de sentir que estava a ver algo extremamente forçado e fictício. Opinião completa em breve.


Podem consultar a lista letterboxd de todos os filmes que vi aqui
Ao longo da maratona, fui também publicando listas com sugestões para as várias categorias...podem consultá-las todas aqui



Mais uma vez obrigada a todos aqueles que participaram ou interagiram comigo ao longo da maratona. 
Espero que tenham gostado desta iniciativa e digam-me se gostavam que eu voltasse a promover algo semelhante. 
Estou aberta a sugestões!



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