Posts todos dias de Dezembro

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Esta semana tem sido complicada e, por isso, não consegui publicar nada aqui. Como tenho opiniões de livros e filmes atrasadas, achei que seria giro participar no blogmas, isto é, publicar todos os dias de Dezembro. Não vão ser só posts natalícios...vão ser publicações gerais, muitas de opinião e balanço do fim do ano. Não sei se irei conseguir mas, pelo menos, vou tentar!!
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10 filmes noir preferidos

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Como neste mês estou a participar no #noirvember, achei que seria uma boa ideia vir listar os meus 10 filmes noir preferidos. Estes não são necessariamente os melhores filmes do género mas aqueles que mais me marcaram e que, ocasionalmente, revejo. Alguns deles são até filmes preferidos da vida. Para facilitar a selecção, excluí todos os filmes do Hitchcock (esses ficam para outra lista!).
Aqui ficam eles por ordem cronológica, com alguns breves comentários:

Grandes diálogos e excelentes interpretações. Barbara Stanwyck no seu melhor. Tom cínico e negro. [imdb]


Excelente drama de suspense psicológico. Tenso e atmosférico com óptimas interpretações de Ingrid Bergman (que ganhou o Óscar) e Charles Boyer. [imdb]


História clássica de mistério e obsessão. Enredo inteligente suportado muito bem por um elenco muito carismático. [imdb]


O papel da vida de Joan Crawford e que lhe valeu o Óscar. Adoro a sua interpretação e guarda-roupa. História que prende do princípio ao fim. [imdb]


Burt Lancaster sexy como sempre! Poderosa química entre ele e Ava Gardner. Clássico noir baseado num conto de Ernest Hemingway. [imdb]


Impressionante e memorável fotografia. Boa mistura de filme histórico, drama, comédia e comentário social. [imdb]


Suspense/Romace noir triste, cínico e negro. Com a minha interpretação preferida do Humphrey Bogart. [imdb]


Triste, divertido, inteligente e com citações memoráveis. Inesquecível interpretação de Gloria Swanson e fantástica crítica a Hollywood. [imdb]


Incrível pensar que este foi o único filme do realizador. Fotografia lindíssima, com cenas que nos marcam para sempre. Fantástica interpretação de Mitchum. [imdb]

Brilhantes diálogos neste filme negro sobre moralidade. Curtis e Lancaster estão impressionantes e adoro a tensão entre eles. [imdb]



E vocês? 
Quais os vossos filmes preferidos do género?

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Museu Militar de Lisboa

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Sempre que saio na estação dos comboios de Santa Apolónia é inevitável não admirar o pórtico do edifício imponente em frente desta. Este edifício contém o Museu Militar de Lisboa, um museu que só recentemente visitei apesar de morar não muito longe dele há mais de 5 anos. Uma vez que em 2018 celebra-se o centenário do armistício da I Guerra Mundial, achei que esta era a altura ideal para o visitar uma vez que este é conhecido pelas suas Salas da Grande Guerra.


O Museu Militar de Lisboa é o maior museu militar de Portugal e um dos mais antigos de Lisboa. Foi fundado em 1842, na altura com a designação de "Arsenal Real do Exército", com o objectivo de guardar e conservar material bélico. Nos finais do século XIX, várias salas foram redecoradas com trabalhos de alguns dos nossos melhores artistas da época e em 1926 adquiriu o nome pelo qual ainda é conhecido hoje em dia. Actualmente, alberga uma das colecções de artilharia mais completas do mundo.


O museu contém uma grande exposição de armas, equipamento de guerra, uniformes e documentos militares históricos, dispostos em diversas salas subordinadas a determinados períodos da História de Portugal, tais como, a Sala D. Maria II, a Sala das Guerras Peninsulares, a Sala Mouzinho de Albuquerque, etc. Para além disso,  as próprias salas são também elas de uma grande beleza ornamental em talha, azulejaria e pintura. É de destacar a Sala de Camões, que exibe pinturas de Columbano Bordalo Pinheiro e José Malhoa, e a Sala Vasco da Gama que exibe telas de Carlos Reis. 


As minhas salas preferidas foram, sem dúvida, as Salas da Grande Guerra que se focam no papel do exército português (CEP) na I Guerra Mundial. As paredes são quase totalmente cobertas com impressionantes telas do pintor Sousa Lopes, evocando com muito realismo a participação das nossas tropas em frança. Marcante também é a escultura no centro da sala, da autoria do Capitão Delfim Maya, que foi fundida em bronze, por Augusto de Abreu, reconhecido como o maior fundidor do séc. XX. Para além disso, a sala contém retratos dos generais envolvidos, fotografias da época, peças de artilharia, condecorações e até uma cruz, retirada de um cemitério alemão, da campa de um soldado português, com a seguinte legenda, em alemão, que significa “Aqui jaz um valente Soldado Português”. 


Impressionante também é o pátio, flanqueado por canhões, que conta a história de Portugal em 26 painéis de azulejos, desde a Reconquista cristã à Primeira Guerra Mundial. Na cave do museu destaco a exibição do enorme carro utilizado para o transporte do Arco da Rua Augusta!


O Museu Militar encerra apenas às segundas-feiras e apresenta um valor de entrada bastante acessível que varia entre os 1-3 euros. Sem dúvida, que esta foi uma visita que valeu muito a pena e eu recomendo especialmente a quem gosta da temática da História de Portugal. É um museu digno de ser visitado que acaba por passar um pouco despercebido.



Museu Militar de Lisboa
Largo do Museu de Artilharia, Lisboa


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«The House with a Clock in Its Walls», «American Animals» & «The Wife»

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Hoje trago a minha opinião de mais 3 filmes bem diferentes que estreiaram este ano nos cinemas em Portugal. Vou falar do drama The Wife que estreou em Outubro, do filme de fantasia juvenil The House with a Clock in Its Walls e do filme inspirado em factos reais, American animals, estes últimos ambos estreias de Setembro.

A aventura mágica conta a arrepiante história de Lewis (Owen Vaccaro) que aos 10 anos se muda para a assustadora casa do tio (Jack Black) que oculta um misterioso relógio no seu interior. A nova cidade é bastante pacata, mas isso muda quando Lewis acidentalmente acorda os mortos e a cidade é invadida por um mundo secreto de bruxas e feiticeiros.


O Mistério da Casa do Relógio é um filme de fantasia baseado no livro com o mesmo nome de Lewis Barnavelt e que pertence a uma série de livros para crianças. Como tal, este é um filme dirigido às famílias e a um público mais jovem que me pareceu muito adequado para a época do Halloween. É divertido e apresenta alguns toque de sobrenatural, mistério e aventura. A química entre Jack Black e Cate Blanchett é muito boa e a interpretação do actor jovem é bastante competente. Gostei também da maioria dos efeitos visuais e dos cenários da casa. O final é o ponto mais fraco do filme, com uma resolução apressada e pouco convincente. Acima de tudo, pareceu-me um filme old school, um daqueles filmes que eu teria adorado em criança e que o revisitaria todos os Halloween. Como acho que esse era o objectivo, para mim foi bem sucedido. Não me pareceu demasiado assustador para crianças mas a verdade é que eu até em pequena gostava de histórias mais tensas por isso, se calhar, não sou a melhor pessoa para julgar esse ponto. De qualquer modo, recomendo este filme para ver em família. 🌟🌟🌟1/2




A inacreditável, mas real, história de quatro jovens que confundiram as suas vidas com um filme e fizeram uma das tentativas de assalto mais audaciosas da história dos EUA.


American Animals - O Assalto é um filme inspirado em factos verídicos que apresenta a sua história de uma forma bastante original. O filme vai entrelançando o desenrolar dos eventos, com os envolvidos a serem interpretados por actores, com os comentários/explicacões das pessoas reais que assaltaram a biblioteca, como se de um documentário se tratasse. Para além do formato diferente, o assalto em si - roubar livro de desenhos de um artisto famoso - e as motivações de cada um dos jovens intervenientes são também em si estranhas e invulgares. O filme vale a pena também pelas interpretações dos vàrios actores, especialmente a do Evan Peters, e pelo seu ritmo e edição. Recomendo para quem gosta de filmes indies mais ousados e diferentes. 🌟🌟🌟🌟




Uma mulher questiona as suas escolhas de vida enquanto viaja com o marido para Estocolmo onde ele irá  receber o Prémio Nobel de Literatura.


A mulher é um filme dramático baseado no livro com o mesmo nome de Meg Wolitzer, que na altura do seu lançamento foi muito elogiado. No entanto, este filme chamou-me a atencão porque se tem falado muito da interpretacão da Glenn Close e de como ela será provavelmente nomeada para um Óscar pelo seu papel. Se vai ser nomeada não sei (devia!), mas a verdade é que gostei muito dela neste papel e do filme em si também. A mulher é um daqueles filmes ''pequenos'', mais intímos e calmos em que aparentemente não se passa nada mas que nos conquista pelo poder das suas interpretações, pela subtileza da realização e argumento genuíno. Foi um filme com o qual me conectei apesar de reconhecer que tem algumas falhas e que não irá agradar a toda a gente. É, sem dúvida, um filme feminista mas não me soou forçado, e portanto recomendo não só a quem tem interesse na temática. Vejam nem que seja pelas interpretações do duo principal! 🌟🌟🌟🌟



E vocês? 
Já viram algum destes filmes?

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Three identical strangers (2018)

sábado, 10 de novembro de 2018

Hoje venho falar-vos de um documentário que vi recentemente e que tem andado um pouco nas bocas do mundo. Chama-se Three identical strangers e é um dos possíveis candidatos às nomeações para o Óscar de Melhor Documentário.

Three identical strangers, que foi lançado este ano no USA e que ainda não estreou cá em Portugal, tem como pano de fundo a Nova Iorque dos anos 80 e foca-se na vida de trigémeos que são separados à nascença e adoptados por famílias diferentes, sem saberem da existência uns dos outros. Quando têm 19 anos acabam por se encontrar de forma inesperada, o que os lança para uma fama internacional mas também os leva a descobrir um segredo perturbador.
Apesar de já ter ouvido algumas pessoas a tecer elogios a este documentário, confesso que pouco sabia sobre ele e, como tal, fui agradavelmente surpreendida. É isso que também recomendo aos outros...vejam o filme sem saberem muito sobre ele pois vão apreciar melhor algumas das revelações.


De qualquer modo, vale a pena dizer que este é um documentário que me agradou não só pelas temáticas abordadas mas também pela forma como a história foi contada. É um documentário curto e fluido que mistura recriações, declarações filmadas dos intervenientes e imagens de arquivo, tudo montado de forma a facilitar a nossa conexão à história/gémeos e a manter-nos interessados nas revelações que vão surgindo pouco a pouco. Começa por nos mostrar o lado mais feliz e positivo da narrativa, e à medida que avança, vai-se focando mais nos aspectos misteriosos e emotivos.


Várias temáticas são abordadas, tais como o eterno dilema "genética vs educação", mas não vou referi-las porque, tal como já disse, acho que é uma experiência mais prazeirosa ver o documentário sem ter muita informação. Contudo, e apesar de ter gostado das questões levantadas, confesso que algumas das conclusões finais não me convenceram totalmente pois achei-as um pouco precipitadas e pouco sustentadas. Mesmo assim, o documentário conseguiu sempre cativar-me e manter-me interessada e, portanto, vale a pena recomendá-lo. 🌟🌟🌟🌟



E vocês? Já viram este documentário?
Que documentários recentes me recomendam?


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Clássicos terror '18 | o que vi e top 3

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Algo que adoro fazer é compilar listas de filmes a ver e criar desafios de cinema. Como tal, aproveitei o mês de Outubro e desafiei-me a mim mesma a ver 5 filmes clássicos de terror. Publiquei a lista numa fotografia no instagram (@orefugiodesofia) no início de Outubro e dediquei então o mês ao cinema clássico de terror. O desafio foi um sucesso e hoje venho falar-vos do que vi e quais foram os meus filmes preferidos.
Inicialmente, tinha estipulado a meta de 5 filmes mas acabei por ultrapassá-la e vi 7 filmes.


Não vou falar de todos eles mas, posso dizer, que o único que não me convenceu muito foi o The Legend of Hell House. Não gostei muito do enredo, ritmo e realização. Já o House on Haunted Hill, apesar de não ser um óptimo filme, conseguiu divertir-me o tempo todo e adorei a atmosfera. Claro que o Vincent Price ajuda sempre! Black Sunday, La Maschera del demonio no título original, é um filme italiano do realizador Mario Bava, que foi quem deu início ao género giallo. Este foi o 3º filme que vi do género e este foi até agora o meu preferido. Adorei o tom gótico e a estética do filme. O clássico mais aclamado de terror que vi em Outubro foi o Night of the living dead que, apesar de o tempo não ter sido generoso com ele, foi sem dúvida um marco importante no cinema e gostei de o ver (especialmente o final!). Consigo compreender claramente a influência e o impacto deste filme no género de terror, especialmente nos filmes de zombies.
De seguida, falo um pouco dos meus 3 preferidos da lista, de forma aleatória.

- TOP 3 -

A escada de caracol conta a história de Helen, uma jovem muda, que trabalha como criada numa mansão senhorial, numa região onde têm ocorrido estranhos crimes que vitimam raparigas deficientes.
Confesso que não sabia nada acerca deste filme antes de o ver e fiquei agradavelmente surpresa. Em primeiro lugar pela nossa protagonista ser muda que é algo não muito comum, especialmente na época em que o filme saiu. Dorothy McGuire é bastante convincente no papel e consegue ser expressiva mesmo sem palavras. Apesar de o mistério ser previsível, acho que o filme não perde muito com isso, pois compensa com a atmosfera gótica, a angústia acentuada devido à limitação da protagonista e fotografia a preto e branco. Adorei o estilo expressionista com os seus jogos de sombras.


A Vítima do Medo foca-se na história de um jovem cineasta amador cuja obsessão pela morte o transforma num assassino para filmar in extremis as reacções das vítimas. Na altura do seu lançamento, Peeping Tom foi controverso e não foi bem recebido pela crítica mas, hoje em dia, é um clássico aclamado.
Este era um filme que eu estava à espera de gostar por causa do realizador. Já tinha visto 3 filmes do realizador Michael Powell - The Life and Death of Colonel Blimp, The Red shoes e Black Narcissus - e adoro o seu estilo. No entanto, os 3 filmes que mencionei foram filmados em conjunto com Emeric Pressburger e este não. Felizmente, também gostei muito deste filme. É um thriller psicológico que segue o ponto de vista do assassino e, que de certo modo, o humaniza ao nos dar a conhecer a sua história. É um filme provocador, com boas interpretações do duo principal e com uma banda sonora de jazz que realça ainda mais a tensão. Contudo, para mim, os seus grandes trunfos são a realização voyeurística, a edição e fotografia vibrante.


Os Diabos é um filme que decorre na França em 1631, durante o confronto entre o regime católico e os protestantes. Uma madre-superiora começa a atribuir as suas fantasias sexuais, com o mais proeminente sacerdote da vila, a possessão demoníaca. Adversários políticos do sacerdote, Grandier, decidem aproveitar a oportunidade para tirá-lo do poder para sempre.
Este é um filme muito muito arrojado e louco! Mesmo! O filme é de tal maneira ousado e gráfico (violência e nudez) que foi banido em certos países e ainda, hoje em dia, não recebeu aprovação para ser lançado na versão do realizador (director's cut). Apesar das suas cenas chocantes, em certos momentos talvez um pouco desnecessárias, este é sobretudo um filme político que critica o abuso de poder, a perigosa ligação entre Estado e religião, fundamentalismo religioso e a hipocrisia da Igreja nos tempos da Inquisição. Visualmente, o filme é maravilhoso graças à fotografia, realização provocadora e cenários com cores intensas. É também elevado pelas fantásticas interpretações da Vanessa Redgrave e do Oliver Reed (que presença magnética!). Não é de certeza para todos, e não sei se o voltarei a ver, mas foi sem dúvida uma experiência interessante.



E vocês? Já viram algum destes filmes?


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Vivien Leigh | recomendação de 3 filmes

segunda-feira, 5 de novembro de 2018


Se fosse viva, Vivien Leigh faria hoje 105 anos de idade. Apesar da sua curta carreira, alguns dos seus papéis foram, sem dúvida, dos mais marcantes da época. Tal como fiz para a Rita Hayworth, hoje venho falar-vos um pouquinho da vida de Vivien Leigh e recomendar 3 dos meus filmes preferidos dela.

Vivien Leigh nasceu Vivian Mary Hartley em Darjeeling, Índia, no dia 5 de novembro de 1913. A actriz britânica voltou com a família para Inglaterra aos 6 anos de idade e foi internada no Convento do Sagrado Coração, onde teve aulas de ballet. Aos 18 anos de idade e após alguns anos a viajar com os pais pela Europa, matriculou-se na Royal Academy of Dramatic Art, onde estudou teatro. Naquela mesma época, ela casou-se com um advogado chamado Leigh Holman, de quem emprestou o nome para se tornar Vivien Leigh.
A jovem conciliou os seus primeiros anos de carreira com o casamento e uma filha recém-nascida. Em 1935, após alguns papéis modestos no cinema, ela começou a ter sucesso no teatro, com a peça The Mask of Virtue. Entre um espetáculo e outro, Vivien conheceu o aclamado actor Laurence Olivier. Os dois acabaram por se divorciar dos seus respectivos parceiros e iniciaram um casamento que também renderia frutos no cinema.


Após alguns filmes britânicos, ela acabou por se estrear em Hollywood com o papel que definiria a sua carreira e que lhe valeu o seu primeiro Óscar de Melhor Actriz - Scarlett O' Hara em E tudo o vento levou. Durante a década de 40, a actriz protagonizou poucos filmes, um dos quais com Laurence Olivier, e foi-lhe diagnosticada tuberculose que a obrigou a parar de trabalhar durante 8 meses.
Em 1951 protagonizou outro papel importante da sua carreira que lhe valeu outro Óscar - o de Blanche DuBois em Um eléctrico chamado desejo - mas, a partir daí, a sua saúde e carreira começaram a deteriorar. Para além da tuberculose crónica, ela sofreu também dois abortos e foi-lhe diagnostica doença bipolar. Em 1960, ela e Laurence Olivier divorciaram-se, após 20 anos de casamento. No dia 8 de Julho de 1967, aos 53 anos de idade e após ter entrado em 20 filmes, Vivien Leigh morreu devido a uma crise de tuberculose.



- RECOMENDAÇÕES -

E tudo o vento levou é, sem dúvida, o filme mais importante e conhecido da actriz, e foi também o primeiro que eu vi dela. É um dos meus filmes preferidos de sempre! Este conta a história da impetuosa e mimada Scarlett O' Hara que tem sempre tudo o que quer excepto o amor do único homem que lhe interessa. No entanto, a sua vida muda quando a Guerra Civil americana explode e ela tem de lutar pela sua sobrevivência e a da sua família.
Não há muito que se possa dizer sobre este papel que não tenha sido dito já. Se ainda não viram o filme, não se deixem intimidar pela duração e vejam-no nem que seja pela fantástica interpretação da actriz.



A ponte de Waterloo é um filme menos conhecido da actriz mas que mostra bem o seu talento. Decorre durante a I Guerra Mundial e conta a história do oficial Roy e da bailarina Myra que se conhecem na ponte de Waterloo durante um ataque aéreo e que rapidamente se apaixonam. Infelizmente, a sua história de amor segue um rumo não esperado.
Este é um melodrama ternurento e, ao mesmo tempo, muito triste e sensível onde Vivien Leigh brilha graças à sua capacidade de interpretação das várias mudanças pela qual a sua personagem passa. Há uma química grande entre os dois protagonistas e Vivien consegue convencer com facilidade quando é simpatética, melancólica ou vulnerável.



Um eléctrico chamado desejo foi provavelmente o filme mais desafiante da carreira da actriz. Neste, ela interpreta Blanche, uma professora de Inglês envelhecida que vai visitar a sua irmã grávida em New Orleans em busca de um lugar para morar. A sua chegada vai afetar fortemente a vida da irmã, a do cunhado e a sua também. É um filme adaptado duma peça de Tennessee Williams e que conta também com a forte interpretação de Marlon Brando.
Sem dúvida, que Vivien Leigh consegue transmitir bem a complexidade desta personagem e retratar bem a fragilidade desta mulher que, ao longo do filme, entra numa espiral de desespero e desintegração mental. Recomendo muito!




E vocês? Já viram algum destes filmes?
Qual o vosso filme preferido da actriz?


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Outubro '18

sábado, 3 de novembro de 2018


Outubro passou a voar! Entre festivais de cinema, leituras e novos desafios, quando dei conta já estava no dia de Halloween. E agora com o novo mês chegou a altura de relembrar os meus momentos, objectos e experiências preferidas de Outubro.


Este foi um óptimo mês em termos de filmes! Fui algumas vezes ao cinema, duas graças ao Festival de Cinema com os seus bilhetes a 2,5 euros, mas Outubro ficou sobretudo marcado pela 19ª Festa do Cinema Francês. Vi 3 filmes do Festival mas o meu destaque vai para os 2 filmes do realizador Henri-Georges Clouzot que vi: Les Diaboliques (que já conhecia) e o Le salaire de la peur (muito muito bom). Foi também um bom mês em termos de séries...iniciei algumas novas e continuei a seguir algumas antigas. A minha série preferida do mês acabou por ser aquela de quem toda a gente fala - The Haunting of Hill House. Acredito que muitas vezes o hype é enganador mas não é o caso desta série...recomendo mesmo! 

Não foi um mês muito rico em leituras, como já é habitual nos últimos anos. Estou a ler um livro de não ficção - SPQR de Mary Beard - que quero ir lendo devagarinho e que, como tal, ainda não terminei. Por isso, basicamente o meu mês foi dedicado apenas ao Vanity Fair de William Makepeace Thackeray. Foi uma excelente surpresa e, assim que vir a série, faço uma opinião combinada dos dois.
Como mostrei no instagram, criei um desafio literário pessoal no final do mês: o de ler 10 contos de terror até ao dia do Halloween. O desafio foi um sucesso e estou a planear ir fazendo mini-desafios deste género nos próximos meses! Dos 10 contos lidos, os meus preferidos foram: The mysterious mansion de Honoré de Balzac, The signalman de Charles Dickens, The new catacomb de Conan Doyle, Young Goodman Brown de Nathaniel Hawthorne e The masque of red death de Edgar Allan Poe. 


Confesso que não sou, de todo, uma viciada e perita em música! Gosto muito mais de músicas antigas e nunca ando a par do que vai saindo nos dias de hoje. No entanto, gosto muito de bandas sonoras de filmes e, normalmente, são estas as músicas que oiço on loop. Como tal, decidi que vou partilhar, sempre aqui nos meus #favoritos, as músicas de bandas sonoras dos filmes que vi nesse mês e que me marcaram. Aqui ficam as preferidas de Outubro que pertencem às bandas sonoras de A star is born (claro!), Bad times at El royale, American AnimalsThe house with a clock in its walls e Cold war-guerra fria.




Quero partilhar também alguns dos meus vídeos preferidos do mundo do Youtube ou artigos que achei interessantes. Desta vez, dois vídeos que adorei ver foram 2 vídeos criados no âmbito do #victober. Um é da Katie do Books and Things e foca-se na questão se devemos avaliar os clássicos pelos padrões morais de hoje. O outro é da Andreea do Infinite text que fala da relação dos victorianos com a morte.




E vocês?
Quais os vossos favoritos do mês?


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