Vivien Leigh | recomendação de 3 filmes

segunda-feira, 5 de novembro de 2018


Se fosse viva, Vivien Leigh faria hoje 105 anos de idade. Apesar da sua curta carreira, alguns dos seus papéis foram, sem dúvida, dos mais marcantes da época. Tal como fiz para a Rita Hayworth, hoje venho falar-vos um pouquinho da vida de Vivien Leigh e recomendar 3 dos meus filmes preferidos dela.

Vivien Leigh nasceu Vivian Mary Hartley em Darjeeling, Índia, no dia 5 de novembro de 1913. A actriz britânica voltou com a família para Inglaterra aos 6 anos de idade e foi internada no Convento do Sagrado Coração, onde teve aulas de ballet. Aos 18 anos de idade e após alguns anos a viajar com os pais pela Europa, matriculou-se na Royal Academy of Dramatic Art, onde estudou teatro. Naquela mesma época, ela casou-se com um advogado chamado Leigh Holman, de quem emprestou o nome para se tornar Vivien Leigh.
A jovem conciliou os seus primeiros anos de carreira com o casamento e uma filha recém-nascida. Em 1935, após alguns papéis modestos no cinema, ela começou a ter sucesso no teatro, com a peça The Mask of Virtue. Entre um espetáculo e outro, Vivien conheceu o aclamado actor Laurence Olivier. Os dois acabaram por se divorciar dos seus respectivos parceiros e iniciaram um casamento que também renderia frutos no cinema.


Após alguns filmes britânicos, ela acabou por se estrear em Hollywood com o papel que definiria a sua carreira e que lhe valeu o seu primeiro Óscar de Melhor Actriz - Scarlett O' Hara em E tudo o vento levou. Durante a década de 40, a actriz protagonizou poucos filmes, um dos quais com Laurence Olivier, e foi-lhe diagnosticada tuberculose que a obrigou a parar de trabalhar durante 8 meses.
Em 1951 protagonizou outro papel importante da sua carreira que lhe valeu outro Óscar - o de Blanche DuBois em Um eléctrico chamado desejo - mas, a partir daí, a sua saúde e carreira começaram a deteriorar. Para além da tuberculose crónica, ela sofreu também dois abortos e foi-lhe diagnostica doença bipolar. Em 1960, ela e Laurence Olivier divorciaram-se, após 20 anos de casamento. No dia 8 de Julho de 1967, aos 53 anos de idade e após ter entrado em 20 filmes, Vivien Leigh morreu devido a uma crise de tuberculose.



- RECOMENDAÇÕES -

E tudo o vento levou é, sem dúvida, o filme mais importante e conhecido da actriz, e foi também o primeiro que eu vi dela. É um dos meus filmes preferidos de sempre! Este conta a história da impetuosa e mimada Scarlett O' Hara que tem sempre tudo o que quer excepto o amor do único homem que lhe interessa. No entanto, a sua vida muda quando a Guerra Civil americana explode e ela tem de lutar pela sua sobrevivência e a da sua família.
Não há muito que se possa dizer sobre este papel que não tenha sido dito já. Se ainda não viram o filme, não se deixem intimidar pela duração e vejam-no nem que seja pela fantástica interpretação da actriz.



A ponte de Waterloo é um filme menos conhecido da actriz mas que mostra bem o seu talento. Decorre durante a I Guerra Mundial e conta a história do oficial Roy e da bailarina Myra que se conhecem na ponte de Waterloo durante um ataque aéreo e que rapidamente se apaixonam. Infelizmente, a sua história de amor segue um rumo não esperado.
Este é um melodrama ternurento e, ao mesmo tempo, muito triste e sensível onde Vivien Leigh brilha graças à sua capacidade de interpretação das várias mudanças pela qual a sua personagem passa. Há uma química grande entre os dois protagonistas e Vivien consegue convencer com facilidade quando é simpatética, melancólica ou vulnerável.



Um eléctrico chamado desejo foi provavelmente o filme mais desafiante da carreira da actriz. Neste, ela interpreta Blanche, uma professora de Inglês envelhecida que vai visitar a sua irmã grávida em New Orleans em busca de um lugar para morar. A sua chegada vai afetar fortemente a vida da irmã, a do cunhado e a sua também. É um filme adaptado duma peça de Tennessee Williams e que conta também com a forte interpretação de Marlon Brando.
Sem dúvida, que Vivien Leigh consegue transmitir bem a complexidade desta personagem e retratar bem a fragilidade desta mulher que, ao longo do filme, entra numa espiral de desespero e desintegração mental. Recomendo muito!




E vocês? Já viram algum destes filmes?
Qual o vosso filme preferido da actriz?