Algo que adoro fazer é compilar listas de filmes a ver e criar desafios de cinema. Como tal, aproveitei o mês de Outubro e desafiei-me a mim mesma a ver 5 filmes clássicos de terror. Publiquei a lista numa fotografia no instagram (@orefugiodesofia) no início de Outubro e dediquei então o mês ao cinema clássico de terror. O desafio foi um sucesso e hoje venho falar-vos do que vi e quais foram os meus filmes preferidos.
Inicialmente, tinha estipulado a meta de 5 filmes mas acabei por ultrapassá-la e vi 7 filmes.
Não vou falar de todos eles mas, posso dizer, que o único que não me convenceu muito foi o The Legend of Hell House. Não gostei muito do enredo, ritmo e realização. Já o House on Haunted Hill, apesar de não ser um óptimo filme, conseguiu divertir-me o tempo todo e adorei a atmosfera. Claro que o Vincent Price ajuda sempre! Black Sunday, La Maschera del demonio no título original, é um filme italiano do realizador Mario Bava, que foi quem deu início ao género giallo. Este foi o 3º filme que vi do género e este foi até agora o meu preferido. Adorei o tom gótico e a estética do filme. O clássico mais aclamado de terror que vi em Outubro foi o Night of the living dead que, apesar de o tempo não ter sido generoso com ele, foi sem dúvida um marco importante no cinema e gostei de o ver (especialmente o final!). Consigo compreender claramente a influência e o impacto deste filme no género de terror, especialmente nos filmes de zombies.
De seguida, falo um pouco dos meus 3 preferidos da lista, de forma aleatória.
Não vou falar de todos eles mas, posso dizer, que o único que não me convenceu muito foi o The Legend of Hell House. Não gostei muito do enredo, ritmo e realização. Já o House on Haunted Hill, apesar de não ser um óptimo filme, conseguiu divertir-me o tempo todo e adorei a atmosfera. Claro que o Vincent Price ajuda sempre! Black Sunday, La Maschera del demonio no título original, é um filme italiano do realizador Mario Bava, que foi quem deu início ao género giallo. Este foi o 3º filme que vi do género e este foi até agora o meu preferido. Adorei o tom gótico e a estética do filme. O clássico mais aclamado de terror que vi em Outubro foi o Night of the living dead que, apesar de o tempo não ter sido generoso com ele, foi sem dúvida um marco importante no cinema e gostei de o ver (especialmente o final!). Consigo compreender claramente a influência e o impacto deste filme no género de terror, especialmente nos filmes de zombies.
De seguida, falo um pouco dos meus 3 preferidos da lista, de forma aleatória.
- TOP 3 -
A escada de caracol conta a história de Helen, uma jovem muda, que trabalha como criada numa mansão senhorial, numa região onde têm ocorrido estranhos crimes que vitimam raparigas deficientes.
Confesso que não sabia nada acerca deste filme antes de o ver e fiquei agradavelmente surpresa. Em primeiro lugar pela nossa protagonista ser muda que é algo não muito comum, especialmente na época em que o filme saiu. Dorothy McGuire é bastante convincente no papel e consegue ser expressiva mesmo sem palavras. Apesar de o mistério ser previsível, acho que o filme não perde muito com isso, pois compensa com a atmosfera gótica, a angústia acentuada devido à limitação da protagonista e fotografia a preto e branco. Adorei o estilo expressionista com os seus jogos de sombras.
A Vítima do Medo foca-se na história de um jovem cineasta amador cuja obsessão pela morte o transforma num assassino para filmar in extremis as reacções das vítimas. Na altura do seu lançamento, Peeping Tom foi controverso e não foi bem recebido pela crítica mas, hoje em dia, é um clássico aclamado.
Este era um filme que eu estava à espera de gostar por causa do realizador. Já tinha visto 3 filmes do realizador Michael Powell - The Life and Death of Colonel Blimp, The Red shoes e Black Narcissus - e adoro o seu estilo. No entanto, os 3 filmes que mencionei foram filmados em conjunto com Emeric Pressburger e este não. Felizmente, também gostei muito deste filme. É um thriller psicológico que segue o ponto de vista do assassino e, que de certo modo, o humaniza ao nos dar a conhecer a sua história. É um filme provocador, com boas interpretações do duo principal e com uma banda sonora de jazz que realça ainda mais a tensão. Contudo, para mim, os seus grandes trunfos são a realização voyeurística, a edição e fotografia vibrante.
Os Diabos é um filme que decorre na França em 1631, durante o confronto entre o regime católico e os protestantes. Uma madre-superiora começa a atribuir as suas fantasias sexuais, com o mais proeminente sacerdote da vila, a possessão demoníaca. Adversários políticos do sacerdote, Grandier, decidem aproveitar a oportunidade para tirá-lo do poder para sempre.
Este é um filme muito muito arrojado e louco! Mesmo! O filme é de tal maneira ousado e gráfico (violência e nudez) que foi banido em certos países e ainda, hoje em dia, não recebeu aprovação para ser lançado na versão do realizador (director's cut). Apesar das suas cenas chocantes, em certos momentos talvez um pouco desnecessárias, este é sobretudo um filme político que critica o abuso de poder, a perigosa ligação entre Estado e religião, fundamentalismo religioso e a hipocrisia da Igreja nos tempos da Inquisição. Visualmente, o filme é maravilhoso graças à fotografia, realização provocadora e cenários com cores intensas. É também elevado pelas fantásticas interpretações da Vanessa Redgrave e do Oliver Reed (que presença magnética!). Não é de certeza para todos, e não sei se o voltarei a ver, mas foi sem dúvida uma experiência interessante.
E vocês? Já viram algum destes filmes?




