O que andei a ver neste Verão

terça-feira, 3 de setembro de 2019

Na publicação de hoje venho partilhar com vocês as minhas impressões sobre algumas das séries que vi nestes últimos meses de Verão. A maior parte delas são até recentes, algumas estrearam este ano e outras no ano passado. Curiosamente, vi muitas comédias, um género que não costumo assistir frequentemente.


Então, nestes últimos dois meses vi as seguintes séries: a minissérie "A very english scandal", a minissérie "Good Omens", a 3ª temporada de "Attack on titan" (2ª parte), a 3ª temporada de "Stranger things", a minissérie "Summer of rockets", a 1ª temporada de "Barry" e a mais recente temporada de "Mindhunter".
Não irei falar de algumas destas séries porque não teria muito a dizer. Gostei da mais recente temporada de Stranger things (foi melhor que a segunda) mas nunca é uma série que me arrebate. Também gostei desta segunda parte da temporada de Attack on titan...muitas revelações e um significativo desenrolar da história. Adorei esta temporada de Mindhunter e terá direito a um post só sobre ela.


A very english scandal é uma minissérie britânica de 3 episódios que estreou no final de 2018 e que chamou muito a atenção na altura dos prémios. É baseada em factos reais e conta a história da relação entre Jeremy Thorpe (Hugh Grant), que viria a ser líder do partido liberal britânico e chefe de família, e Norman Scott (Ben Whishaw). Tem início no começo da década de 1960, numa altura em que a homossexualidade era crime, e culmina com Norman Scott a acusar Thorpe de ter encomendado o seu assassinato.
Eu confesso que não conhecia a história mas, ao que parece, foi um evento muito marcante no Reino Unido. Quanto à série, esta é dramática e cómica, bem com aquele toque de humor britânico irónico e absurdo ao mesmo tempo. Nunca pensei dizer isto, mas fiquei muito impressionada com a interpretação do Hugh Grant, mesmo muito boa. Aqui afasta-se das suas personagens tipicamente boazinhas e interpreta um homem cínico, carismático e manipulador. Ben Whishaw está também muito bem enquanto o instável e excêntrico Norman Scott.
É uma história que procura humanizar esta história sensacionalista e que não deixa de criticar a hipocrisia e corrupção da classe política e da sociedade no geral. Retrata bem os vários aspectos deste escândalo político e brilha, sobretudo, devido às várias personagens envolvidas. Recomendo! 🌟🌟🌟🌟


Barry é uma série que é, até ao momento, composta por duas temporadas de 8 episódios cada. Eu ainda só vi a primeira temporada mas esta conquistou-me e, em breve, conto começar a segunda. Esta série foca-se em Barry, um assassino a soldo (Bill Hader), à medida que ele procura abandonar a sua carreira de crime, que ele odeia mas na qual é muito bom, e seguir uma carreira de actor, para a qual ele tem pouco jeito mas que o faz sentir feliz.
É uma sátira muito inteligente e divertida, uma verdadeira comédia negra que tão depressa nos faz rir como chorar. O elenco de personagens é hilariante e o argumento está muito bem construído.
Sempre achei que Bill Hader tinha muito talento mas nunca tinha visto nenhum filme ou série que lhe fizesse jus. Se calhar, ele pensou o mesmo e foi por isso que decidiu criar esta série, em parceria com Alec Berg, e protagonizá-la. Foi uma excelente aposta que lhe valeu já várias nomeações e prémios dos Emmy e Globos de Ouro.
Recomendo muitíssimo...se gostam de comédias negras com profundidade não deixem de ver esta! 🌟🌟🌟🌟🌟


Good Omens é uma minissérie britânica de 6 episódios, adaptada do livro com o mesmo nome de Neil Gaiman e Terry Pratchet, que estreou no final de Maio. Confesso que não sou fã de Neil Gaiman e, portanto, estava quase para não ver esta série. O que acabou por me convencer foi a escolha de David Tennant e Michael Sheen para interpretarem o duo principal. Esta foca-se no demónio Crowley e anjo Aziraphale que decidem trabalhar juntos para tentar encontrar o anticristo e evitarem que o Apocalipse chegue.
De uma forma geral, gostei bastante da série. Não sei se é muito fiel ao livro pois nunca o li, mas acho que capta bem o espírito e estilo de ambos os escritores. É uma comédia bizarra repleta de personagens e situações excêntricas. Ambos os actores principais captam na perfeição "o seu lado da moeda" sem nunca soarem forçados, ridículos ou aborrecidos. Óptimas interpretações e caracterizações! De louvar também Jon Hamm enquanto o Arcanjo Gabriel.
No entanto, quando o duo principal não está em cena, a história não é tão interessante ou envolvente. A química entre os dois é fantástica e a série brilha mais quando se foca nesta reinterpretação/parodização do Céu (anjos) vs Inferno (demónios). Para mim, alguns enredos secundários não funcionaram bem e quebravam muitas vezes o ritmo. Gostava que a série se tivesse focado apenas neles os dois!
De qualquer modo, esta é uma série ousada e original, que eu recomendo para quem gosta do estilo dos escritores. Mesmo que não queiram ver a série, espreitem os créditos iniciais que são fantásticos! 🌟🌟🌟1/2



Summer of rockets é uma minissérie da BBC composta por 6 episódios que estreou no final de Maio. Decorre em Inglaterra, durante o período da Guerra Fria, numa época em que se vivia a ameaça da espionagem internacional e da destruição nuclear. No centro da trama está um inventor russo de origem judaica (Toby Stephens) que é abordado pelo MI5 para mostrar o seu trabalho. Contudo, não é nas suas invenções que estão interessados, mas sim em fazer com que ele obtenha informações sobre um casal amigo. Eu decidi ver esta série porque tinha Toby Stephens, um actor que adoro, como um dos protagonistas e, apesar da sua boa interpretação e de ser um period drama britânico que se foca numa era que eu considero muito interessante, a série acabou por não me arrebatar.
Comecemos pelos pontos positivos...os cenários, design de produção e guarda-roupa são fantásticos e captam bem a época. De uma forma geral, as interpretações são boas com destaque para Toby Stephens e Keeley Hawes. A narrativa principal de espionagem é interessante e, em alguns momentos, intrigante e tensa.
No entanto, é um enredo que saltita muito e que parece que não vai a lado nenhum durante muito tempo. Às vezes, as histórias das outras personagens parecem um pouco aleatórias e com pouca relevância para a narrativa (principalmente os que envolvem a filha e a personagem da Keeley Hawes). Em alguns momentos, acabei mesmo por me sentir entediada ou desinteressada.
É um period drama que entretém mas que não cativa. Gostava que não soasse tão superficial e disperso, e que se tivesse focado mais na perspectiva política e social da época. Recomendo apenas para quem gosta do género. 🌟🌟1/2



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