Hoje trago mais umas opiniões dos filmes que tenho visto para o meu projecto #moviebucketlist2019. Assim, hoje venho falar dos filmes que vi em Abril, Maio e Junho para este desafio: The right stuff (1983), American History X (1998) e Jaws (1975).
realizado por PHILIP KAUFMAN protagonizado por SAM SHEPARD, ED HARRIS, SCOTT GLENN, DENNIS QUAID
O filme abrange o período de 1947 à 1963, e começa contando a história dos primeiros pilotos a tentarem quebrar a barreira do som. Após conseguirem o feito, os EUA descobrem que a URSS conseguiu colocar em órbita o primeiro foguete espacial. O governo dos EUA inicia então uma verdadeira maratona, testando pilotos de teste para serem os primeiros astronautas americanos, da missão Mercury. O principal piloto americano do período, Chuck Yeager (Sam Shepard) não é classificado por não ter curso superior, mas isso não o impede de continuar quebrando recordes, mesmo quando estes parecem já não ter importância. Os astronautas seleccionados são Scott Carpenter (Charles Frank), Gordon Cooper (Dennis Quaid), John Glenn (Ed Harris), Gus Grissom (Fred Ward), Wally Schirra (Lance Henrikssen), Alan Shepard (Scott Glenn), e Deke Slayton (Scott Paulin).
Os Eleitos é um filme sobre a conquista espacial americana, baseado no livro com o mesmo nome de Tom Wolfe. Enquanto que o livro se foca muito mais na jornada do piloto Chuck Yager, aqui preferiram focar-se nos astronautas da Mercury.
É um filme épico com cerca de 3 horas, que capta bem a tensão e grandiosidade da corrida espacial. Mostra, de forma realista e intimista, não só os sucessos mas também os erros e problemas associados a esta grande aventura e, como na maior parte das vezes, os soviéticos eram os pioneiros e não os americanos. Tem recriações espectaculares de eventos espaciais importantes (a quebra da barreira do som, o voo orbital de John Glenn, etc..) e uma fantástica fotografia e banda sonora.
É um filme que se destaca sobretudo pelo seu talentoso elenco, repleto de actores e interpretações que conferem autenticidade e humanidade a estes astronautas que eram, na altura, verdadeiras celebridades.
Não consegui adorar totalmente o filme por causa da sua duração e do seu ritmo, por vezes, cansativo. Senti também que, algumas vezes, ficavam ideias e acontecimentos por desenvolver/explorar e que eu só percebia melhor a conexão quando o meu companheiro (que estava a rever o filme comigo e que leu o livro) me explicava. Também nem sempre gostei do modo como eles alternaram entre as duas histórias paralelas.
Apesar de tudo, foi um filme que eu gostei bastante de ver. Retrata bem a época e o programa espacial americano, e é também uma celebração das pessoas que desafiaram os seus limites e que buscaram ir mais além. 🌟🌟🌟1/2
realizado por TONY KAYE protagonizado por EDWARD NORTON, EDWARD FURLONG, AVERY BROOKS
Derek Vinyard (Edward Norton) é o irmão mais velho, que finalmente regressa a casa após três anos preso. Todos o aguardam ansiosamente: a sua mãe (Beverly D’Angelo), a sua namorada (Fairuza Balk) e, mais do que ninguém, Danny (Edward Furlong), o seu irmão mais novo, que sempre o considerou um herói. Nesse mesmo dia, Danny entrega na escola um trabalho sobre "Mein Kampf" de Hitler. O director da escola (Avery Brooks) fica indignado e recusa-se a aceitá-lo. Em contrapartida, pede-lhe que conte a história de Derek – que, após a morte do pai por um grupo de negros, decidira fazer justiça pelas próprias mãos, organizando um grupo de extrema-direita.
América Proibida é um filme duro que retrata de forma crua, gráfica e realista a disseminação de ideias e movimentos de índole nazi na América contemporânea composta por uma sociedade multiracial mas ainda com um racismo profundamente enraizado.
É um tema delicado que é abordado de forma provocadora e honesta, com uma narrativa intensa e mordaz. O enredo do presente é intercalado com flashbacks a preto e branco do passado, que nos dão a conhecer o percurso de Derek até acabar na prisão. Nem sempre gosto deste estilo narrativo mas aqui as transições foram orgânicas e senti que estas funcionaram bem. De realçar, a cena de abertura, a preto e branco, que é bastante chocante e marcante.
Edward Norton está assombroso e compreende-se perfeitamente porque foi nomeado para o Óscar e porque este continua a ser um dos seus melhores papéis.
Para mim, o filme peca apenas pela conversão e transformação demasiado rápida e fácil do nosso personagem principal. A mensagem que pretende transmitir é boa mas talvez um pouco simples e ingénua demais.
De qualquer modo, é um filme que eu recomendo muito. É um filme extretamente relevante nos dias de hoje e, arrisco-me a dizer, que infelizmente cada vez mais. É, acima de tudo, um filme que demonstra que ódio gera cada vez mais ódio e que este infelizmente é ensinado e não nasce com as pessoas.
🌟🌟🌟🌟
realizado por STEVEN SPIELBERG protagonizado por ROB SCHEIDER, ROBERT SHAW, RICHARD DREYFUSS
A ilha de Amity é uma estância balnear procurada no Verão, pelas suas praias e ritmo calmo de vida. Pouco depois de Brody (Roy Scheider) tomar posse como chefe de polícia local, uma rapariga é morta por um tubarão, quando nadava à noite, e mais tarde uma criança sofre o mesmo destino. Apesar do conselho de Brody para fechar a praia as autoridades negam-e a fazê-lo, e em pleno 4 de Julho, um novo ataque à vista de todos lança o pânico. Conjuntamente com o caçador de troféus, Quint (Robert Shaw), e o oceanógrafo, Hooper (Richard Dreyfuss), Brody faz-se ao mar para dar caça a um enorme tubarão branco que assola as praias de Amity.
O Tubarão é um dos grandes clássicos do cinema americano e, FINALMENTE, lá o vi. Curiosamente, este foi um filme que eu nunca senti grande curiosidade em ver e que suspeitava que não iria gostar. Era um daqueles filmes que só queria ver pelo seu estatuto e, se não fosse este projecto, não o teria visto tão depressa. Felizmente, este acabou por se revelar uma agradável surpresa e foi um filme que eu gostei muito de ver.
Este foi o terceiro filme do realizador Steven Spielberg e aquele que o lançou para a fama, criando igualmente o conceito de "blockbuster de Verão".
O filme pode ser essencialmente dividido em duas partes e ambas funcionam bem apesar de eu ter gostado mais da segunda. A primeira parte funciona mais como um filme de suspense, repleto de tensão e inquietação, na qual temos a ameaça escondida do tubarão que pode atacar a qualquer momento e na qual poucas pessoas acreditam. Tem algumas cenas bastante emblemáticas e Rob Scheider convence totalmente enquanto o polícia local que tem de balançar os poderes políticos com a segurança das pessoas. É aqui que a banda sonora de John Williams brilha mais, com o famoso trecho a tocar sempre que o tubarão se avizinha.
A segunda parte é mais um filme de aventura em que o nosso trio de protagonistas procura caçar o tubarão, aventurando-se para tal em alto-mar. Gostei muito desta parte não tanto pela acção (que também é boa) mas sim pela excelente química entre as três personagens, que são todas elas também muito interessantes. O companheirimo que surge entre os três soa natural e é fácil torcermos pelo seu sucesso. É só nesta parte que vemos o tubarão pela primeira vez, numa cena que é actualmente já muito conhecida de todos mas que, mesmo assim, ainda manteve o seu poder quando a vi no filme.
Para finalizar quero destacar a edição, que valeu a Verna Fields o Óscar, e que eleva este filme acima de um mero filme de aventura. Este é um thriller que eu recomendo muito, especialmente para esta altura do ano. 🌟🌟🌟🌟1/2
E vocês?
Já viram estes filmes?








