Hoje trago a minha opinião de mais 3 filmes que estrearam nos cinemas em Portugal. Todos eles são filmes musicais, dois deles biografias e outro uma adaptação live-action. Aladdin e Rocketman estrearam em Maio e Variações chegou às salas de cinema em Agosto.
realizado por GUY RITCHIE protagonizado por MENA MASSOUD, NAOMI SCOTT, WILL SMITH
Aladdin, um plebeu que vive nas ruas, é a única pessoa que pode entrar na caverna das maravilhas e recuperar uma lâmpada mágica para o malvado grão-vizir Jafar. Só que o jovem vê-se preso na gruta com o seu companheiro de sempre, o macaquinho Abu, e acidentalmente descobre o génio residente na lâmpada que lhe concede três desejos. Aladdin faz amizade com o génio e usa os seus desejos para se tornar um príncipe e conquistar as afeições da Princesa Jasmine.
Não sou de todo fã desta nova moda da Disney de refilmar os seus grandes clássicos de animação e, como tal, Aladdin foi um filme que decidi não ir ver ao cinema. No entanto, quando começaram a sair críticas positivas, acabei por ficar curiosa e finalmente decidi vê-lo há uns dias atrás. Não posso dizer que me tenha agradado na totalidade, mas foi um filme mais sólido do que eu esperava.
Vamos começar pelos pontos positivos...adorei a abertura inicial com a famosa música das "Noites de Arábia" na qual temos um vislumbre de todas as personagens nos seus "habitats" naturais. Gostei da maioria das alterações à história, sobretudo aquelas que envolveram a personagem da Jasmine e aquelas que deram uma maior complexidade à relação amorosa e personalidades do nosso casal. A química entre os dois protagonistas é bastante boa, bem como a do Aladdin e do Génio. Apesar de não ser tão carismático quanto eu gostaria (aquele cabelo e chapéu não ajudaram!), Mena Massoud funciona enquanto Aladdin mas é realmente Naomi Scott que brilha enquanto Jasmine.
Will Smith em si convenceu-me enquanto Génio mas a qualidade dos efeitos visuais usados quando ele "está azul" é realmente fraca e impacta negativamente algumas cenas. Quanto ao Jafar estava à espera de bem pior depois de ter ouvido tantas críticas negativas. Pessoalmente, eu gostei dele no início enquanto vilão mais subtil e manipulador (que se move nas sombras). No entanto, ele não é nada convincente no final enquanto força ameaçadora. Nunca senti que ele era um vilão poderoso e perigoso e isso deve-se não só à interpretação do actor mas também a algumas escolhas creativas do filme. Para além do que já mencionei, gostei também bastante do vibrante guarda-roupa e dos vários momentos musicais.
Quantos aos pontos negativos, os efeitos especiais não são realmente os melhores e isso é sobretudo visível no Génio e cenas de perseguições. Também não adorei a caracterização de Agrabah...gostei do design e de ser tudo tão colorido mas a concretização e a escala não me convenceram totalmente...todos os cenários pareciam demasiado artificiais. Outros aspectos negativos foram o seu ritmo inconstante e humor que nem sempre funcionou.
De forma geral, é uma boa adaptação que entretém bastante apesar das suas falhas. 🌟🌟🌟
Vamos começar pelos pontos positivos...adorei a abertura inicial com a famosa música das "Noites de Arábia" na qual temos um vislumbre de todas as personagens nos seus "habitats" naturais. Gostei da maioria das alterações à história, sobretudo aquelas que envolveram a personagem da Jasmine e aquelas que deram uma maior complexidade à relação amorosa e personalidades do nosso casal. A química entre os dois protagonistas é bastante boa, bem como a do Aladdin e do Génio. Apesar de não ser tão carismático quanto eu gostaria (aquele cabelo e chapéu não ajudaram!), Mena Massoud funciona enquanto Aladdin mas é realmente Naomi Scott que brilha enquanto Jasmine.
Will Smith em si convenceu-me enquanto Génio mas a qualidade dos efeitos visuais usados quando ele "está azul" é realmente fraca e impacta negativamente algumas cenas. Quanto ao Jafar estava à espera de bem pior depois de ter ouvido tantas críticas negativas. Pessoalmente, eu gostei dele no início enquanto vilão mais subtil e manipulador (que se move nas sombras). No entanto, ele não é nada convincente no final enquanto força ameaçadora. Nunca senti que ele era um vilão poderoso e perigoso e isso deve-se não só à interpretação do actor mas também a algumas escolhas creativas do filme. Para além do que já mencionei, gostei também bastante do vibrante guarda-roupa e dos vários momentos musicais.
Quantos aos pontos negativos, os efeitos especiais não são realmente os melhores e isso é sobretudo visível no Génio e cenas de perseguições. Também não adorei a caracterização de Agrabah...gostei do design e de ser tudo tão colorido mas a concretização e a escala não me convenceram totalmente...todos os cenários pareciam demasiado artificiais. Outros aspectos negativos foram o seu ritmo inconstante e humor que nem sempre funcionou.
De forma geral, é uma boa adaptação que entretém bastante apesar das suas falhas. 🌟🌟🌟
realizado por DEXTER FLETCHER protagonizado por TARON EGERTON, JAMIE BELL, RICHARD MADDEN
Fantasia musical sobre a vida e a carreira da estrela pop Elton John, desde os anos como jovem prodígio na Real Academia de Música, à duradoura e influente parceria com Bernie Taupin.
Rocketman estreou no final de Maio em Portugal e foi um filme que eu tive de ver imediatamente no cinema. Cresci com as músicas do Elton John e sou uma fã do Taron Egerton, o que me deixou logo com expectativas altas para este filme. Felizmente, este não me desiludiu e tenho a certeza que estará no meu top de estreias preferidas de 2019.
Em primeiro lugar, aquilo que mais gostei no filme foi o facto de este ser um verdadeiro musical. Daqueles com momentos musicais espontâneos, repletos de coreografias elaboradas e com as músicas a serem utilizadas para ilustrar vários momentos da vida do artista. Os números são exuberantes e teatrais transmitindo bem o espírito e energia do músico. Gostei também de como a história vai entrelaçando a carreira pessoal do Elton John com a sua vida privada. Explora bem as raízes da sua música e parceria musical com o seu letrista e amigo Bernie Taupin, mas também nos dá a conhecer a sua relação com a sua família, orientação sexual, depressão e abuso de drogas.
Todo o elenco está fantástico mas Taron Egerton realmente brilha enquanto Elton, soando sempre muito autêntico. Outra estrela do filme é o realizador Dexter Fletcher cuja força creativa e confiança elevam o filme.
É um filme biográfico pouco convencional, muito divertido e emotivo ao mesmo tempo. Não é totalmente factual e cronologicamente correcto mas é, acima de tudo, um filme que reflecte bem a personalidade do Elton John. Exuberante e íntimo ao mesmo tempo...recomendo muitíssimo! 🌟🌟🌟🌟🌟
realizado por JOÃO MAIA protagonizado por SÉRGIO PRAIA, FILIPE DUARTE, VICTORIA GUERRA
A vida de António Ribeiro, barbeiro e figura da movida lisboeta no final dos anos 70, perseguindo o sonho de se tornar cantor e compositor, apesar de não saber uma nota de música. O filme conta o seu processo de transformação na personagem artística que foi António Variações, compositor, cantor excêntrico e popular, que viu a carreira fulgurante interrompida pela morte, em 1984.
Quem não adora a Canção do engate, Estou além e O corpo é que paga? Variações é realmente um ícone português e, como tal, também eu não fui capaz de resistir a ir ver este filme. Apesar de ter algumas falhas, é um filme que merece ser visto e que capta bem a paixão do artista pela música.
A história decorre sobretudo entre 1977 e 1981, os primeiros anos da carreira de Variações. É um filme melancólico e nostálgico, que procura, através de uma perspectiva sensível e poética, dar a conhecer a naturalidade do processo criativo do músico, as suas raízes e o seu amor pela sua mãe e terra natal. Retrata também de forma intíma, mas não explícita, a sua relação próxima com Fernando Ataíde.
Sérgio Praia está impressionante...os gestos, as expressões, o carisma, está tudo lá. Ele é realmente a alma do filme e maravilha-nos sempre que está em cena. É de realçar que ele canta todas as canções! É de louvar também a atenção dada ao guarda-roupa e caracterização, e a preocupação em recriar com detalhe e qualidade a Lisboa artística dos anos 70 e 80.
No entanto, é um filme que nem sempre soa totalmente coeso, com uma edição e ritmo irregulares, e que acaba por soar um pouco superficial em determinados momentos. Confesso que gostava que o filme se tivesse focado um pouco mais no auge da carreira do músico e não apenas na sua ascensão e intimidade. De qualquer forma, gostei de conhecer melhor o percurso de vida do Variações e a sua entrega total à música.
É, sem sombras de dúvidas, um filme português que vale a pena apoiar. 🌟🌟🌟1/2
E vocês?







