Ana de Castro Osório | "Ambições" & "Quatro novelas"

sábado, 17 de outubro de 2020

Ana de Castro Osório é uma figura incontornável na história do feminismo português mas é uma escritora muito pouco conhecida nos dias de hoje. Neste episódio, falo de duas obras de ficção da autora: o romance "Ambições" (1903) e a colectânea de contos "Quatro novelas" (1908).


 

01:53 - Breve biografia de Ana de Castro Osório | 05:09 - Opinião do livro "Ambições" | 15:10 - Opinião do livro "Quatro novelas"

Música final: "The march of the women", Ethel Smyth | OST "Shoulder to shoulder"

Livro "Quatro novelas" disponível gratuitamente aqui



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6 filmes clássicos góticos

domingo, 11 de outubro de 2020


Outubro é sinónimo de terror! Como eu não sou grande apreciadora de filmes muito assustadores ou sangrentos, opto sempre pelos filmes mais sombrios e misteriosos, com sensibilidade gótica. Como tal, no episódio de hoje, trago-vos a recomendação de 6 filmes góticos.

   

02:09 - Rebecca (1940)
08:34: Gaslight / Meia Luz (1944)
Música final: OST "The innocents" (1961) - "O Willow Waly"




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5 livros clássicos para o Outono

quarta-feira, 7 de outubro de 2020


O Outono já chegou e, tal como fiz para o Verão, venho recomendar-vos neste episódio 5 livros clássicos que eu acho que combinam bem com esta altura do ano.


 



Sugestão #1 - 00:44 | Sugestão #2 - 02:06 | Sugestão #3 - 03:21 | Sugestão #4 - 04:50 | Sugestão #5 - 05:57

Música final: OST "Far from the madding crowd" (1967) - "The bold grenadier"





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5 clássicos victorianos curtos

domingo, 4 de outubro de 2020


No episódio de hoje, para assinalar as iniciativas #victober e #outubrovictoriano, recomendo 5 livros clássicos curtos da era victoriana.


 

Sugestão #1 - 01:33 | Sugestão #2 - 03:01 | Sugestão #3 - 06:10 | Sugestão #4 - 07:57 | Sugestão #5 - 08:55

Música final: OST  "Cranford" - Main theme 



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Sessão tripla de ficção científica | "The invisible man", "The day the earth stood still", "Invasion of the body snatchers"

quarta-feira, 30 de setembro de 2020


Neste episódio, trago mais um "Sessão tripla". Desta vez, falo de 3 filmes clássicos de ficção científica que vi para o meu desafio #setembroscifi.

   

Música final: OST "The day the earth stood still" - "Klatuu"





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"O Pai Goriot" & "The fortune of the Rougons"

domingo, 27 de setembro de 2020


Neste episódio, venho falar de 2 clássicos franceses que li este ano e que fazem parte de dois ciclos literários famosos: "A comédia humana" de Balzac e "Les Rougon-Macquart" de Zola.  Falo um pouco dos livros em si e da minha abordagem destes ciclos. Opiniões sem spoilers!



01:21 - Opinião do livro O Pai Goriot (1835) de Honoré Balzac 

07:20 - Opinião do livro The fortune of the Rougons (1870) de Émile Zola

Música final:  OST "Les Quatre Cents Coups" - "Générique Et Car de Police"




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Ciclo Agatha Christie | Hercule Poirot


Celebra-se hoje, dia 15 de Setembro, 130 anos do nascimento de Agatha Christie - a Rainha do Crime e uma das minhas escritoras preferidas de sempre. Este é o primeiro episódio de uma série deles dedicados à obra da escritora. Neste primeiro episódio, falo dos livros com o detective Hercule Poirot e de algumas das suas adaptações.



00:26: Apresentação do ciclo

01:47: Quem é Hercule Poirot?

03:47: Livros com Poirot

04:49: 7 livros favoritos e menções honrosas

13:00: Por onde começar?

16:36: Adaptações (série, filme, filme, filme, filme, série)

Lista das obras com Hercule Poirot (com indicação dos livros mencionados no podcast)

Música final: OST "Agatha Christie's Poirot" - Intro theme"

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5 livros clássicos de ficção científica


O podcast está de volta! Em Setembro, gosto de ler livros de ficção científica e, como tal, achei que seria pertinente recomendar 5 livros clássicos de ficção científica.  




Sugestão #1 - 01:00 | Sugestão #2 - 03:18 | Sugestão #3 - 04:27 | Sugestão #4 - 05:20 | Sugestão #5 - 06:27
Música final: OST  "1984" - The place where is no darkness"




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Sessão tripla italiana | "O Leopardo", "Inquérito a um cidadão acima de suspeita", "O Conformista"

Neste episódio, trago o primeiro "Sessão tripla", uma rubrica onde falo de 3 filmes que tenha visto recentemente e que estejam ligados a uma mesma temática. Nestes últimos 3 meses, dediquei-me um pouco ao cinema italiano e, neste episódio, falo-vos então de 3 filmes clássicos italianos que vi.




Música final: OST "Il conformista" - Valzer del conformista"




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Ler + Rússia | "Oblomov" de Ivan Goncharov


Neste episódio, venho partilhar a minha opinião do clássico russo do séc. XIX - "Oblomov" de Ivan Goncharov. Li este livro para o meu projecto #lermaisrussia.


Música final:  "Up the lazy river" - The Mills Brothers


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4 livros clássicos para o Verão

Neste episódio, deixo a recomendação de 4 livros clássicos que eu acho que combinam bem com esta altura do ano.



Sugestão #1 - 00:36 | Sugestão #2 - 03:33 | Sugestão #3 - 06:50 | Sugestão #4 - 08:24
Música final: OST "Brideshead revisited (1981)" - Sebastian's summer"




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4 filmes clássicos de espionagem


Neste episódio, falo de 4 filmes clássicos de espionagem que vi na primeira metade do ano.








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"Crónica da casa assassinada" & "Memórias Póstumas de Brás Cubas"


Neste episódio, venho falar de 2 das minhas melhores leituras da primeira metade de 2020. São ambos clássicos brasileiros que eu recomendo, um do séc. XIX e outro do século XX. Opiniões sem spoilers!



01:08 - Opinião do livro Crónica da casa assassinada (1959) de Lúcio Cardoso

08:41 - Opinião do livro Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881) de Machado de Assis

Música final:  "Crônica da casa assassinada" - Tom Jobim



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4 clássicos menos famosos de escritores aclamados

Neste episódio, deixo a recomendação de 4 livros de escritores clássicos aclamados, quatro obras que não são consideradas as mais importantes das suas bibliografias e que não são tão conhecidas quanto outras desses autores.



Sugestão #1 - 01:01 | Sugestão #2 - 03:50 | Sugestão #3 - 05:29 | Sugestão #4 - 07:43 





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4 filmes clássicos que vi durante o isolamento social


Neste segundo episódio, recomendo-vos 4 filmes clássicos muito diferentes que vi durante o isolamento social.



00:49: Le Corbeau / O Corvo (1943)
Música final: OST "Seconds", Jerry Goldsmith - "Music Suite"



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"O Barão de Lavos" & "Maurice"


Neste primeiro episódio do  podcast, recomendo um clássico português - O Barão de Lavos de Abel Botelho - e um inglês - Maurice de E.M. Forster - que se enquadram na temática da homossexualidade. Opiniões sem spoilers! 



0:41 - Opinião do livro O Barão de Lavos (1891) de Abel Botelho 
09:20 - Opinião do livro Maurice (1971) de E.M. Forster 
Música final: OST "Maurice" - End titles"



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Apresentação podcast

Bem-vindos ao "Refúgio nos clássicos"! O meu nome é Sofia e, neste episódio introdutório, falo apenas dos objectivos deste novo podcast focado em filmes e livros intemporais. 



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«Waves», «Sorry we missed you» & «Honey boy»

segunda-feira, 13 de abril de 2020

O tema do dia de hoje do desafio #nossodiarioemquarentena é: filmes que vi recentemente e recomendo. Como tal, hoje venho falar-vos de 3 filmes do ano passado que eu tive oportunidade de ver nestes últimos dias e que recomendo bastante. Todos eles são dramas íntimos e comoventes, mas com estilos e temáticas diferentes.

realizado por  TREY EDWARD SHULTS   protagonizado por  TAYLOR RUSSELL, KELVIN HARRINSON JR., STERLING K. BROWN, LUCAS HEDGE

Waves conta a históra de uma família negra de classe média americana do Sul da Florida que implode após uma tragédia.


Waves é um drama familiar do qual só ouvi falar quando o vi surgir no top 10 de 2019 de alguns amantes de cinema que sigo. Agora que o vi, posso dizer que não estaria no meu top mas que foi, mesmo assim, um filme que gostei muito de ver e acho que mais pessoas o deviam conhecer.
Esta é uma história que é contada essencialmente em duas partes: o antes e o depois de um determinado acontecimento (que não quero revelar) que abala profundamente a vida desta família que parecia, à partida, bastante coesa. Na primeira parte, conhecemos esta família que é composta pelos dois pais e 2 filhos adolescentes, o Tyler e a Emily. Acompanhamos sobretudo a vida normal de adolescente do Tyler - amigos, estudo e namorada - e a sua relação com o seu pai que o pressiona a dar o melhor de si em tudo. Ao longo da segunda parte, acompanhamos as repercussões do incidente e de como a família gere o que aconteceu, especialmente através do ponto de vista da Emily.
Este é um filme sobre sofrimento familiar e, como o próprio realizador admitiu, é essencialmente um "aviso contra a tradicional ideia da masculinidade", a ideia tóxica de que um homem tem de ser duro e nunca mostrar vulnerabilidade ou falar sobre os seus sentimentos. Procura, especialmente na sua parte final, exaltar o poder do perdão, da aceitação das falhas e erros humanos e o valor da comunicação.
O filme destaca-se também pelo seu aspecto visual e banda sonora marcada pelas vozes de Kendrick Lamar, H.E.R. e Kanye West. A sua fotografia e mudanças constantes de "aspect ratio" conferem um estilo muito íntimo e poético à narrativa. É um filme emotivo que brilha também graças às poderosas interpretações, especialmente do pai e do filho.
Este é um filme do mesmo criador dos filmes Krisha e It comes at night, dois filmes sobre relações familiares que também gostei muito de ver, e, como tal, vou estar atenta a futuros projectos do realizador.
Concluindo, este filme é uma jornada emocional, muito onírica, sobre a complexidade do ser humano. Confesso que achei a primeira parte muito mais imersiva e apelativa que a segunda e daí que não tenha dado as 4 estrelas. 🌟🌟🌟1/2



realizado por  KEN LOACH   protagonizado por  KRIS HITCHEN, DEBBIE HONEYWOOD, RHYS STONE, KATIE PROCTOR

Ricky e a sua família lutam arduamente contra as dívidas desde o colapso financeiro de 2008. A certa altura, Ricky tem a oportunidade de recuperar alguma independência com uma camioneta novinha em folha e a possibilidade de trabalhar por conta própria como motorista de entregas. É um trabalho duro, mas o emprego da mulher como cuidadora não é mais fácil. A família é forte, mas quando ambos são empurrados em sentidos diferentes, o ponto de ruptura torna-se iminente.


Passámos por cá estreou em Portugal no final de Novembro e foi um filme que, na altura, infelizmente acabou por me escapar. Gosto bastante do cinema de Ken Loach e da forma como os seus filmes abordam questões sociais pertinentes e bastante actuais. Este, mais uma vez, não foi excepção.
Esta é a história simples de uma família que procura sobreviver na nossa sociedade contemporânea. O pai torna-se num motorista de entregas de encomendas numa empresa de franchise, convencido que isso lhe vai dar liberdade mas rapidamente se apercebe que é apenas fachada - que trabalha muito e pouco ganha. Abbie, a sua mulher, é prestadora de cuidados a idosos e a outras pessoas incapacitadas, e lida com as dificuldades de manter a qualidade e humanidade dos seus serviços num horário cada vez mais rígido. Pelo meio, temos os seus dois filhos: Seb, um adolescente que vive revoltado, e Jane, uma criança que se preocupa com o rumo que a família está a seguir.
Mais uma vez, temos aqui um filme sobre a vida normal de muitas famílias, de como se passa a vida a trabalhar para depois não se ter tempo para usufruir dos frutos desse mesmo esforço. É um filme que soa natural e autêntico, e que se debruça sobre os efeitos nas relações pessoais e familiares de uma exploração laboral cada vez mais camuflada mas ainda presente. É um drama duro e triste, muito marcado pelo desespero e frustação de uma família que entra numa espiral da qual não consegue escapar, por mais que se esforce.
Não é dos melhores filmes do realizador mas é, mesmo assim, um filme actual e tocante que recomendo muito que vejam. Daria uma boa sessão dupla com outro filme recente do realizador: I, Daniel Blake. 🌟🌟🌟🌟



realizado por  ALMA HA´REL   protagonizado por  SHIA LABEOUF, NOAH JUPE, LUCAS HEDGE

A história de uma estrela infantil que, ao longo de uma década, tenta melhorar o relacionamento com o pai, um criminoso alcoólico. História inspirada na vida de Shia LaBeouf.


Honey boy foi um filme que, inicialmente, me passou um pouco despercebido mas que acabou por me interessar por causa das boas críticas que recebeu. É um filme de ficcão, baseado na vida do actor Shia Labeouf, cujo argumento foi escrito por ele durante a sua terapia ordenada pelo tribunal em 2017, após uma série de maus comportamentos e abusos. Foi um projecto que, no fundo, o ajudou a lidar com a fonte da sua raiva: o pai.
É claramente um filme bastante pessoal, íntimo e cru que expõe e disseca a relação tumultuosa que ele tinha com o seu pai, um ex-palhaço itinerante com um passado de vício em drogas e abuso sexual. Soa muito autêntico e é um retrato honesto da juventude do actor, expondo a relação complicada entre pai e filho, e o impacto dos seus traumas nalgumas das suas decisões futuras. Apesar da exploração da raiva e da dor, é também um filme sobre redenção e perdão. 
É importante destacar as fantásticas interpretações do duo principal: Noah Jupe, que interpreta o Otis (versão fictícia do Shia) com 12 anos, e Shia Labeouf que interpreta o seu próprio pai. Lucas Hedge é também bastante convincente, interpretando o Shia, na sua versão já cinematográfica, aquando da crise que o conduziu à terapia forçada.
O filme é realizado, com muita sensibilidade e melancolia, por Alma Har’el, que até aqui era conhecida pelo seu trabalho em videoclipes e em documentários. Um filme que não é perfeito, visto que não me convenceu tanto nos momentos com o Otis em adulto, mas que me conquistou pela sinceridade do argumento e poderosas interpretações. Espero que tenha tido o efeito catártico que o Shia desejava. 🌟🌟🌟🌟




E vocês?

Já viram algum destes filmes?


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Livros para ler em 1 dia

terça-feira, 7 de abril de 2020

Hoje estou de volta com mais um tema do desafio #nossodiarioemquarentena. Venho recomendar-vos então alguns livros, de diversos géneros, que se podem ler num único dia. A maioria deles são livros curtos que não vão além das 150 páginas ou então são livros leves e fáceis de ler.


O cultivo das flores de plástico de Afonso Cruz, 2013
Esta peça gira em torno do dia-a-dia de quatro sem-abrigo que partilham um beco numa cidade. É um livro extremamente pequeno, lê-se perfeitamente em 30/45 minutos, mas é daqueles que não nos abandona quando o pousamos. Faz-nos reflectir no nosso próprio comportamento em relação aos sem-abrigo e na rapidez com que o nosso mundo pode mudar de um dia para o outro.
Filoctetes de Sófocles
Até agora esta foi uma das tragédias gregas mais acessíveis que já li. A história narra um episódio da Guerra de Tróia, durante o qual Ulisses, para vencer os troianos, é obrigado a regressar à ilha de Lemnos, onde antes tinha abandonado o ferido Filoctetes, para recuperar o arco de Hércules que se encontra na sua posse. Para tal, ele convence Neoptólemo, filho de Aquiles, a enganar Filoctetes. Esta é uma história muito bem contada que gira, sobretudo, em torno de apenas 3 personagens e que se foca, essencialmente, no conflito "moralidade vs necessidade" e na velha questão: será que devemos obedecer a leis que consideramos injustas?



Winnie-the-Pooh de A.A. Milne, 1926
Qualquer livro infantil é fácil e rápido de se ler, mas não podia deixar de recomendar as histórias do Winnie que são extremamente ternurentas e têm ilustrações fofíssimas.
Charlie e a fábrica de chocolate de Roald Dahl, 1964
Qualquer livro do Roald Dahl é uma excelente escolha, mas resolvi recomendar-vos este porque é um dos mais divertidos e emblemáticos do autor.



O cão dos Baskervilles de Arthur Conan Doyle, 1902
Esta é a minha história preferida do Sherlock Holmes! Gira em torno do Solar dos Baskervilles e da família Baskerville, cujo senhor, Sir Charles Baskerville, aparece morto, com indícios de ter sido atacado selvaticamente por um animal...um cão negro, diabólico, que lança fogo pelos olhos e pela boca. Todos temem o terrível animal e , como tal, o novo senhor do Solar, Henry Baskerville, sobrinho de Sir Charles, decide recorrer a Sherlock Holmes para resolver o mistério que envolve a morte do tio. Extremamente atmosférico e uma das aventuras mais emblemáticas do grande detective.
Um gosto mórbido por ossos de Ellis Peters, 1983
Cozy mysteries é o meu subgénero preferido dentro do policial/mistério e, nesta onda, recomendo a saga de mistérios do monge-detective Irmão Cadfael. É uma saga com vários volumes pequenos e fácil leitura, protagonizada pelo Irmão Cadfael que é um monge bastante pragmático e inteligente, que teve uma vida bastante activa antes de ingressar numa ordem religiosa. Basicamente, no seu primeiro volume vamos conhecê-lo e acompanhá-lo numa visita ao País de Gales, com outros membros do seu convento, de modo a recuperar as ossadas de uma santa milagreira. É aí então que o homícidio ocorre e o Irmão Cadfael vai ser essencial na descoberta do culpado. É extremamente interessante ler um mistério que decorre na Idade Média e a autora consegue transportar-nos facilmente para a época histórica em questão.



O regresso do soldado de Rebecca West, 1918
Este é um livro de ficção que está ligado à I Guerra Mundial. Um soldado regressa da linha da frente, com um trauma que lhe varreu a memória dos últimos quinze anos, e encontra três mulheres do seu passado: é Kitty, a sua mulher, fria, elegante e bela; a sua dedicada prima, Jenny e Margaret, o seu primeiro amor e que é agora uma mulher maltratada pela vida. Lembra-se da prima como amiga de infância, não tem qualquer memória da esposa e está ligado à sua juvenil paixão por Margaret. É um livro bastante melancólico, com uma prosa lírica, narrado do ponto de vista da prima. Debruça-se sobre os efeitos da guerra nos civis e nos soldados que regressavam a casa para enfrentar, no fundo, outro tipo de batalha - uma mais psicológica.
A Princesa de Clèves de Madame de Lafayette, 1678
Este foi um dos primeiros livros publicados dentro do género do romance psicológico e histórico. Este tem como pano de fundo os últimos anos do reinado de Henrique II e segue a história de uma mulher, a Princesa de Cléves, que se casa por conveniência sem amar o marido e que se apaixona por um jovem fidalgo sedutor. É uma história que mistura muito bem elementos de não ficção, com ricas descrições de figuras e locais históricos reais do séc. XVI, com uma narrativa introspectiva que explora profundamente os pensamentos e emoções interiores dos personagens . Conquistou-me, sobretudo, pelas suas reflexões e final.



A quinta dos animais de George Orwell, 1945
Um clássico da literatura que tem início quando o porco Major convoca uma reunião com os vários animais da quinta para lhes falar do sonho que teve, um sonho onde todos os animais viveriam livres do domínio dos homens através de uma revolução. Pouco tempo depois o Major morre mas o seu sonho não. Os animais começam a reflectir nas palavras proferidas na reunião e começam a preparar a revolução. Esta pode parecer, à primeira vista, uma história simples mas é, na verdade, um livro complexo que foi escrito como uma sátira ao regime totalitarista da União Soviética da altura. Está carregado de simbolismo, tanto a nível de personagens como de acontecimentos, e quem conhecer um pouco da história da Revolução Russa consegue encontrar vários paralelismos. Uma fábula brilhante e ainda bastante actual. Recomendo vivamente visto que é uma leitura rápida e bastante profunda.
Flores para Algernon de Daniel Keyes, 1966
Um clássico que não é o típico livro de ficção científica com naves espaciais ou robots. É um livro sobre Charlie, um homem de cerca de 30 anos com um QI de 68 que aceita fazer parte de uma experiência científica de modo a aumentar a inteligência. A experiência revela-se um sucesso e ele torna-se num génio. Contudo, quando Algernon, o rato de laboratório cuja transformação precedeu a dele, começa a regredir Charlie tem de lidar com a possibilidade de que a sua transformação foi apenas temporária. Uma leitura poderosa, emocional e marcante que nos faz reflectir no modo como nós olhamos e tratamos as pessoas menos inteligentes e/ou com deficiências mentais.



Um homem singular de Christopher Isherwood, 1964
Este livro decorre na Califórnia suburbana dos anos 60 e conta a história de George Falconer, um professor de inglês de meia-idade, que se encontra destroçado pela morte súbita do amante de longa data e que procura reaprender a viver. Um livro psicologicamente rico, com uma escrita elegante, e que ilustra bem sentimentos de alienação e de perda. Recomendo também a adaptação cinematográfica de 2009 com Colin Firth.
Ratos e Homens de John Steinbeck, 1937
Um dos livros mais bonitos e acessíveis de Steinbeck. Conta a história de amizade entre dois homens e tem como pano de fundo os Estados Unidos da América durante a Grande Depressão. George e Lennie vivem de trabalhos episódicos e sonham com uma vida tranquila, com a hipótese de arranjar uma quinta em que possam dedicar-se à criação de coelhos. George é o líder, é aquele que toma as decisões e protege o seu amigo, sem no entanto deixar de depender da amizade e da força de Lennie. Este é um gigante simpático, dotado de um físico excepcional, mas com problemas mentais. Estes dois homens, que viviam numa terra sem esperança e em que o mote era “cada um por si”, eram diferentes pois tinham o seu sonho e a sua amizade! Um livro belo e poderoso com uma história comovente e de lealdade levada ao extremo, em que nos são apresentadas personagens reais e cativantes.



Sanditon de Jane Austen, 1817
«opinião aqui»
A morte de Ivan Iliitch de Tolstoi, 1886
«opinião aqui»



E vocês? Que livros me recomendariam?


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