Movie Bucket List 2019 | Scarface (1983), The French Connection (1971), Taxi driver (1976)

domingo, 8 de dezembro de 2019

Hoje trago mais umas opiniões dos filmes que tenho visto para o meu projecto #moviebucketlist2019. Assim, hoje venho falar dos filmes que vi em Julho, Agosto e Setembro para este desafio: Scarface (1983), The french connection (1971) e Taxi driver (1976).


realizado por  BRIAN DE PALMA   protagonizado por  AL PACINO, MICHELLE PFEIFFER, STEVEN BAUER

A violenta carreira de um refugiado cubano que abre seu caminho à bala até o topo do império da cocaína em Miami, explorando o poder sórdido da droga nos Estados Unidos.


Scarface - os eleitos é um filme inspirado no clássico dos anos 30, com o mesmo nome, criado por Howard Hawks e inspirado na vida de Al Capone. Nunca vi o original, mas depois de ter visto este até fiquei com curiosidade. Este é um daqueles filmes que eu nunca teria visto se não fosse este desafio porque sempre achei que não iria gostar dele. Apesar de não o ter adorado, fiquei feliz por lhe ter dado uma oportunidade.
Em primeiro lugar, aquilo que achei mais interessante no filme foi o seu background histórico. O filme decorre na Florida nos anos 80, quando Fidel Castro permitiu brevemente uma imigração de larga escala, enviando então barcos repletos de pessoas de Cuba para os EUA, e aproveitando também para esvaziar as suas celas. A primeira hora do filme gira muito em torno da chegada de Tony à Florida, no modo como ele se adapta e começa a traficar drogas, entrelaçando o mundo político com o criminoso. Esta foi, sem dúvida, a minha parte favorita e tem uma das cenas mais intensas da história. Infelizmente, a partir daí senti que o filme foi se tornando cada vez mais genérico e frenético, concluindo num final de loucos que é muito famoso.
A personagem do Tony Montana é extravagante, impulsiva e agressiva e, pessoalmente, achei a interpretação de Al Pacino um pouco exagerada. No entanto, tenho de admitir que é única e muito memorável! Michelle Pfeiffer aparece pouco mas brilha em todas suas as cenas.
Scarface é um filme violento, intenso e vibrante, com quase 3 horas, que me soou por vezes repetitivo e cansativo. Reconheço os seus méritos técnicos e percebo porquê é adorado por muitos, mas realmente é um filme que não faz mesmo o meu estilo. 🌟🌟🌟




realizado por  WILLIAM FRIEDKIN   protagonizado por  GENE HACKMAN, ROY SCHEIDER, FERNANDO REY 

Ao mesmo tempo que em Marselha, o insuspeito Alain Charnier (Fernando Rey) prepara um carregamento milionário de drogas para os Estados Unidos, Jimmy ‘Popeye’ Doyle, um detective de narcóticos da polícia de Nova Iorque, começa a suspeitar dos movimentos de Sal Boca (Tony Lo Bianco). De início com dificuldade, Doyle e o seu colega Buddy Russo (Roy Scheider), conseguem convencer os superiores a montar uma apertada vigilância a Boca. Esta vai colocá-los na pista de Charnier, que Doyle acredita estar ligado a uma chegada de droga de que se fala no submundo do crime.


Os incorruptíveis contra a droga é um dos filmes mais premiados da década de 70 e um marco importante dos filmes policiais urbanos.
Visualmente, é um filme impressionante e muito atmosférico. Capta bem o lado negro, sujo e duro da "selva urbana". É também um filme que soa realista, cínico e intenso, com alguns momentos repletos de tensão. A história gira em torno dos procedimentos de investigação policial e, como tal, é um filme mais rico em suspense do que em acção. Mesmo assim, as cenas de perseguição, tanto a pé como de carro, continuam a ser bastante apelativas e um dos pontos fortes do filme. Tenho de destacar também a fantástica realização que é aquilo que distingue este filme de outros do género.
Para mim, a grande falha do filme, para além do ritmo um pouco irregular, são as suas personagens. Soam genéricas, unidimensionais e não consegui desenvolver qualquer ligação com o nosso protagonista (pouco interessante e complexo). Apesar disso, tenho de admitir que as interpretações são boas, especialmente a do Gene Hackman.   
Este foi um filme que gostei de ver, especialmente pelo seu mérito técnico e importância na história do cinema, mas foi um que não me marcou profundamente. 🌟🌟🌟1/2




realizado por  MARTIN SCORSESE   protagonizado por  ROBERT DE NIRO, JODIE FOSTER, CYBILL SHEPHERD 

Robert De Niro desempenha o papel de Travis Bickle, um taxista ex-veterano da guerra do Vietname atormentado pelas suas experiências passadas. Bickle sente uma necessidade desesperada de conseguir algum contacto com as pessoas. Depois de uma desilusão sentimental com Betsy (Cybill Shepherd), que trabalha na campanha de um candidato às eleições presidenciais, Bickle torna-se no anjo da guarda de Iris, uma prostituta de 12 anos (Jodie Foster), controlada por Sport (Harvey Keitel).


Taxi Driver foi a grande surpresa destes três filmes. Confesso que não sou uma fã acérrima do Martin Scorsese...há filmes dele que gosto muito (Silence, Shutter island, The departed)  e há outros que toda a gente parece adorar e que eu nem por isso (The Wolf of Wall Street, Raging Bull). Como tal, estava curiosa para ver em que categoria caía este e, felizmente, foi na primeira.
Taxi driver é um filme que é conhecido pela sua violência e monólogos da sua personagem principal, interpretada pelo Robert de Niro, mas fiquei agradavelmente surpreendida por ver que é muito mais do que isso. É, acima de tudo, um retrato da solidão, ansiedade e alienação da nossa personagem principal que reflecte, de certo modo, o contexto social e político da altura. É um filme ambíguo que nos embala, quase sem rumo e destino à vista, com a sua atmosfera hipnótica e de paranóia.
Adorei toda a estética do filme, a sua fotografia, edição e música de Bernard Herrmann. De Niro está perfeito e este é, sem dúvida, um dos seus melhores papéis de sempre.
Não é um filme fácil e não se tornou num dos meus filmes preferidos de sempre mas estará no top dos filmes que vi este ano sem dúvida. 🌟🌟🌟🌟🌟




E vocês? 
Já viram estes filmes?