"Mindhunter" foi uma das melhores séries de 2017 e, portanto, muitos de nós estavam ansiosos para que a segunda temporada chegasse. Esta chegou finalmente, dois anos depois, e felizmente não desiludiu. Manteve a qualidade técnica, de interpretações e de enredo e, pessoalmente, achei esta temporada ainda mais intrigante e viciante. Como tal, hoje decidi fazer algo diferente e trazer-vos 7 razões pelas quais não devem perder esta segunda temporada.
1 ) Desenvolvimento pessoal dos protagonistas. Ao contrário da primeira temporada, esta não se foca totalmente nos serial killers e prefere focar-se também nos diferentes problemas que os três investigadores protagonistas estão a enfrentar. Para mim, esta foi uma mudança positiva porque tornou a série muito mais envolvente e humana. Além disso, há um maior destaque do Bill e da Wendy, dois protagonistas muito interessantes que tinham ficado um pouco para segundo plano na primeira temporada, na qual Holden foi o grande protagonista.
2) Os serial killers. Apesar das aparições dos serial killers serem menos recorrentes, temos à mesma um grande leque de assassinos e entrevistas e, mais uma vez, a série está de parabéns pela caracterização e casting. Nesta temporada aparecem vários assassinos famosos, tais como, Charles Manson e Son of Sam, e todos os actores que os desempenham estão magníficos. Para mim, o destaque vai para o Damon Herriman enquanto Charles Manson e Robert Aramayo enquanto Elmer Wayne Henley.
3) Maior foco num único caso importante com repercussões sociais relevantes. Esta temporada dedica uma grande parte do seu tempo a uma investigação específica que envolveu um grande número de crianças afroamericanas assassinadas em Atlanta. É uma investigação interessante de se acompanhar, não só pela aplicação real dos conhecimentos adquiridos através das entrevistas, mas também por ser um caso muito marcado por tensões raciais.
4) Exploração das dificuldades de colocar conhecimento teórico em prática. Na primeira temporada, o objectivo dos investigadores era apenas académico - categorizar e entender as mentes dos assassinos através de entrevistas. Nesta temporada, eles tentam usar as suas técnicas para a construção de um perfil psicológico do assassino de Atlanta mas, rapidamente, se apercebem que resolver um caso não é assim tão simples e que as investigações são muito condicionadas pela política e contexto social.
5) Desenvolvimentos no caso BTK. Nesta temporada, conhecemos um pouco melhor a história do BTK, do qual só tínhamos tido vislumbres na primeira. Os investigadores ainda não se envolveram muito no seu caso mas começamos a conhecer melhor o homem e o seu modo operandis.
6) Exploração do impacto deste trabalho nos agentes. Mais uma vez, a série faz um bom trabalho a nos dar a conhecer as dificuldades em equilibrar este trabalho e uma família/vida pessoal. É um trabalho extremamente solitário e a série mostra-nos isso através de várias perspectivas.
7) Recriação dos anos 80. Esta temporada decorre em 1981 e a série recria muito bem essa década, tanto a nível de cenários como de guarda-roupa. A banda sonora também contribui muito de forma positiva.
6) Exploração do impacto deste trabalho nos agentes. Mais uma vez, a série faz um bom trabalho a nos dar a conhecer as dificuldades em equilibrar este trabalho e uma família/vida pessoal. É um trabalho extremamente solitário e a série mostra-nos isso através de várias perspectivas.
7) Recriação dos anos 80. Esta temporada decorre em 1981 e a série recria muito bem essa década, tanto a nível de cenários como de guarda-roupa. A banda sonora também contribui muito de forma positiva.





