Dark Angel (2016)

sábado, 27 de outubro de 2018


Em Outubro queria ver algumas séries que combinassem com o ambiente mais negro do Halloween mas não queria ver só filmes de terror. Como tal, achei que esta era a altura ideal para ver finalmente Dark Angel, uma minissérie sobre uma serial killer feminina.

Dark Angel é uma minissérie inglesa de duas partes, que estreou em 2016, e que recria parte da vida de Mary Ann Cotton, uma mulher inglesa que viveu no séc. XIX e que foi condenada à morte por ter envenenado 3 dos seus maridos e vários dos seus filhos. Esta é a premissa base da série e assim que esta começa conhecemos o destino final da nossa protagonista. Ao longo do resto da história, vamos acompanhar a Mary Ann à medida que ela vai envenenando as suas vítimas e desvendamos também alguns dos motivos que a podem ter levado a cometer tais crimes. 


Esta era um série que me despertava a curiosidade, não só pelo tema em si, mas também por causa da protagonista ser interpretada pela Joanne Froggat (Anna de Downton Abbey). Este é, sem dúvida um papel muito diferente dos habituais da actriz e gostei muito de a ver num registo diferente. Quanto à série, apesar de ter alguns problemas de ritmo, conseguiu me agradar. Em primeiro lugar, pelo retrato histórico da época victoriana, uma época muito marcada por doenças, mortalidade infantil, exploração e más condições de vida. 


É também uma série que procura mostrar que o papel da mulher nessa sociedade era muito limitado e que, muitas vezes, a sua vida se resumia a ter uma carrada de filhos e tratar da casa, família e marido. Há realmente uma preocupação da série em tentar perceber a mente da Mary Ann e ilustrar como a sociedade repressiva da época influenciou a sua atitude. 
Felizmente, eu senti que a série não procura desculpar o seu comportamento. Ela sentia-se realmente desajustada no mundo em que vivia mas também preferia sempre não enfrentar as dificuldades de frente e recorria, muitas vezes, a mentiras e esquemas. Gostei de ver esta ambiguidade retratada...nem tudo é preto e branco.


É realmente uma história interessante, com uma atmosfera um pouco depressiva e com óptimas interpretações de todo o elenco, especialmente da Joanne Froggat. No entanto, como não é uma série muito tensa e o método usado nas mortes é sempre o mesmo, esta acaba, por vezes, por se tornar um pouco repetitiva. De qualquer modo, recomendo para quem gosta de séries históricas.


E vocês? 
Já viram esta série?