RBG (2018)

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Hoje venho falar-vos de um documentário que vi em Novembro e que estreou este ano nos USA. Chama-se RBG, foca-se na história da juíza Ruth Bader Ginsburg e é um dos possíveis candidatos às nomeações para o Óscar de Melhor Documentário.

RBG, realizado por Betsy West e Julie Cohen, teve a sua estreia em Janeiro no aclamado Sundance Film Festival, onde foi bem recebido pelos críticos. Desde então, estreou em Maio nas salas de cinema americanas, onde foi também bem recebido pelo público.
Confesso que parti para este documentário sem conhecer muito bem a juíza Ginsburg; sabia apenas que tinha sido uma das primeiras mulheres a fazer parte do Supremo Tribunal de Justiça dos USA e que era um símbolo popular do feminismo e idealismo liberal na América. Apesar de não ter adorado o documentário, cheguei ao final com um maior conhecimento da sua vida pessoal e percurso profissional, bem como, um maior respeito por ela.


Ruth Bader Ginsburg tem actualmente 85 anos e ainda é juíza no Supremo Tribunal dos Estados Unidos. Ela foi a segunda mulher na História a ocupar um lugar neste Tribunal norte-americano e foi nomeada pela primeira vez em 1993 pelo presidente Bill Clinton, depois de uma carreira dedicada a causas feministas, tendo sido uma das cofundadoras do Projecto pelos Direitos das Mulheres na União Americana pelas Liberdades Civis, na década de 70. A luta pelos direitos das mulheres e dos homossexuais valeram-lhe um exército de fãs e é considerada hoje em dia uma diva das novas gerações que a apelidaram de "Notorious RBG", um trocadilho/referência a um famoso rapper norte-americano, “Notorious BIG”.
O documentário vai misturando declarações actuais da juíza, declarações de amigos, familiares, admiradores, fotos de arquivo e filmagens antigas dos acontecimentos. Preocupa-se em narrar a sua história de vida, bem como, em mostrar o impacto que esta teve, não só no sistema de justiça americano, mas também na cultura popular feminista actual. 


Confesso que, apesar de ter gostado da temática e figura abordadas, não adorei a estrutura do documentário em si. Parecia mais focado em mostrar-nos a juíza enquanto ícone da cultura pop do que, propriamente, em mostrar-nos os casos em que ela esteve envolvida. De qualquer modo, gostei muito de ver a forte determinação, inteligência e dedicação desta mulher com aspecto franzino e personalidade introvertida e tímida. Gostei muito também da preocupação em mostrar que por detrás de uma grande mulher estava também um bom homem e que, neste caso, ela contou sempre com o apoio do seu marido Martin. Este era também um advogado de sucesso que deixou a sua carreira de lado para acompanhar a sua esposa em Washington, focando-se depois em cuidar dos filhos e ajudá-la com os seus contactos políticos e jurídicos.

Concluindo, este foi um documentário que gostei de assistir devido à figura política interessante que é Ruth Bader Ginsburg. Recomendo para quem gosta de documentários sobre figuras históricas importantes, sem serem demasiado políticos e maçadores. Pelos vistos, no início de 2019 vai sair um biopic sobre a juíza - On the basis of sex - protagonizado por Felicity Jones e Armie Hammer. 🌟🌟🌟1/2



E vocês? Já viram este documentário?