Hoje faz 5 anos que Peter O' Toole morreu. Apesar de não ser um actor com o qual simpatize muito, tenho de reconhecer que é uma figura incontornável na representação. Tal como já é habitual nesta rubrica, hoje venho falar-vos um pouquinho da vida do Peter O' Toole e recomendar 3 dos meus filmes preferidos dele.
Peter James O´Toole nasceu no dia 2 de Agosto de 1932 em Leeds, Inglaterra. Britânico, de ascendância irlandesa, Peter foi educado numa escola católica e, quando acabou a sua formação, trabalhou como jornalista e fotógrafo até ser chamado para cumprir o serviço militar na Marinha. De 1952 a 1954, estudou na Royal Academy of Dramatic Art de Londres, tendo como colegas alguns actores que viriam também a ser conhecidos, tais como, Albert Finney e Alan Bates.
Tal como outros actores da altura, este começou a sua carreira na teatro, distinguindo-se principalmente em peças de Shakespeare, e depois em 1954 iniciou uma carreira sólida em televisão. A sua estreia no cinema ocorreu em 1959, num pequeno papel no filme Kidnapped da Disney. Foi também neste ano que se casou com a actriz Siân Philips, com quem teve duas filhas, e da qual se viria a divorciar em 1979. Este casamento foi marcado, segundo as palavras da própria, por ciúme e acessos de alcoolismo.
O seu grande salto para a ribalta no cinema internacional foi com o papel de Lawrence no filme Lawrence of Arabia, em 1962, que lhe valeu uma nomeação para o Óscar de Melhor Actor. De facto, ao longo da sua longa carreira, O' Toole recebeu 8 nomeações para o Óscar de Melhor Actor e não venceu uma única vez, detendo ainda o recorde de maior número de nomeações sem nenhuma vitória. Em 2003, recebeu o Óscar honorário pela sua carreira, e cinco anos depois foi nomeado pela última vez pelo seu papel no filme Venus. Em 2012, anunciou a sua retirada do mundo da representação e acabou por falecer em 2013, aos 81 anos de idade.
Peter O' Toole, tal como muitos actores da sua geração, ganhou ao longo da sua carreira a reputação de boémio e bon-vivant. Estes excessos, que tiveram um impacto negativo na sua vida profissional e pessoal, só foram atenuados nos finais da década de 70 quando foi submetido a uma operação para lhe retirar o pâncreas e parte do estômago. Apesar de tudo, hoje em dia, Peter O' Toole continua a ser considerado um dos melhores actores da sua geração e a ser admirado pelo seu porte aristocrático e intensos olhos azuis.
Peter James O´Toole nasceu no dia 2 de Agosto de 1932 em Leeds, Inglaterra. Britânico, de ascendância irlandesa, Peter foi educado numa escola católica e, quando acabou a sua formação, trabalhou como jornalista e fotógrafo até ser chamado para cumprir o serviço militar na Marinha. De 1952 a 1954, estudou na Royal Academy of Dramatic Art de Londres, tendo como colegas alguns actores que viriam também a ser conhecidos, tais como, Albert Finney e Alan Bates.
Tal como outros actores da altura, este começou a sua carreira na teatro, distinguindo-se principalmente em peças de Shakespeare, e depois em 1954 iniciou uma carreira sólida em televisão. A sua estreia no cinema ocorreu em 1959, num pequeno papel no filme Kidnapped da Disney. Foi também neste ano que se casou com a actriz Siân Philips, com quem teve duas filhas, e da qual se viria a divorciar em 1979. Este casamento foi marcado, segundo as palavras da própria, por ciúme e acessos de alcoolismo.
O seu grande salto para a ribalta no cinema internacional foi com o papel de Lawrence no filme Lawrence of Arabia, em 1962, que lhe valeu uma nomeação para o Óscar de Melhor Actor. De facto, ao longo da sua longa carreira, O' Toole recebeu 8 nomeações para o Óscar de Melhor Actor e não venceu uma única vez, detendo ainda o recorde de maior número de nomeações sem nenhuma vitória. Em 2003, recebeu o Óscar honorário pela sua carreira, e cinco anos depois foi nomeado pela última vez pelo seu papel no filme Venus. Em 2012, anunciou a sua retirada do mundo da representação e acabou por falecer em 2013, aos 81 anos de idade.
Peter O' Toole, tal como muitos actores da sua geração, ganhou ao longo da sua carreira a reputação de boémio e bon-vivant. Estes excessos, que tiveram um impacto negativo na sua vida profissional e pessoal, só foram atenuados nos finais da década de 70 quando foi submetido a uma operação para lhe retirar o pâncreas e parte do estômago. Apesar de tudo, hoje em dia, Peter O' Toole continua a ser considerado um dos melhores actores da sua geração e a ser admirado pelo seu porte aristocrático e intensos olhos azuis.
- RECOMENDAÇÕES -
Lawrence da Arábia é, sem dúvida, o filme mais famoso do actor. É um épico histórico, com mas de 3 horas e meia, que confesso que precisei de mais do que uma visualização para o apreciar na sua totalidade. Peter O' Toole interpreta T. E. Lawrence, um soldado que une as tribos árabes para lutarem contra os Turcos durante a I Guerra Mundial. Lawrence é uma personagem peculiar e, sem dúvida, que a interpretação e aspecto de O´Toole conferem um estilo único à personagem. É um filme de David Lean que vale a pena ver também pela fotografia, banda-sonora e interpretações, especialmente a do Omar Sharif. O filme foi nomeado para 10 Óscares e ganhou sete, incluindo o de Melhor Filme.
Becket é um drama histórico, inspirado em factos reais, que decorre em Inglaterra no século XII. O rei Henry II (Peter O' Toole) vive em constante choque com a Igreja. Quando o Arcebispo de Canterbury morre, ele decide nomear o seu grande amigo de farras, Thomas Becket (Richard Burton), para o cargo pois acredita que este o apoiaria e ficaria contra a Igreja. No entanto, o seu amigo decide encarar a sua nova função com seriedade.
O personagem principal do filme é Thomas Becket, interpretado também brilhantemente pelo Richard Burton. A personagem do rei no filme espelha quase aquilo que era a personalidade e estilo real do Peter O´Toole por isso acho que este papel lhe encaixa que nem uma luva. Acho também que o actor brilha mais nos papéis teatrais, como é o caso deste.
O filme tem um tom homoerótico vincado e existe uma grande química entre os dois actores que eram grandes amigos na vida real. De destacar também, o guarda-roupa e o design de produção. Aliás, a qualidade do filme é comprovada pelas 12 nomeações aos Óscares.
O filme tem um tom homoerótico vincado e existe uma grande química entre os dois actores que eram grandes amigos na vida real. De destacar também, o guarda-roupa e o design de produção. Aliás, a qualidade do filme é comprovada pelas 12 nomeações aos Óscares.
O Leão no Inverno é o meu filme preferido do actor! Adoro o filme e acho que é a sua melhor interpretação. Aqui ele volta a interpretar o rei Henry II mas numa fase mais avançada da sua vida. É um filme baseado na peça de teatro com o mesmo nome e que decorre no Natal de 1183, quando o rei da Inglaterra (Peter O'Toole) promove uma reunião de família com os seus três filhos e até mesmo com a Rainha Eleanor da Aquitânia (Katharine Hepburn), de quem ele está separado há vários anos e a mantém detida em um castelo distante, para impedir que ela interfira politicamente no seu reino. O objectivo deste encontro é decidir quem o sucederá no trono; enquanto ele prefere o filho mais novo, a Rainha deseja que o mais velho herde o poder, mas os três filhos não se importam com as preferências de seus pais e cada um planeja ser o próximo rei.
Este é um daqueles filmes que gira totalmente em torno das conversas e discussões entre as várias personagens, e o que interessa é a difícil dinâmica familiar. Exceptuando a interpretação do Nigel Terry enquanto princípe John, que eu desgosto, todas as interpretações são fantásticas. De destacar, para além de O' Toole, a cativante interpretação de Katharine Hepburn que venceu um Óscar pelo papel. Curiosamente, este é o segundo filme da carreira do Anthony Hopkins e do Timothy Dalton.
Este é um daqueles filmes que gira totalmente em torno das conversas e discussões entre as várias personagens, e o que interessa é a difícil dinâmica familiar. Exceptuando a interpretação do Nigel Terry enquanto princípe John, que eu desgosto, todas as interpretações são fantásticas. De destacar, para além de O' Toole, a cativante interpretação de Katharine Hepburn que venceu um Óscar pelo papel. Curiosamente, este é o segundo filme da carreira do Anthony Hopkins e do Timothy Dalton.
Vale a pena ver pelos fantásticos diálogos, pelas maquinações e lutas de poder, e valores de produção. Foi nomeado para 7 Óscares e ganhou 3, incluindo o de Melhor Argumento.
E vocês? Já viram algum destes filmes?
Qual o vosso filme preferido do actor?





