Hoje trago a minha opinião de mais 3 estreias do ano. Desta vez, venho falar de 3 filmes que vi na semana passada durante a minha maratona de 24 horas (que adorei fazer e quero repetir em Janeiro!). Acompanhem-me no instagram (@daydreamscoffee) para saberem mais. Então, hoje venho falar de um filme baseado num livro de Ian McEwan - On Chesil beach -, o mais recente filme da realizadora Lynne Ramsay - You were never really here - e um indie que passou um pouco despercebido - Lean on Pete.
Estamos no verão de 1962 e em Inglaterra falta ainda um ano para as grandes mudanças sociais: a Beatlemania, a revolução sexual e os Swinging Sixties. Florence e Edward, um jovem casal de vinte e poucos anos, recém-casados, decidem passar a lua-de-mel num hotel abafado e enfadonho perto da praia de Chesil, em Dorset.
À medida que se aproximam da consumação do casamento, a conversa fica tensa e incómoda e resulta numa discussão entre os dois. É então que confrontam as diferenças entre si - as suas diferentes origens, atitudes, temperamentos, e segredos. Na praia de Chesil, no fatídico dia do casamento, um deles toma uma decisão importante que mudará radicalmente as suas vidas para sempre.
Na praia de Chesil estreou em Julho em Portugal e, tal como já disse, é baseado num livro com o mesmo nome de Ian McEwan. Foi um filme que chamou a minha atenção por causa da fotografia e participação da Saiorse Ronan, uma actriz que gosto de acompanhar. Pelo que me apercebi este filme não foi muito bem recebido pelo público, mas eu confesso que gostei.
Em primeiro lugar, gostei muito da atmosfera melancólica e nostálgica do filme, que é realçada pela fotografia, guarda-roupa e design de produção. Esta é, de certo modo, uma história coming of age muito marcada por traumas, repressão sexual e dificuldades de comunicação. Gostei de como este aborda e retrata a estranheza que existe na primeira relação sexual entre duas pessoas que se amam mas que não têm qualquer tipo de intimidade uma com a outra. Os dois actores transmitem bem as diferentes personalidades das personagens e a sua química é muito credível.
É importante mencionar que há algo no passado da Florence que é apenas brevemente mostrado no filme (e ao que parece no livro), que é essencial para compreender a personagem, e que pode passar um pouco despercebido...é algo que torna a mensagem do filme ainda mais subtil, o que não me desagradou mas que me deixou com vontade de conhecer a história do ponto de vista dela e não dele.
De uma forma geral, gostei de como o filme foi interligando as várias cenas, saltando entre diferentes linhas temporais, mas aquilo que não resultou mesmo para mim foram as cenas finais. Acho que, de certo modo, estas enfraquecem a fantástica tensão da cena importante na praia.
Em primeiro lugar, gostei muito da atmosfera melancólica e nostálgica do filme, que é realçada pela fotografia, guarda-roupa e design de produção. Esta é, de certo modo, uma história coming of age muito marcada por traumas, repressão sexual e dificuldades de comunicação. Gostei de como este aborda e retrata a estranheza que existe na primeira relação sexual entre duas pessoas que se amam mas que não têm qualquer tipo de intimidade uma com a outra. Os dois actores transmitem bem as diferentes personalidades das personagens e a sua química é muito credível.
É importante mencionar que há algo no passado da Florence que é apenas brevemente mostrado no filme (e ao que parece no livro), que é essencial para compreender a personagem, e que pode passar um pouco despercebido...é algo que torna a mensagem do filme ainda mais subtil, o que não me desagradou mas que me deixou com vontade de conhecer a história do ponto de vista dela e não dele.
De uma forma geral, gostei de como o filme foi interligando as várias cenas, saltando entre diferentes linhas temporais, mas aquilo que não resultou mesmo para mim foram as cenas finais. Acho que, de certo modo, estas enfraquecem a fantástica tensão da cena importante na praia.
É um filme subtil e calmo, daqueles em que parece que não acontece nada, mas em que o mais importante é o que fica dito nas entrelinhas. Gostei muito. 🌟🌟🌟1/2
Joe (Joaquin Phoenix), um veterano traumatizado que não teme a violência, faz a sua vida a encontrar raparigas desaparecidas. Quando um dos seus trabalhos se complica e perde controlo da situação, os pesadelos de Joe consomem-no à medida que se desvenda uma conspiração que poderá levar ao acordar do pesadelo, ou ao caminho para a morte.
Nunca estiveste aqui estreou no passado mês de Maio e foi recebido com muitos elogios pela crítica. É um filme da mesma realizadora de Temos de falar sobre Kevin e conta com a participação de Joaquin Phoenix, dois motivos que me levaram entã a decidir vê-lo. Confesso que fiquei um pouco desiludida...não porque o filme seja mau mas porque, no fundo, não é para mim.
Aquilo que mais gostei no filme foi a interpretação do Joaquin Phoenix; ele pouco fala durante todo o o filme mas nós conseguimos sempre perceber, através da sua expressão vazia ou tensão corporal, o que ele está a sentir e pensar. Gostei também muito da fotografia e edição de som, e o trabalho de câmara produz, sem dúvida, um estilo único e interessante. No entanto, a história em si não é propriamente original ou cativante, o que juntamente com o ritmo lento e narrativa fragmentada devido aos frequentes flashbacks, tornam o filme um pouco entediante e pouco coeso. Se não fossem os aspectos mais técnicos, o filme seria muito genérico e desprovido de emoção.
Concluindo, não é propriamente um filme que recomende, mas nada como experimentarem por vocês mesmos. 🌟🌟1/2
Aquilo que mais gostei no filme foi a interpretação do Joaquin Phoenix; ele pouco fala durante todo o o filme mas nós conseguimos sempre perceber, através da sua expressão vazia ou tensão corporal, o que ele está a sentir e pensar. Gostei também muito da fotografia e edição de som, e o trabalho de câmara produz, sem dúvida, um estilo único e interessante. No entanto, a história em si não é propriamente original ou cativante, o que juntamente com o ritmo lento e narrativa fragmentada devido aos frequentes flashbacks, tornam o filme um pouco entediante e pouco coeso. Se não fossem os aspectos mais técnicos, o filme seria muito genérico e desprovido de emoção.
Concluindo, não é propriamente um filme que recomende, mas nada como experimentarem por vocês mesmos. 🌟🌟1/2
Charley Thompson tem 15 anos. Deseja um lar, comida na mesa e um liceu que possa frequentar durante todo o ano. Sendo filho de um pai sozinho que trabalha em armazéns pelo Pacífico Noroeste, a estabilidade é difícil de encontrar. Esperando um novo começo, mudam-se para Portland, onde Charley aceita um emprego de Verão e se torna amigo de um antigo cavalo de corrida, Lean on Pete.
O meu amigo Pete estreou em Julho e é um indie, que passou um pouco despercebido, do realizador Andrew Haigh, que é mais conhecido pelo filme 45 years. Eu confesso que não sabia nada sobre este filme e parti para a visualização à espera de um daqueles filmes fofos e inspiradores típicos com cavalos. Não foi, de todo, isso que encontrei aqui o que me agradou muito.
Este é, no fundo, a jornada de um jovem de 15 anos, que se vê desamparado de um momento para o outro, e que parte em busca de afecto e de uma família. Tal como o anterior, este é um filme lento mas, ao contrário do outro, é rico em emoção e desenvolvimento da personagem principal. É um filme muito triste sobre um jovem que apenas se quer conectar com um mundo que o vai desiludindo constantemente.
Eu acho que o Charlie Plummer tem tudo para se tornar um grande actor (recomendo que o vejam no indie King Jack) e, mais uma vez aqui, conseguiu trazer muita empatia, vulnerabilidade e sensibilidade à sua personagem. De destacar também, a fotografia, as paisagens e o retrato honesto das personagens que são imperfeitas mas reais.
É, sem dúvida, um filme simples mas bonito, algo depressivo e sensível, que recomendo para quem gosta de indies com menos acção e maior foco na construção das personagens. 🌟🌟🌟🌟
É, sem dúvida, um filme simples mas bonito, algo depressivo e sensível, que recomendo para quem gosta de indies com menos acção e maior foco na construção das personagens. 🌟🌟🌟🌟
E vocês?
Já viram algum destes filmes?






