Aqui estou eu mais tarde do que é costume mas ainda a tempo! Hoje venho então partilhar convosco a minha opinião de dois filmes que estrearam agora em Dezembro na Netflix e que foram recebidos pelo público de forma bastante diferente.
realizado por ALFONSO CUARÓN protagonizado por YALITZA APARÍCIO, MARINA DE TAVIRA
Este é um filme que tem sido imensamente elogiado pela crítica e, como tal, confesso que estava um pouco receosa de me desiludir depois de tanto hype. Felizmente, o filme foi uma agradável surpresa e e foi um filme que adorei.
Roma retrata principalmente a vida de Cleo (Yalitza Aparicio), uma empregada doméstica de uma família de um bairro de classe média da Cidade do México, durante os anos 70. É um filme inspirado na própria infância do realizador e uma declaração de amor às mulheres que o criaram.
Roma retrata principalmente a vida de Cleo (Yalitza Aparicio), uma empregada doméstica de uma família de um bairro de classe média da Cidade do México, durante os anos 70. É um filme inspirado na própria infância do realizador e uma declaração de amor às mulheres que o criaram.
Em primeiro lugar, é preciso mencionar que se nota que este foi um projecto muito pessoal e especial para o realizador...todo ele transborda de ternura e sensibilidade. Tanto a dinâmica familiar, com os seus conflitos domésticos e hierarquia social, como as mudanças sociopolíticas são retratadas de uma forma vívida e honesta, sem muito drama e exagero. Há várias cenas muito emotivas e memoráveis, que nos abalam e nos fazem torcer por estas personagens. De destacar, a interpretação de Yalitza Aparicio, uma mulher de Oaxaca que não tinha nenhuma experiência anterior diante de uma câmara, e que é extremamente cativante enquanto Cleo.
Marcante também é o estilo visual do filme...totalmente a preto e branco e com uma fotografia fantástica. A realização é também extremamente cuidada e recheada de longos takes em que a câmara parece flutuar de modo a capturar, quase casualmente, os vários acontecimentos.
Concluindo, este é um filme que recomento muito e que estará provavelmente nos meus melhores filmes do ano. É não só um comovente retrato intimista mas também uma maravilha técnica. 🌟🌟🌟🌟🌟
realizado por SUSANNE BIER protagonizado por SANDRA BULLOCK, TREVANTE RHODES, JOHN MALKOVICH
Num futuro não muito distante, surge no planeta uma entidade misteriosa que desencadeia tendências suicidas nas pessoas que a veêm. O que se segue é a destruição da sociedade como a conhecemos, tornando o mundo numa terra pós-apocalíptica, onde os humanos lutam para sobreviver à entidade. Para tal, eles simplesmente fecham os olhos ou vivem com os olhos vendados.
O filme foca-se na jornada da Malorie (Sandra Bullock) que está grávida quando esta entidade surge. O filme vai alternando então entre duas linhas temporais, dando a conhecer o que aconteceu à Malorie quando a entidade apareceu e retrata também, passados alguns anos, a viagem da Malorie e dos seus filhos em busca de um sítio seguro.
O filme foca-se na jornada da Malorie (Sandra Bullock) que está grávida quando esta entidade surge. O filme vai alternando então entre duas linhas temporais, dando a conhecer o que aconteceu à Malorie quando a entidade apareceu e retrata também, passados alguns anos, a viagem da Malorie e dos seus filhos em busca de um sítio seguro.
Sinto que este filme tem sido comparado de forma injusta com A Quiet place. Apesar de estas comparações serem inevitáveis, devido à semelhança temática entre os dois, Bird Box é baseado num livro com o mesmo nome que foi um êxito em 2014 e, como tal, não é uma cópia do filme já referido. Infelizmente, o facto deste filme ter lançado depois do outro e pela Netflix não o ajuda.
Pessoalmente, eu gostei mais da história deste e senti-me mais imersa neste filme. É um filme tenso, especialmente na primeira parte, com um bom ritmo e com boas interpretações. Gostei especialmente dos monstros da história terem uma inspiração na obra de Lovecraft (a vibe é muito Cthulhu) e de nunca sabermos ao certo o que são e qual o seu objectivo.
Tal como em outros filmes do género, existem vários momentos inverosímeis mas confesso que estes não me irritaram tanto como as decisões estúpidas das personagens do A Quiet place.
No entanto, tecnicamente, o outro é, sem dúvida, superior a este. Tanto a nível de edição de som como de realização e fotografia. Acho também que o final deste filme não é tão convincente e que é, de certo modo, um pouco "perfeito" demais.
Concluindo, recomendo este filme para quem gosta de histórias pós-apocalípticas tensas com um toque de mitologia Lovecraftiana. Não sendo um filme excelente, é um filme que entretém. 🌟🌟🌟
Pessoalmente, eu gostei mais da história deste e senti-me mais imersa neste filme. É um filme tenso, especialmente na primeira parte, com um bom ritmo e com boas interpretações. Gostei especialmente dos monstros da história terem uma inspiração na obra de Lovecraft (a vibe é muito Cthulhu) e de nunca sabermos ao certo o que são e qual o seu objectivo.
Tal como em outros filmes do género, existem vários momentos inverosímeis mas confesso que estes não me irritaram tanto como as decisões estúpidas das personagens do A Quiet place.
No entanto, tecnicamente, o outro é, sem dúvida, superior a este. Tanto a nível de edição de som como de realização e fotografia. Acho também que o final deste filme não é tão convincente e que é, de certo modo, um pouco "perfeito" demais.
Concluindo, recomendo este filme para quem gosta de histórias pós-apocalípticas tensas com um toque de mitologia Lovecraftiana. Não sendo um filme excelente, é um filme que entretém. 🌟🌟🌟
E vocês? Já viram estes filmes?




